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CID D16: Neoplasia benigna de osso e de cartilagem articular

D160
Neoplasia benigna da omoplata [escápula] e ossos longos dos membros superiores
D161
Neoplasia benigna dos ossos curtos dos membros superiores
D162
Neoplasia benigna dos ossos longos dos membros inferiores
D163
Neoplasia benigna dos ossos curtos dos membros inferiores
D164
Neoplasia benigna dos ossos do crânio e da face
D165
Neoplasia benigna do osso da mandíbula
D166
Neoplasia benigna da coluna vertebral
D167
Neoplasia benigna das costelas, do esterno e da clavícula
D168
Neoplasia benigna dos ossos pélvicos, sacro e cóccix
D169
Neoplasia benigna do osso e cartilagem articular, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna do osso e da cartilagem articular refere-se a um grupo de tumores não malignos que se originam no tecido ósseo ou na cartilagem articular, caracterizados por crescimento lento, ausência de invasão local agressiva e baixo potencial de metastização. Essas lesões são compostas por células bem diferenciadas que mimetizam o tecido de origem, como osteoblastos no osteoma ou condrócitos no condroma, e geralmente apresentam comportamento indolente, embora possam causar sintomas devido ao efeito de massa, como dor, deformidade óssea ou fraturas patológicas. A incidência varia conforme o tipo histológico, com alguns sendo mais comuns em crianças e adolescentes, enquanto outros predominam em adultos, e a localização típica inclui ossos longos, pelve, costelas e pequenos ossos das mãos e pés. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, radiológicos e histopatológicos, e o manejo envolve observação, excisão cirúrgica ou outras intervenções dependendo do tamanho, localização e sintomatologia, com prognóstico geralmente favorável.

Descrição clínica

As neoplasias benignas do osso e da cartilagem articular manifestam-se tipicamente como massas de crescimento lento, frequentemente assintomáticas, mas podem causar dor localizada, edema, limitação da amplitude articular ou deformidade óssea dependendo do tamanho e localização. Em casos de lesões maiores ou em locais críticos, como próximo a articulações ou no canal medular, podem ocorrer compressão de estruturas nervosas ou vasculares, levando a sintomas como parestesias, claudicação ou fraturas patológicas. A apresentação clínica é variável: osteomas, por exemplo, são comuns no crânio e face e podem ser palpáveis como nódulos duros, enquanto condromas frequentemente afetam ossos curtos das mãos e são detectados incidentalmente em radiografias. A evolução é geralmente indolente, com rara transformação maligna, exceto em síndromes como a osteocondromatose múltipla hereditária, que aumenta o risco de condrossarcoma.

Quadro clínico

O quadro clínico é frequentemente assintomático, com descoberta incidental em exames de imagem. Quando sintomático, inclui dor óssea localizada de caráter contínuo ou relacionada à atividade, edema palpável, deformidade visível (e.g., aumento de volume em ossos longos ou crânio), e limitação funcional articular. Fraturas patológicas podem ocorrer em lesões que enfraquecem a estrutura óssea, especialmente em condromas centrais (encondromas). Sinais de compressão, como déficits neurológicos, são raros, mas possíveis em lesões vertebrais ou cranianas. A história natural é de crescimento lento, com estabilização na idade adulta; no entanto, em síndromes hereditárias, múltiplas lesões podem causar incapacidade significativa.

Complicações possíveis

Fraturas patológicas

Ocorrem devido ao enfraquecimento da estrutura óssea pela lesão, especialmente em ossos longos sujeitos a carga.

Compressão neural ou vascular

Lesões expansivas podem comprimir nervos ou vasos, causando déficits sensoriais, motores ou isquemia.

Deformidade óssea

Crescimento contínuo pode levar a alterações estéticas ou funcionais, como encurtamento de membros.

Transformação maligna

Rara, mas possível em condições como osteocondromatose múltipla, evoluindo para condrossarcoma.

Artropatia secundária

Lesões articulares podem causar osteoartrite precoce ou limitação da mobilidade.

Epidemiologia

As neoplasias benignas do osso e da cartilagem articular representam aproximadamente 30-40% de todos os tumores ósseos primários. A incidência anual é estimada em 1-2 casos por 100.000 habitantes, variando com o tipo histológico: osteocondromas são os mais comuns (35-40% dos tumores ósseos benignos), seguidos por condromas e osteomas. A distribuição por idade mostra pico na segunda década de vida para osteocondromas e condromas, enquanto osteomas são mais frequentes em adultos jovens. Não há predileção por sexo consistente, mas algumas lesões, como osteomas osteoides, são mais comuns em homens. Fatores geográficos ou raciais não são bem estabelecidos, e síndromes hereditárias, como a osteocondromatose múltipla, têm padrão autossômico dominante.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com baixa morbidade e rara mortalidade. A maioria das neoplasias benignas permanece estável ou regride espontaneamente, e a excisão cirúrgica é curativa na maioria dos casos. Fatores que influenciam o prognóstico incluem localização (lesões em locais críticos têm maior risco de complicações), tamanho e presença de síndromes hereditárias, que podem associar-se a recidivas ou transformação maligna. A taxa de recidiva após ressecção incompleta é baixa, variando de 2-5% para lesões como osteocondromas. Seguimento a longo prazo é recomendado em casos selecionados para monitorar crescimento ou complicações.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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