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CID D61: Outras anemias aplásticas

D610
Anemia aplástica constitucional
D611
Anemia aplástica induzida por drogas
D612
Anemia aplástica devida a outros agentes externos
D613
Anemia aplástica idiopática
D618
Outras anemias aplásticas especificadas
D619
Anemia aplástica não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

As outras anemias aplásticas referem-se a um grupo heterogêneo de anemias caracterizadas por falência da medula óssea, resultando em pancitopenia periférica (anemia, neutropenia e trombocitopenia) devido à hipoplasia ou aplasia da medula óssea. Esta categoria inclui formas de anemia aplástica não especificadas em outras categorias do CID-10, como aquelas induzidas por drogas, químicos, radiação, ou associadas a doenças sistêmicas, excluindo anemias aplásticas congênitas (ex.: anemia de Fanconi) ou aquelas com causa imunológica primária. A fisiopatologia envolve dano direto às células-tronco hematopoiéticas ou ao microambiente medular, levando à redução na produção de células sanguíneas. Epidemiologicamente, a incidência varia globalmente, com maior prevalência em regiões com exposição a toxinas ambientais, e o impacto clínico é significativo, com alto risco de infecções, sangramentos e mortalidade se não tratada adequadamente.

Descrição clínica

A anemia aplástica é uma desordem hematológica grave caracterizada por falência da medula óssea, com achados de pancitopenia periférica: anemia (fadiga, palidez, dispneia), neutropenia (infecções recorrentes ou graves) e trombocitopenia (sangramentos mucocutâneos, petéquias, equimoses). A medula óssea apresenta hipocelularidade ou aplasia, com substituição por tecido adiposo. O curso clínico pode ser agudo ou crônico, dependendo da etiologia e rapidez do diagnóstico.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui sintomas de anemia (fadiga, fraqueza, palidez, taquicardia, dispneia aos esforços), manifestações de neutropenia (febre, infecções bacterianas ou fúngicas recorrentes, como pneumonia ou sepse) e sinais de trombocitopenia (sangramentos nasais, gengivais, petéquias, equimoses, menorragia). Em casos graves, pode haver insuficiência medular completa, com risco de morte por infecção ou hemorragia. A apresentação pode ser insidiosa ou aguda, dependendo da causa subjacente.

Complicações possíveis

Infecções graves

Devido à neutropenia, com risco de sepse, pneumonia e infecções fúngicas invasivas.

Hemorragias

Sangramentos intracranianos ou gastrointestinais por trombocitopenia severa.

Anemia sintomática

Insuficiência cardíaca ou hipóxia tissular devido à baixa oxigenação.

Transformação clonal

Risco de evolução para síndromes mielodisplásicas ou leucemia aguda.

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Epidemiologia

A incidência anual de anemia aplástica é de 2-5 casos por milhão na população geral, com pico bimodal em jovens adultos e idosos. Variações geográficas existem, com maior frequência em países em desenvolvimento devido a exposições ambientais. A forma idiopática é comum, mas causas secundárias como exposição a drogas ou químicos são significativas.

Prognóstico

O prognóstico varia com a gravidade, idade do paciente, e resposta ao tratamento. Em anemia aplástica severa não tratada, a mortalidade é alta em meses. Com transplante de medula óssea ou imunossupressão, a sobrevida em 5 anos pode atingir 60-80%. Fatores prognósticos negativos incluem idade avançada, contagens muito baixas de neutrófilos, e falha à terapia inicial.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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