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CID D58: Outras anemias hemolíticas hereditárias
D580
Esferocitose hereditária
D581
Eliptocitose hereditária
D582
Outras hemoglobinopatias
D588
Outras anemias hemolíticas hereditárias especificadas
D589
Anemia hemolítica hereditária não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
As 'Outras anemias hereditárias' constituem um grupo heterogêneo de distúrbios hematológicos de origem genética, caracterizados por defeitos na produção ou função dos eritrócitos, resultando em anemia crônica. Essas condições incluem anemias hemolíticas hereditárias não esferocíticas, como as anemias por deficiência de enzimas eritrocitárias (ex.: deficiência de piruvato quinase), e outras formas raras, como a anemia diseritropoética congênita. A fisiopatologia envolve mutações em genes que afetam a integridade da membrana eritrocitária, o metabolismo energético ou a síntese de hemoglobina, levando à redução da vida média dos glóbulos vermelhos e à hemólise. Epidemiologicamente, são doenças raras, com prevalência variável conforme a população, frequentemente apresentando padrão de herança autossômica recessiva ou dominante, e impactam significativamente a qualidade de vida devido à natureza crônica e possíveis complicações.
Descrição clínica
A apresentação clínica é variável, podendo incluir fadiga, palidez, icterícia, esplenomegalia e sinais de hemólise crônica. Em crianças, pode haver atraso no crescimento e desenvolvimento. A gravidade depende do defeito genético específico, com alguns casos sendo assintomáticos e outros evoluindo com anemia grave necessitando de transfusões regulares.
Quadro clínico
Sinais e sintomas incluem anemia crônica com fadiga, dispneia, taquicardia, palidez cutânea, icterícia, esplenomegalia e, em casos graves, crises hemolíticas agudas desencadeadas por infecções ou estresse. Podem ocorrer complicações como colelitíase por bilirrubinato e sobrecarga de ferro secundária a transfusões múltiplas.
Complicações possíveis
Sobrecarga de ferro
Acúmulo de ferro devido a transfusões múltiplas, podendo levar a hemocromatose.
Colelitíase
Formação de cálculos biliares por aumento de bilirrubina.
Crises hemolíticas agudas
Episódios de hemólise exacerbada por infecções ou drogas.
Insuficiência cardíaca
Devido à anemia crônica e sobrecarga de volume.
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Doenças raras, com prevalência estimada em menos de 1:100.000, dependendo da população. Mais comum em certos grupos étnicos com consanguinidade. A herança é tipicamente autossômica recessiva ou dominante.
Prognóstico
Variável conforme o defeito genético; geralmente é uma condição crônica com bom prognóstico se bem manejada, mas pode evoluir com complicações como sobrecarga de ferro e necessidade de intervenções regulares. A expectativa de vida pode ser normal em formas leves, mas reduzida em casos graves.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em história clínica sugestiva, achados laboratoriais de anemia hemolítica (ex.: reticulocitose, aumento de LDH, bilirrubina indireta, haptoglobina baixa), testes específicos como dosagem de enzimas eritrocitárias (ex.: piruvato quinase), e confirmação genética por sequenciamento de DNA. Critérios incluem evidência de hemólise, exclusão de outras causas de anemia hereditária (ex.: esferocitose hereditária) e identificação de mutações patogênicas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Esferocitose hereditária
Anemia hemolítica devido a defeitos na membrana eritrocitária, com esferócitos no esfregaço periférico e teste de fragilidade osmótica positivo.
OMS. Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão.
Anemia falciforme
Anemia hemolítica hereditária com hemoglobinopatia, caracterizada por hemácias falciformes e crises vaso-oclusivas.
Diretrizes Brasileiras de Doenças Falciformes.
Deficiência de G6PD
Anemia hemolítica desencadeada por oxidantes, com deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase.
Em regiões com alta prevalência, para diagnóstico precoce.
Aconselhamento genético
Para famílias com história de anemia hereditária, visando reduzir incidência.
Evitar exposição a oxidantes
Em deficiências enzimáticas específicas, para prevenir crises hemolíticas.
Vigilância e notificação
Não é de notificação compulsória no Brasil, mas o monitoramento é importante em serviços de hematologia para manejo de complicações e aconselhamento genético. Recomenda-se registro em bancos de dados de doenças raras.
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Incluem mutações em genes que afetam enzimas eritrocitárias (ex.: piruvato quinase), componentes da membrana ou fatores de transcrição, com padrões de herança autossômica recessiva ou dominante.
A esferocitose apresenta esferócitos no esfregaço e teste de fragilidade osmótica positivo, enquanto 'Outras anemias hereditárias' podem ter achados enzimáticos ou genéticos distintos, exigindo testes específicos.
Sobrecarga de ferro por transfusões, colelitíase por hiperbilirrubinemia, e em casos graves, insuficiência cardíaca ou hepática.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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