Redação Sanar
CID C91: Leucemia linfóide
C910
Leucemia linfoblástica aguda
C911
Leucemia linfocítica crônica
C912
Leucemia linfocítica subaguda
C913
Leucemia pró-linfocítica
C914
Leucemia de células pilosas
C915
Leucemia de células T do adulto
C917
Outras leucemias linfóides
C919
Leucemia linfóide, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A leucemia linfoblástica é uma neoplasia maligna hematológica caracterizada pela proliferação clonal descontrolada de precursores linfoides (linfoblastos) na medula óssea, sangue periférico e outros órgãos. Esta doença resulta de mutações genéticas adquiridas que perturbam os mecanismos normais de diferenciação, proliferação e apoptose celular, levando ao acúmulo de células imaturas e à supressão da hematopoese normal. A leucemia linfoblástica é classificada como aguda (LLA) ou crônica (LLC), sendo a LLA a forma mais comum em crianças e a LLC mais prevalente em adultos, com implicações distintas na apresentação clínica, abordagem terapêutica e prognóstico. Epidemiologicamente, a LLA representa aproximadamente 80% das leucemias na infância, com pico de incidência entre 2 e 5 anos, enquanto a LLC é mais frequente em idosos, com incidência aumentada em populações ocidentais.
Descrição clínica
A leucemia linfoblástica manifesta-se com sinais e sintomas decorrentes da infiltração medular e extramedular por linfoblastos, resultando em citopenias (anemia, neutropenia, trombocitopenia), que se apresentam como fadiga, palidez, infecções recorrentes, febre, sangramentos e equimoses. A infiltração extramedular pode causar linfadenopatia, hepatoesplenomegalia, envolvimento do sistema nervoso central (cefaleia, vômitos, paralisias) e dor óssea. A LLA geralmente tem início agudo e rápido progressão, enquanto a LLC pode ser assintomática inicialmente, com linfocitose detectada incidentalmente em exames de rotina.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a forma aguda ou crônica. Na LLA, os sintomas incluem fadiga, palidez, febre, infecções, petéquias, equimoses, dor óssea ou articular, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia e, em casos de envolvimento do SNC, cefaleia, vômitos e alterações neurológicas. Na LLC, os pacientes podem ser assintomáticos ou apresentar linfadenopatia indolor, fadiga, perda de peso, sudorese noturna e infecções recorrentes devido à hipogamaglobulinemia. Sinais de hiperleucocitose, como insuficiência respiratória ou alterações visuais, podem ocorrer em ambas as formas.
Complicações possíveis
Síndrome de lise tumoral
Liberação massiva de metabólitos celulares após quimioterapia, levando a hiperuricemia, hipercalemia e insuficiência renal.
Infecções graves
Neutropenia e imunossupressão aumentam o risco de sepse, pneumonia e infecções fúngicas invasivas.
Hemorragias
Trombocitopenia pode causar sangramentos espontâneos ou pós-procedimentos, com risco de hemorragia intracraniana.
Comprometimento do SNC
Infiltração leptomeníngea por blastos resulta em hipertensão intracraniana, déficits neurológicos e convulsões.
Insuficiência medular
Supressão da hematopoese normal leva a anemia grave, neutropenia e trombocitopenia refratárias.
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Epidemiologia
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a neoplasia maligna mais comum na infância, com incidência de 3-4 casos por 100.000 crianças por ano, e pico entre 2-5 anos. A leucemia linfocítica crônica (LLC) é a leucemia mais frequente em adultos no mundo ocidental, com incidência de 4-5/100.000/ano, aumentando com a idade e mais comum em homens. Globalmente, a LLA representa 12% de todas as leucemias, enquanto a LLC responde por 25-30%. Fatores geográficos e étnicos influenciam a incidência, com maior risco em populações caucasianas para LLC.
Prognóstico
O prognóstico da leucemia linfoblástica depende do subtipo, idade, alterações citogenéticas e resposta ao tratamento. Na LLA pediátrica, as taxas de cura atingem 80-90% com quimioterapia intensiva, enquanto em adultos é de 30-40%. Fatores de bom prognóstico incluem idade entre 1-10 anos, leucócitos <50.000/μL, e citogenética favorável (e.g., hiperdiploidia, t(12;21)). Na LLC, o prognóstico é variável, com sobrevida mediana de 10-12 anos, pior em casos com deleção 17p ou mutação TP53. Recidivas e resistência a terapia são fatores adversos.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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