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CID D13: Neoplasia benigna de outras partes e de partes mal definidas do aparelho digestivo

D130
Neoplasia benigna do esôfago
D131
Neoplasia benigna do estômago
D132
Neoplasia benigna do duodeno
D133
Neoplasia benigna de outras partes e partes não especificadas do intestino delgado
D134
Neoplasia benigna do fígado
D135
Neoplasia benigna das vias biliares extra-hepáticas
D136
Neoplasia benigna do pâncreas
D137
Neoplasia benigna do pâncreas endócrino
D139
Neoplasia benigna de localizações mal definidas do aparelho digestivo

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria D13 da CID-10 refere-se a neoplasias benignas que acometem órgãos do aparelho digestivo não especificados em outros códigos, como esôfago, estômago, intestino delgado, cólon, reto, ânus, fígado, vesícula biliar, vias biliares, pâncreas e outros locais digestivos não classificados em categorias específicas. Neoplasias benignas são crescimentos celulares anormais que não invadem tecidos adjacentes nem metastatizam, mas podem causar sintomas compressivos, obstrução ou sangramento dependendo do tamanho e localização. Essas lesões são geralmente de crescimento lento e têm baixo potencial de malignização, embora algumas, como adenomas vilosos do cólon, possam apresentar risco de transformação maligna se não removidas. A epidemiologia varia conforme o tipo histológico e localização, sendo mais comuns em adultos de meia-idade e idosos, com incidência influenciada por fatores genéticos, ambientais e hábitos alimentares.

Descrição clínica

Neoplasias benignas do aparelho digestivo são caracterizadas por proliferação celular localizada, sem invasão ou metástase. Podem ser assintomáticas ou manifestar-se por sintomas relacionados à massa, como dor abdominal, desconforto, sensação de plenitude, náuseas, vômitos, alterações do hábito intestinal, sangramento digestivo (hematêmese, melena ou hematoquezia) ou obstrução. A apresentação clínica depende do órgão afetado: por exemplo, tumores esofágicos podem causar disfagia, enquanto lesões hepáticas (como hemangiomas) podem ser detectadas incidentalmente em exames de imagem. A histologia comum inclui adenomas, leiomiomas, lipomas, hemangiomas e pólipos hiperplásicos, cada um com características específicas de comportamento e risco.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável e depende da localização e tamanho da neoplasia. Lesões pequenas são frequentemente assintomáticas e detectadas incidentalmente. Sintomas comuns incluem dor abdominal inespecífica, distensão, náuseas, vômitos, perda de peso não intencional, sangramento digestivo (manifestado como anemia ferropriva, fezes escuras ou sangue vivo), e alterações do trânsito intestinal (diarreia ou constipação). Obstrução intestinal pode ocorrer com tumores maiores, especialmente em cólon ou intestino delgado. Em fígado, hemangiomas ou adenomas hepáticos podem causar dor no hipocôndrio direito ou massa palpável. Compressão de estruturas vizinhas pode levar a icterícia (em vias biliares) ou disfagia (em esôfago).

Complicações possíveis

Obstrução intestinal

Crescimento tumoral pode bloquear a luz intestinal, causando íleo, distensão abdominal, vômitos e necessidade de intervenção cirúrgica.

Sangramento digestivo

Ulceração ou erosão da superfície tumoral pode levar a hemorragia aguda ou crônica, resultando em anemia ferropriva ou choque hipovolêmico.

Transformação maligna

Algumas neoplasias benignas, como adenomas vilosos do cólon, têm potencial de progressão para adenocarcinoma se não ressecadas.

Compressão de estruturas vizinhas

Tumores grandes podem comprimir vasos sanguíneos, vias biliares ou nervos, causando isquemia, icterícia ou dor neuropática.

Torção ou infarto

Lesões pediculadas, como lipomas ou pólipos, podem sofrer torção, levando a infarto e dor abdominal aguda.

Epidemiologia

Neoplasias benignas do aparelho digestivo são relativamente comuns, com incidência variável por tipo e localização. Adenomas colorretais, por exemplo, têm prevalência de até 30% em adultos acima de 50 anos em países ocidentais. Lesões hepáticas benignas, como hemangiomas, são detectadas em cerca de 5-20% da população geral em autópsias ou exames de imagem. A distribuição é mundial, com maior frequência em idosos e ligeiro predomínio em mulheres para algumas lesões (ex.: adenomas hepáticos associados a contraceptivos orais). Fatores de risco incluem idade avançada, história familiar, obesidade, tabagismo e dietas ricas em carne vermelha.

Prognóstico

O prognóstico geralmente é excelente, com baixa mortalidade associada, desde que a neoplasia seja completamente ressecada ou adequadamente monitorada. A maioria das lesões não recidiva após excisão completa, e a sobrevida é comparável à população geral. No entanto, o prognóstico pode ser influenciado por complicações como obstrução ou sangramento, e em síndromes hereditárias (ex.: polipose adenomatosa familiar), o risco de neoplasias malignas concomitantes requer vigilância lifelong. Seguimento regular com exames de imagem ou endoscopia é recomendado para lesões não ressecadas ou com potencial de transformação.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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