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CID D34: Neoplasia benigna da glândula tireóide
D34
Neoplasia benigna da glândula tireóide
Mais informações sobre o tema:
Definição
A neoplasia benigna da glândula tireoide refere-se a um crescimento celular anormal, não invasivo e não metastático, originado nos tecidos tireoidianos. Essas lesões são caracterizadas por proliferação celular controlada, sem infiltração de estruturas adjacentes ou disseminação à distância, e incluem principalmente adenomas foliculares, que representam a maioria dos casos. A fisiopatologia envolve mutações somáticas em genes como RAS ou PAX8-PPARγ, que promovem proliferação celular sem características malignas, frequentemente associadas a alterações na via de sinalização do TSH. Epidemiologicamente, são comuns, com maior prevalência em mulheres e idosos, e muitas vezes são descobertas incidentalmente em exames de imagem, representando um desafio clínico na diferenciação de carcinomas tireoidianos.
Descrição clínica
As neoplasias benignas da tireoide geralmente se apresentam como nódulos tireoidianos únicos ou múltiplos, palpáveis ou detectados em ultrassonografia. Podem ser assintomáticos ou causar sintomas compressivos, como disfagia, dispneia ou rouquidão, dependendo do tamanho e localização. Raramente estão associadas a disfunção tireoidiana, mas adenomas tóxicos podem levar ao hipertireoidismo. A progressão é lenta, e a maioria dos nódulos permanece estável ao longo do tempo, sem evidências de malignidade.
Quadro clínico
O quadro clínico é variável: a maioria dos nódulos é assintomática e descoberta incidentalmente. Sintomas incluem massa cervical palpável, desconforto local, ou sinais compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão por compressão traqueal ou do nervo laríngeo recorrente). Adenomas funcionais (tóxicos) podem causar sintomas de hipertireoidismo, como taquicardia, perda de peso, e intolerância ao calor. Exame físico pode revelar nódulo tireoidiano móvel, firme e não aderente a planos profundos.
Complicações possíveis
Compressão de estruturas cervicais
Nódulos grandes podem comprimir traqueia, esôfago ou nervos, levando a dispneia, disfagia ou rouquidão.
Hipertireoidismo
Adenomas tóxicos podem secretar hormônios tireoidianos autonomamente, causando taquicardia, arritmias e outros sintomas de tireotoxicose.
Transformação maligna
Rara progressão para carcinoma folicular, especialmente em adenomas com atipias citológicas ou fatores de risco.
Sangramento intranodular
Hemorragia aguda no nódulo pode causar dor cervical súbita e aumento rápido de volume.
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Neoplasias benignas da tireoide são comuns, com prevalência estimada em 4-7% da população adulta por palpação e até 50-60% em estudos de ultrassonografia. Mais frequentes em mulheres (proporção 4:1), idosos e em regiões com deficiência de iodo. Incidência aumenta com a idade, e fatores como exposição à radiação e história familiar elevam o risco.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente excelente, com baixa morbidade e mortalidade. A maioria dos nódulos benignos permanece estável ou regride espontaneamente. Riscos incluem crescimento progressivo ou rara transformação maligna, mas o manejo adequado com monitorização regular minimiza complicações. Sobrevida é equivalente à população geral quando tratada apropriadamente.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, de imagem e histopatológicos. Inclui ultrassonografia com padrão TI-RADS para avaliação de risco, punção aspirativa com agulha fina (PAAF) citológica mostrando padrão benigno (ex.: células foliculares em arranjo macrofolicular, sem atipias), e exclusão de critérios malignos como invasão capsular ou vascular. Critérios da American Thyroid Association (ATA) e sistemas de classificação citológica (ex.: Bethesda) são utilizados para estratificação. Confirmação histológica pós-cirúrgica é padrão-ouro para lesões indeterminadas ou suspeitas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Carcinoma papilífero da tireoide
Neoplasia maligna mais comum da tireoide, com características citológicas como núcleos em vidro fosco e pseudoinclusões na PAAF, diferindo de adenomas benignos pela invasividade.
American Thyroid Association (ATA) Guidelines for Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer, 2015.
Bócio multinodular
Aumento difuso da tireoide com múltiplos nódulos, frequentemente benignos, mas pode conter focos de malignidade; diferenciação requer avaliação citológica de cada nódulo.
UpToDate: Evaluation and management of thyroid nodules, 2023.
Tireoidite de Hashimoto
Doença autoimune que pode apresentar nódulos ou aumento tireoidiano, com citologia mostrando infiltrado linfocítico e células de Hürthle, distinta de adenomas pela etiologia inflamatória.
PubMed: Hashimoto's thyroiditis: clinical and diagnostic criteria, 2020.
Carcinoma folicular da tireoide
Neoplasia maligna que pode mimetizar adenoma folicular na citologia, diferenciada apenas por invasão capsular ou vascular na histologia.
WHO Classification of Tumours of Endocrine Organs, 2017.
Cistos tireoidianos
Lesões císticas benignas, frequentemente simples, que podem ser confundidas com nódulos sólidos; ultrassonografia e PAAF ajudam na distinção.
Micromedex: Thyroid cyst management, 2022.
Exames recomendados
Ultrassonografia de tireoide
Exame de imagem para caracterização de nódulos (tamanho, ecogenicidade, margens, microcalcificações) e estratificação de risco usando sistemas como TI-RADS.
Avaliar características suspeitas de malignidade e guiar a necessidade de PAAF.
Punção aspirativa com agulha fina (PAAF)
Procedimento citológico para coleta de amostras de nódulos, classificada pelo sistema Bethesda para determinar benignidade, malignidade ou indeterminação.
Confirmar diagnóstico de neoplasia benigna e excluir malignidade.
Dosagem de TSH
Exame laboratorial para avaliar função tireoidiana, identificando adenomas tóxicos (TSH suprimido) ou hipotireoidismo associado.
Rastrear disfunção tireoidiana e orientar manejo.
Cintilografia de tireoide
Exame de medicina nuclear para avaliar captação de radioisótopos, útil em nódulos hiperfuncionantes (quentes) que são tipicamente benignos.
Diferenciar nódulos quentes (benignos) de frios (potencialmente malignos) em contextos específicos.
Painel de tireoglobulina e anticorpos antitireoidianos
Testes sorológicos para monitorar doença tireoidiana e excluir condições autoimunes associadas.
Avaliar marcadores de doença tireoidiana e inflamatória.
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Garantir ingestão adequada de iodo através de sal iodado para prevenir bócio e nódulos tireoidianos.
Evitar exposição desnecessária à radiação
Minimizar exames de imagem com radiação ionizante na região cervical, especialmente em crianças e jovens.
Monitorização em grupos de risco
Acompanhamento regular em indivíduos com história familiar de doença tireoidiana ou exposição prévia à radiação.
Vigilância e notificação
Não é uma doença de notificação compulsória no Brasil. Vigilância inclui monitorização clínica e ultrassonográfica periódica para nódulos benignos, conforme diretrizes da ATA (ex.: reavaliação em 6-24 meses). Em casos de crescimento ou alterações suspeitas, reavaliação com PAAF é indicada. Programas de rastreamento não são recomendados para população assintomática.
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Sim, embora raro, alguns adenomas benignos podem evoluir para carcinoma folicular, especialmente se houver atipias citológicas ou fatores de risco como exposição à radiação. Monitorização regular com ultrassonografia e PAAF, se indicado, é essencial para detecção precoce de alterações.
Segundo diretrizes da ATA, nódulos benignos confirmados por PAAF devem ser reavaliados com ultrassonografia em 6-24 meses, dependendo de fatores de risco e características do nódulo. Se estáveis, o intervalo pode ser estendido.
Não, a maioria dos nódulos benignos é manejada conservadoramente com monitorização. Cirurgia é reservada para casos com sintomas compressivos, crescimento significativo, ou citologia indeterminada/suspeita após reavaliação.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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