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CID D77: Outros transtornos do sangue e dos órgãos hematopoéticos em doenças classificadas em outra parte

D77
Outros transtornos do sangue e dos órgãos hematopoéticos em doenças classificadas em outra parte

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código D77 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a 'Outros transtornos do sangue e dos órgãos hematopoéticos em doenças classificadas em outra parte'. Esta categoria é utilizada para codificar manifestações hematológicas secundárias a doenças sistêmicas ou condições primárias não hematológicas, quando essas manifestações são clinicamente significativas e requerem atenção médica específica. Inclui condições como anemia, trombocitopenia, leucocitose, ou outras alterações hematológicas que surgem como complicações de doenças infecciosas, autoimunes, neoplásicas, metabólicas ou outras, mas cuja causa primária está classificada em outro capítulo do CID-10. A fisiopatologia subjacente varia conforme a doença de base, podendo envolver mecanismos como supressão medular, destruição periférica de células sanguíneas, produção inadequada de citocinas, ou infiltração da medula óssea. Por exemplo, anemia em doença renal crônica (devido à deficiência de eritropoietina) ou trombocitopenia em sepse (por consumo e destruição plaquetária) são cenários típicos codificados sob D77. O impacto clínico é significativo, pois essas alterações hematológicas podem exacerbar a morbidade da doença primária, necessitando de intervenções direcionadas, como transfusões ou agentes estimuladores da hematopoese. Epidemiologicamente, a prevalência de transtornos hematológicos secundários é elevada, dada a associação com doenças crônicas comuns, como diabetes, insuficiência renal, hepatopatias, e infecções sistêmicas. A vigilância é baseada no monitoramento de parâmetros hematológicos em pacientes com condições de risco, e o manejo requer abordagem integrada da doença primária e das complicações hematológicas. Esta categoria enfatiza a importância da avaliação multidisciplinar em hematologia clínica.

Descrição clínica

Manifestações hematológicas secundárias a doenças não hematológicas primárias, caracterizadas por alterações quantitativas ou qualitativas nas células sanguíneas (eritrócitos, leucócitos, plaquetas) ou disfunções dos órgãos hematopoéticos (medula óssea, baço, linfonodos). As apresentações clínicas incluem sinais e sintomas como fadiga, palidez, dispneia (anemia), sangramentos ou petéquias (trombocitopenia), infecções recorrentes (neutropenia), ou esplenomegalia. A gravidade varia de assintomática a com risco de vida, dependendo da doença de base e do grau de comprometimento hematológico.

Quadro clínico

Variável, dependendo da doença primária e do tipo de transtorno hematológico. Sinais e sintomas comuns: fadiga, astenia, dispneia aos esforços, taquicardia (anemia); equimoses, epistaxe, sangramento gengival (trombocitopenia); febre, infecções recorrentes (neutropenia); linfadenopatia ou esplenomegalia (envolvimento de órgãos linfoides). Pode ser assintomático em casos leves, detectado apenas em exames laboratoriais de rotina. A apresentação aguda, como em pancitopenia severa, requer avaliação emergencial.

Complicações possíveis

Sangramento grave

Hemorragias intracranianas ou gastrointestinais devido a trombocitopenia severa.

Insuficiência cardíaca

Descompensação por anemia crônica não corrigida, com sobrecarga volumétrica.

Infecções oportunistas

Sepse ou infecções recorrentes em neutropenia prolongada.

Transfusão-dependente

Necessidade de suporte transfusional crônico, com risco de sobrecarga de ferro e aloimunização.

Epidemiologia

Comum em cenários clínicos, especialmente em pacientes com doenças crônicas, idosos, ou hospitalizados. Dados precisos são escassos devido à natureza secundária, mas estima-se que anemia associada a doenças crônicas afete até 30-50% dos pacientes com insuficiência renal, hepatopatias ou câncer. A incidência varia conforme a prevalência regional das doenças de base.

Prognóstico

Dependente da doença primária subjacente e da resposta ao tratamento. Em geral, o controle adequado da condição de base pode melhorar ou resolver as alterações hematológicas. Prognóstico reservado em doenças avançadas ou refratárias, com alto risco de morbimortalidade por complicações hemorrágicas ou infecciosas. Monitoramento regular é essencial para ajuste terapêutico.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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