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CID D11: Neoplasia benigna de glândulas salivares maiores

D110
Neoplasia benigna da glândula parótida
D117
Neoplasia benigna de outras glândulas salivares maiores
D119
Neoplasia benigna da glândula salivar maior, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna das glândulas salivares principais refere-se a tumores não malignos que se originam nas glândulas salivares maiores, incluindo as glândulas parótidas, submandibulares e sublinguais. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento lento, bem delimitado e sem invasão local ou metastática, representando aproximadamente 70-80% de todos os tumores das glândulas salivares. A fisiopatologia envolve proliferação celular desregulada, frequentemente associada a mutações genéticas ou alterações epigenéticas, resultando em massas que podem causar obstrução ductal, dor ou assimetria facial. O impacto clínico varia desde assintomático até complicações como disfagia ou paralisia facial, dependendo do tamanho e localização. Epidemiologicamente, são mais comuns em adultos de meia-idade, com ligeira predileção pelo sexo feminino, e a incidência anual é estimada em 1-3 casos por 100.000 habitantes, sendo o adenoma pleomórfico o subtipo mais frequente.

Descrição clínica

As neoplasias benignas das glândulas salivares principais manifestam-se tipicamente como nódulos únicos, firmes, móveis e indolores, com crescimento lento ao longo de meses a anos. A localização mais comum é na glândula parótida (80-85% dos casos), seguida pelas glândulas submandibulares e sublinguais. Sintomas podem incluir aumento de volume local, desconforto, dificuldade de mastigação ou fala, e raramente paralisia facial se houver compressão do nervo facial. A superfície é geralmente lisa, e a consistência varia de macia a firme, dependendo do tipo histológico. Em casos avançados, pode haver ulceração ou infecção secundária devido à obstrução ductal.

Quadro clínico

O quadro clínico é dominado por uma massa palpável, geralmente unilateral, na região parotídea, submandibular ou sublingual, com crescimento insidioso. Os pacientes podem relatar dor leve a moderada, especialmente se houver inflamação secundária, ou sintomas de obstrução como boca seca ou dificuldade para engolir. Sinais de alarme, como fixação à pele ou paralisia nervosa, são raros e sugerem malignidade. Exames físicos revelam nódulos móveis, não aderidos a planos profundos, e a palpação bimanual pode ajudar na avaliação da extensão.

Complicações possíveis

Obstrução ductal

Pode levar a sialadenite aguda ou crônica, com dor, edema e infecção secundária.

Compressão nervosa

Especialmente do nervo facial na parótida, resultando em paralisia ou parestesias transitórias.

Transformação maligna

Rara, mas possível em adenomas pleomórficos de longa data, evoluindo para carcinoma ex-adenoma pleomórfico.

Recidiva pós-cirúrgica

Pode ocorrer se a ressecção for incompleta, devido à natureza multifocal ou encapsulamento inadequado.

Epidemiologia

As neoplasias benignas das glândulas salivares principais representam 3-6% de todos os tumores de cabeça e pescoço, com incidência anual de 1-3 por 100.000. São mais frequentes em adultos entre 40-60 anos, com discreta predominância feminina (razão 1,5:1). A glândula parótida é o sítio mais comum (80-85%), seguida pela submandibular (10-15%). Fatores de risco incluem exposição à radiação e história familiar, mas a maioria dos casos é esporádica.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com baixa taxa de recidiva (2-5%) após ressecção completa. A sobrevida é comparável à população geral, e complicações são raras se tratadas adequadamente. Fatores como tamanho tumoral, localização e tipo histológico influenciam o risco de recidiva; por exemplo, adenomas pleomórficos têm maior tendência à recidiva se não ressecados com margens adequadas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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