Redação Sanar
CID E10: Diabetes mellitus insulino-dependente
E100
Diabetes mellitus insulino-dependente - com coma
E101
Diabetes mellitus insulino-dependente - com cetoacidose
E102
Diabetes mellitus insulino-dependente - com complicações renais
E103
Diabetes mellitus insulino-dependente - com complicações oftálmicas
E104
Diabetes mellitus insulino-dependente - com complicações neurológicas
E105
Diabetes mellitus insulino-dependente - com complicações circulatórias periféricas
E106
Diabetes mellitus insulino-dependente - com outras complicações especificadas
E107
Diabetes mellitus insulino-dependente - com complicações múltiplas
E108
Diabetes mellitus insulino-dependente - com complicações não especificadas
E109
Diabetes mellitus insulino-dependente - sem complicações
Mais informações sobre o tema:
Definição
O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante da destruição autoimune das células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina. Esta condição é mediada por linfócitos T autorreativos que infiltram as ilhotas pancreáticas, causando perda progressiva da função secretora de insulina. O DM1 representa aproximadamente 5-10% de todos os casos de diabetes e tem forte predisposição genética, frequentemente associada a alelos do sistema HLA, como DR3 e DR4. A apresentação clínica geralmente ocorre na infância ou adolescência, mas pode manifestar-se em qualquer idade, com pico de incidência entre 10 e 14 anos. Sem tratamento adequado, o DM1 leva a complicações agudas e crônicas, incluindo cetoacidose diabética, retinopatia, nefropatia e neuropatia, impactando significativamente a qualidade de vida e a expectativa de vida dos pacientes.
Descrição clínica
O DM1 é uma doença autoimune com início agudo ou subagudo, caracterizada por poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso não intencional. A hiperglicemia persistente resulta em sintomas como fadiga, visão turva e infecções recorrentes. A cetoacidose diabética é uma complicação frequente no diagnóstico inicial, apresentando-se com desidratação, acidose metabólica e alteração do nível de consciência. O curso da doença é progressivo, exigindo terapia com insulina vitalícia para manter a normoglicemia e prevenir complicações.
Quadro clínico
O quadro clínico do DM1 inclui sintomas clássicos de hiperglicemia: poliúria (devido à diurese osmótica), polidipsia (compensatória à desidratação), polifagia (por catabolismo e fome celular) e perda de peso (devido à quebra de proteínas e gorduras). Sintomas inespecíficos como fadiga, fraqueza, visão turva e infecções cutâneas ou genitais por Candida são comuns. Na apresentação aguda, a cetoacidose diabética pode ocorrer, com náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração de Kussmaul, hálito cetônico e alteração do estado mental. O exame físico pode revelar desidratação, taquicardia e, em casos graves, hipotensão e choque.
Complicações possíveis
Cetoacidose diabética
Complicação aguda com hiperglicemia, acidose metabólica e cetose, podendo levar ao coma e morte se não tratada.
Hipoglicemia
Episódios de glicemia baixa devido ao excesso de insulina exógena, exercício ou ingestão inadequada de carboidratos.
Retinopatia diabética
Danos microvasculares na retina, levando a edema macular, hemorragias e potencial cegueira.
Nefropatia diabética
Lesão glomerular progressiva com proteinúria, declínio da função renal e risco de insuficiência renal terminal.
Neuropatia diabética
Dano nervoso periférico ou autonômico, causando parestesias, dor, disfunção gastrointestinal ou cardiovascular.
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Epidemiologia
O DM1 tem incidência global variável, com taxas mais altas em países nórdicos (até 40/100.000/ano) e menores na Ásia. No Brasil, a incidência é de aproximadamente 7-10/100.000/ano, com aumento progressivo nas últimas décadas. A prevalência é de cerca de 0,1-0,3% da população. Fatores de risco incluem história familiar (risco 5-10% em parentes de primeiro grau), predisposição genética (HLA-DR3/DR4) e exposições ambientais. A idade de pico é entre 10-14 anos, mas casos em adultos (LADA) são reconhecidos.
Prognóstico
O prognóstico do DM1 depende do controle glicêmico rigoroso e adesão ao tratamento. Com terapia intensiva com insulina e monitorização frequente, é possível reduzir o risco de complicações microvasculares e macrovasculares. A expectativa de vida pode ser encurtada em 10-15 anos se não controlado, mas abordagens modernas como bombas de insulina e sistemas de monitorização contínua de glicose melhoram os desfechos. Complicações crônicas, como doença cardiovascular, são causas principais de mortalidade.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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