Redação Sanar
CID C75: Neoplasia maligna de outras glândulas endócrinas e de estruturas relacionadas
C750
Neoplasia maligna da glândula paratireóide
C751
Neoplasia maligna da glândula hipófise (pituitária)
C752
Neoplasia maligna do conduto craniofaríngeo
C753
Neoplasia maligna da glândula pineal
C754
Neoplasia maligna do corpo carotídeo
C755
Neoplasia maligna do corpo aórtico e outros paragânglios
C758
Neoplasia maligna com comprometimento pluriglandular, sem outra especificação
C759
Neoplasia maligna de glândula endócrina, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria CID-10 C75 abrange neoplasias malignas de glândulas endócrinas não especificadas em outros códigos, incluindo a glândula pineal, glândula pituitária, glândula craniofaringeal e glândula carótida. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento celular descontrolado que pode levar a disfunções hormonais e compressão de estruturas adjacentes, impactando significativamente o equilíbrio endócrino e neurológico. A incidência é rara, representando menos de 1% de todos os tumores malignos, com variações conforme a localização específica e fatores de risco como predisposição genética. O manejo clínico exige abordagem multidisciplinar devido à complexidade anatômica e funcional, com ênfase no diagnóstico precoce para mitigar complicações como déficits hormonais e invasão local.
Descrição clínica
As neoplasias malignas nesta categoria manifestam-se de forma variável, dependendo da glândula afetada. Tumores da glândula pituitária podem causar alterações visuais, cefaleia, e disfunções hormonais como acromegalia ou síndrome de Cushing. Neoplasias da glândula pineal frequentemente resultam em hidrocefalia e paralisia do olhar vertical. Tumores de glândulas carótidas podem apresentar massa cervical e sintomas compressivos. A progressão é geralmente lenta, mas com potencial para metástase em casos avançados, exigindo avaliação por imagem e perfil hormonal.
Quadro clínico
O quadro clínico é heterogêneo: tumores pituitários causam cefaleia, bitemporal hemianopsia, e sintomas de excesso/deficiência hormonal (e.g., galactorreia, hipogonadismo). Neoplasias pineais manifestam-se com parinaud, hidrocefalia, e alterações do ritmo circadiano. Tumores de glândula carótida podem apresentar massa cervical, disfagia, ou síndrome de Horner. Sintomas sistêmicos como perda de peso e fadiga são comuns em estágios avançados.
Complicações possíveis
Hipopituitarismo
Deficiência de múltiplos hormônios pituitários, levando a insuficiência adrenal, hipotireoidismo e infertilidade.
Hidrocefalia
Acúmulo de líquido cefalorraquidiano devido à obstrução por tumores pineais ou pituitários.
Metástases
Disseminação para outros órgãos, como pulmões, fígado ou ossos, piorando o prognóstico.
Cegueira
Perda visual irreversível por compressão prolongada do nervo óptico.
Síndrome de compressão medular
Rara, mas possível em tumores com extensão para canal vertebral.
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Epidemiologia
Neoplasias malignas de glândulas endócrinas são raras, com incidência anual estimada em 0,1-0,5 por 100.000 habitantes. Tumores pituitários são os mais comuns nesta categoria, seguidos por pineais. A distribuição é equitativa entre sexos, com pico de incidência em adultos jovens e meia-idade. Fatores de risco incluem síndromes hereditárias (e.g., MEN1) e exposição à radiação. Dados do INCA mostram subnotificação no Brasil.
Prognóstico
O prognóstico varia conforme o tipo histológico, estadiamento e localização. Tumores de baixo grau (e.g., alguns pineocitomas) têm sobrevida em 5 anos superior a 80%, enquanto neoplasias agressivas (e.g., pineoblastomas) apresentam sobrevida inferior a 50%. Fatores como ressecção completa, resposta à radioterapia e ausência de metástases melhoram o desfecho. Seguimento a longo prazo é essencial devido ao risco de recidiva e sequelas endócrinas.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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