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CID C85: Linfoma não-Hodgkin de outros tipos e de tipo não especificado

C850
Linfossarcoma
C851
Linfoma de células B, não especificado
C857
Outros tipos especificados de linfoma não-Hodgkin
C859
Linfoma não-Hodgkin de tipo não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

O Linfoma não Hodgkin (LNH) de outros tipos e os não especificados refere-se a um grupo heterogêneo de neoplasias malignas dos linfócitos, classificadas no CID-10 sob o código C85, que abrange subtipos não incluídos em categorias específicas como linfoma difuso de grandes células B ou linfoma folicular. Esses linfomas originam-se no sistema linfático, incluindo linfonodos, baço, medula óssea e outros tecidos linfoides, e são caracterizados por proliferação clonal descontrolada de linfócitos B, T ou NK, levando a infiltração tecidual e disfunção orgânica. A fisiopatologia envolve mutações genéticas, como translocações cromossômicas (ex.: BCL2, MYC), ativação de vias de sinalização (ex.: NF-κB) e evasão da apoptose, resultando em crescimento tumoral e metástases. Epidemiologicamente, o LNH representa cerca de 4% de todos os cânceres, com incidência global variável; no Brasil, é uma das neoplasias hematológicas mais comuns, afetando predominantemente adultos, com pico de incidência na sexta década de vida, e fatores de risco incluem imunossupressão, infecções virais (ex.: EBV, HIV) e exposição a agentes químicos.

Descrição clínica

O LNH de outros tipos e não especificados apresenta-se com sintomas inespecíficos, como linfadenopatia indolor, febre, sudorese noturna, perda de peso não intencional (sintomas B), fadiga e prurido. A progressão pode envolver órgãos extranodais, como trato gastrointestinal, pele, sistema nervoso central ou medula óssea, levando a complicações como obstrução intestinal, compressão de estruturas vitais ou citopenias. O curso clínico é variável, dependendo do subtipo histológico e do índice de proliferação celular, podendo ser indolente ou agressivo.

Quadro clínico

O quadro clínico do LNH de outros tipos e não especificados inclui linfadenopatia cervical, axilar ou inguinal, frequentemente assintomática inicialmente. Sintomas constitucionais (febre, sudorese noturna, perda de peso superior a 10% em 6 meses) estão presentes em cerca de 30% dos casos. Manifestações extranodais podem ocorrer, como massa abdominal (envolvimento gastrointestinal), lesões cutâneas, sintomas neurológicos (cefaleia, déficit focal) ou citopenias (anemia, trombocitopenia). Em formas agressivas, há rápido crescimento tumoral e comprometimento de órgãos, enquanto variantes indolentes podem ter curso insidioso.

Complicações possíveis

Síndrome de lise tumoral

Liberação massiva de metabólitos celulares após quimioterapia, levando a hiperuricemia, hipercalemia e insuficiência renal.

Compressão de estruturas vitais

Obstrução de vias aéreas, vasos sanguíneos ou trato gastrointestinal por massa tumoral.

Citopenias severas

Anemia, neutropenia ou trombocitopenia devido à infiltração medular ou efeitos do tratamento, aumentando risco de infecções e sangramentos.

Transformação para linfoma agressivo

Evolução de subtipos indolentes para formas de alto grau, com pior prognóstico.

Infecções oportunistas

Devido à imunossupressão intrínseca ou induzida por terapia, como pneumonite por Pneumocystis jirovecii.

Epidemiologia

O LNH representa aproximadamente 4-5% de todas as neoplasias, com incidência anual global de 5-10 casos por 100.000 habitantes. No Brasil, é a sétima neoplasia mais comum em homens e a nona em mulheres, com estimativa de 12.000 novos casos anuais. A incidência aumenta com a idade, pico na sexta década, e é ligeiramente maior em homens. Fatores de risco incluem imunossupressão (HIV, pós-transplante), infecções (EBV, HTLV-1), exposição a pesticidas e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico do LNH de outros tipos e não especificados é variável, dependendo do subtipo histológico, estadiamento, idade do paciente, comorbidades e índices prognósticos como o International Prognostic Index (IPI). Em geral, subtipos agressivos têm sobrevida global de 50-60% em 5 anos com terapia adequada, enquanto formas indolentes podem ter curso crônico com sobrevida prolongada, mas sem cura. Fatores de mau prognóstico incluem IPI alto, LDH elevada, envolvimento extranodal múltiplo e baixo performance status.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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