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CID C79: Neoplasia maligna secundária de outras localizações
C790
Neoplasia maligna secundária do rim e da pelve renal
C791
Neoplasia maligna secundária da bexiga, de outro órgão urinário e não especificado
C792
Neoplasia maligna secundária da pele
C793
Neoplasia maligna secundária do encéfalo e das meninges cerebrais
C794
Neoplasia maligna secundária de outras partes do sistema nervoso e não especificadas
C795
Neoplasia maligna secundária dos ossos e da medula óssea
C796
Neoplasia maligna secundária do ovário
C797
Neoplasia maligna secundária das glândulas supra-renais (adrenais)
C798
Neoplasia maligna secundária de outra localização especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria C79 do CID-10 refere-se a neoplasias malignas secundárias (metastáticas) em localizações específicas não classificadas em outras categorias do capítulo de neoplasias. Estas lesões representam implantes de células tumorais originadas de um tumor primário em outro órgão, disseminadas via hematogênica, linfática ou por contiguidade. A presença de metástases indica doença avançada, com impacto significativo no prognóstico e na abordagem terapêutica, exigindo identificação do sítio primário para manejo adequado. Epidemiologicamente, metástases são comuns em cânceres de pulmão, mama, próstata e colorretal, com incidência variável conforme a localização secundária.
Descrição clínica
Neoplasias malignas secundárias são caracterizadas pela presença de tumores em órgãos ou tecidos distantes do sítio primário, resultantes do processo metastático. Clinicamente, manifestam-se conforme a localização afetada, podendo incluir sintomas como dor, massa palpável, disfunção orgânica, ou achados incidentais em exames de imagem. A progressão é geralmente rápida, refletindo a agressividade biológica do tumor primário.
Quadro clínico
Variável conforme a localização metastática. Exemplos: metástases hepáticas podem causar icterícia, dor abdominal e hepatomegalia; ósseas levam a dor, fraturas patológicas e hipercalcemia; pulmonares resultam em tosse, dispneia e derrame pleural; cerebrais manifestam-se com cefaleia, déficits neurológicos focais e convulsões. Sintomas constitucionais como perda de peso, astenia e anorexia são frequentes.
Complicações possíveis
Insuficiência orgânica
Comprometimento da função de órgãos vitais como fígado, pulmões ou cérebro.
Dor crônica
Associada a metástases ósseas ou compressão nervosa.
Síndromes paraneoplásicas
Manifestações sistêmicas como hipercalcemia ou coagulopatia.
Comprometimento da qualidade de vida
Devido a sintomas como fadiga, dispneia e limitações funcionais.
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Metástases são responsáveis por aproximadamente 90% das mortes por câncer. A incidência aumenta com a idade e é influenciada pela prevalência de cânceres primários comuns. Dados do INCA mostram que metástases hepáticas e pulmonares são frequentes em câncer colorretal e de mama.
Prognóstico
Geralmente reservado, com sobrevida mediana variando de meses a poucos anos, dependendo do tumor primário, localização metastática, carga tumoral e resposta ao tratamento. Intervenções como quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo podem melhorar o prognóstico em subgrupos selecionados.
Critérios diagnósticos
Diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, radiológicos e histopatológicos. Inclui: história clínica sugestiva, exame físico, imagem (TC, RNM, PET-CT) mostrando lesões sugestivas de metástases, e confirmação por biópsia com histologia compatível com neoplasia secundária. A imuno-histoquímica auxilia na identificação do primário, quando desconhecido.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Neoplasia primária do órgão afetado
Tumor originado no próprio sítio, diferenciado por histologia e marcadores específicos.
OMS Classificação de Tumores, 2020
Processos inflamatórios ou infecciosos
Como abscessos ou tuberculose, que podem mimetizar metástases em imagens.
Radiology, 2019;290(1):1-15
Doenças benignas
Ex.: hemangiomas hepáticos, que podem ser confundidos com metástases em exames de imagem.
UpToDate, 'Liver masses: Differential diagnosis'
Outras neoplasias secundárias (ex.: C78)
Metástases em localizações específicas como pulmão, diferenciadas pela codificação CID-10.
CID-10, OMS
Doenças autoimunes
Como sarcoidose, que pode apresentar lesões granulomatosas semelhantes a metástases.
Lancet, 2014;383(9923):1155-67
Exames recomendados
Tomografia computadorizada (TC)
Avaliação de metástases em múltiplos órgãos, como abdome, tórax e pelve.
Detecção e estadiamento de lesões metastáticas
Ressonância magnética (RNM)
Particularmente útil para metástases cerebrais, ósseas e hepáticas.
Caracterização detalhada de lesões em tecidos moles
PET-CT
Identificação de metástases ocultas e avaliação da atividade metabólica tumoral.
Estadiamento e monitoramento de resposta terapêutica
Biópsia com histopatologia
Coleta de tecido para confirmação diagnóstica e imuno-histoquímica.
Confirmação de neoplasia secundária e identificação do primário
Marcadores tumorais séricos
Ex.: CEA, CA 19-9, PSA, conforme suspeita do primário.
Auxílio no diagnóstico e monitoramento
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Ex.: mamografia para câncer de mama, colonoscopia para colorretal.
Modificação de estilo de vida
Evitar tabagismo, álcool em excesso e promover dieta balanceada.
Controle de fatores de risco
Manejo de obesidade e exposições ocupacionais carcinogênicas.
Vigilância e notificação
No Brasil, neoplasias malignas são de notificação compulsória no sistema SINAN, incluindo casos metastáticos. Vigilância envolve monitoramento de incidência, mortalidade e fatores de risco, com ênfase em programas de rastreamento para detecção precoce do primário.
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C79 é usado para metástases em localizações secundárias não especificadas em categorias anteriores (ex.: C78 para metástases respiratórias e digestivas), abrangendo sítios como sistema nervoso, ossos e outros órgãos quando não codificados separadamente.
Através de biópsia com histopatologia e imuno-histoquímica, correlacionada com exames de imagem (TC, RNM, PET-CT) e história clínica, visando identificar o tumor primário.
Geralmente indicam doença incurável, mas em casos selecionados (ex.: metástases oligometastáticas), abordagens agressivas como ressecção cirúrgica ou radioterapia estereotáxica podem oferecer controle prolongado ou cura potencial.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...