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CID D59: Anemia hemolítica adquirida

D590
Anemia hemolítica auto-imune induzida por droga
D591
Outras anemias hemolíticas auto-imunes
D592
Anemia hemolítica não-auto-imune induzida por drogas
D593
Síndrome hemolítico-urêmica
D594
Outras anemias hemolíticas não-autoimunes
D595
Hemoglobinúria paroxística noturna [Marchiafava-Micheli]
D596
Hemoglobinúria devida à hemólise por outras causas externas
D598
Outras anemias hemolíticas adquiridas
D599
Anemia hemolítica adquirida não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A anemia hemolítica adquirida é um distúrbio hematológico caracterizado pela destruição prematura de eritrócitos, resultando em anemia, devido a fatores extrínsecos à célula vermelha. Diferencia-se das formas hereditárias por não envolver defeitos intrínsecos da membrana, enzimas ou hemoglobina, sendo mediada por mecanismos imunológicos, infecciosos, tóxicos ou mecânicos. A fisiopatologia envolve a ativação do sistema complemento, fagocitose por macrófagos no baço e fígado, ou lesão direta por agentes externos, levando à liberação de hemoglobina e subsequente hiperbilirrubinemia indireta. Epidemiologicamente, é mais comum em adultos, com incidência variável conforme a etiologia, sendo as formas autoimunes as mais prevalentes, particularmente em mulheres e idosos. O impacto clínico inclui fadiga, palidez, icterícia e risco de complicações como insuficiência renal aguda ou trombose em casos graves.

Descrição clínica

A anemia hemolítica adquirida manifesta-se com sinais e sintomas de anemia aguda ou crônica, incluindo fadiga, dispneia, taquicardia e palidez cutaneomucosa. A hemólise é evidenciada por icterícia devido à hiperbilirrubinemia indireta, esplenomegalia em casos de sequestro esplênico, hemoglobinúria e urina escura em hemólises intravasculares, e colúria. Em formas autoimunes, pode haver fenômeno de Raynaud ou outras manifestações autoimunes associadas. A evolução pode ser aguda, com crise hemolítica e colapso cardiovascular, ou crônica, com exacerbações intermitentes.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui sintomas gerais de anemia (astenia, tontura, dispneia aos esforços), icterícia, esplenomegalia (50-60% dos casos), febre em processos agudos, e hemoglobinúria com urina cor de coca-cola em hemólise intravascular. Em anemias autoimunes por anticorpos frios, há acrocianose, fenômeno de Raynaud e agravamento no frio. Crises hemolíticas agudas podem apresentar dor abdominal, lombar, e insuficiência renal. Sinais de doença de base, como linfadenopatia em linfomas ou rash em doenças autoimunes, podem estar presentes.

Complicações possíveis

Insuficiência renal aguda

Devido à hemoglobinúria e deposição de hemoglobina nos túbulos renais.

Colelitíase

Formação de cálculos biliares de bilirrubinato devido à hemólise crônica.

Crise de aplasia

Supressão transitória da eritropoese, frequentemente por infecção por parvovírus B19.

Trombose

Em hemoglobinúrias paroxísticas, devido à ativação do complemento e dano endotelial.

Insuficiência cardíaca

Em anemias graves e agudas, por sobrecarga volume e taquicardia.

Epidemiologia

A incidência anual de anemia hemolítica autoimune é de 1-3/100.000, predominando em mulheres (2:1) e idosos. Formas adquiridas são mais frequentes que hereditárias em adultos. Fatores de risco incluem doenças autoimunes, linfomas, uso de drogas (e.g., metildopa, penicilina), e infecções. No Brasil, dados do DATASUS mostram variação regional, com maior notificação em regiões endêmicas para malária.

Prognóstico

O prognóstico varia com a etiologia e resposta ao tratamento. Anemias autoimunes têm curso crônico com exacerbações, mas resposta a corticoides ou imunossupressores em 70-80% dos casos; formas secundárias a neoplasias ou infecciosas dependem do controle da doença de base. Mortalidade é baixa em casos isolados, mas aumenta com complicações como insuficiência renal ou trombose. A remissão espontânea pode ocorrer em formas induzidas por drogas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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