CID D31: Neoplasia benigna do olho e anexos
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Definição
A neoplasia benigna do olho e anexos refere-se a tumores não malignos que se originam nos tecidos oculares e estruturas adjacentes, como pálpebras, glândulas lacrimais, conjuntiva e órbita. Essas lesões são caracterizadas por crescimento lento, ausência de invasão local significativa e baixo potencial de metastização, embora possam causar comprometimento funcional ou estético devido à sua localização anatômica crítica. A fisiopatologia envolve proliferação celular desregulada, frequentemente associada a mutações genéticas ou fatores ambientais, resultando em massas bem circunscritas que podem comprimir estruturas vizinhas, como nervo óptico ou músculos extraoculares. Epidemiologicamente, são relativamente raras na população geral, com incidência variável conforme o tipo histológico, sendo mais comuns em adultos e com distribuição similar entre os sexos, podendo impactar a qualidade de vida através de sintomas como diplopia, proptose ou perda visual.
Descrição clínica
As neoplasias benignas do olho e anexos manifestam-se como massas ou lesões localizadas, com crescimento indolente e geralmente assintomáticas em estágios iniciais. Clinicamente, podem apresentar-se com proptose, diplopia, restrição da motilidade ocular, ptose palpebral, ou alterações visuais como borramento ou perda de acuidade visual, dependendo da estrutura afetada. A palpação pode revelar nódulos firmes e móveis, sem aderência a planos profundos, e a inspeção oftalmológica frequentemente evidencia lesões bem delimitadas, como hemangiomas, nevos ou adenomas. A progressão é tipicamente lenta, com rara transformação maligna, mas a compressão de estruturas críticas pode levar a complicações como neuropatia óptica ou exposição corneal.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a localização: neoplasias palpebrais (e.g., xantelasma) podem causar assimetria ou ptose; lesões conjuntivais (e.g., pterígio) levam a irritação e hiperemia; tumores orbitários (e.g., meningioma) resultam em proptose, diplopia e limitação da motilidade ocular; e envolvimento intraocular (e.g., hemangioma da coroide) pode causar descolamento de retina ou glaucoma secundário. Sintomas comuns incluem massa palpável, alterações visuais, dor ocular, epífora e, raramente, sangramento. A evolução é geralmente lenta, com exacerbação em contextos de trauma ou inflamação.
Complicações possíveis
Perda visual
Resultante de compressão do nervo óptico ou envolvimento retinal, podendo ser irreversível se não tratada.
Ambliopia
Em crianças, devido à obstrução do eixo visual por massas palpebrais ou orbitárias.
Exposição corneal
Causada por proptose severa, levando a úlceras e infecções oculares.
Glaucoma secundário
Associado a tumores intraoculares que obstruem o fluxo aquoso ou causam neovascularização.
Deformidade estética
Devido ao crescimento tumoral, impactando a autoestima e função social.
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Epidemiologia
Neoplasias benignas oculares representam uma pequena proporção de todos os tumores oculares, com incidência estimada em 1-2 casos por 100.000 pessoas/ano. São mais frequentes em adultos de meia-idade, sem predileção por sexo, e tipos comuns incluem hemangiomas capilares (em crianças) e nevos conjuntivais. Fatores geográficos e exposição solar podem influenciar a distribuição, particularmente para lesões palpebrais.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente favorável, com baixa taxa de recidiva após excisão completa e rara transformação maligna. A sobrevida é equivalente à população geral, mas depende da localização e tamanho do tumor; lesões que comprimem o nervo óptico podem levar a déficits permanentes se não manejadas precocemente. Seguimento regular é recomendado para monitorar crescimento ou novas lesões.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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