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CID C77: Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos

C770
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos da cabeça, face e pescoço
C771
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos intratorácicos
C772
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos intra-abdominais
C773
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos axilares e dos membros superiores
C774
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos inguinais e dos membros inferiores
C775
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos intrapélvicos
C778
Neoplasia maligna secundária e não especificada dos gânglios linfáticos de múltiplas regiões
C779
Neoplasia maligna secundária e não especificada de gânglio linfático, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria C77 da CID-10 refere-se a neoplasias malignas secundárias (metastáticas) e não especificadas dos gânglios linfáticos, indicando a disseminação de células cancerígenas de um tumor primário para os linfonodos. Esta codificação é aplicada quando o sítio primário da neoplasia é conhecido ou suspeito, mas não está especificado no código, sendo crucial para o estadiamento oncológico e planejamento terapêutico. A presença de metástases linfonodais é um fator prognóstico significativo, associado a maior agressividade da doença e pior sobrevida, exigindo abordagem multidisciplinar. Epidemiologicamente, é comum em diversos cânceres, como mama, pulmão e colorretal, com incidência variável conforme a população e fatores de risco.

Descrição clínica

Esta condição representa a invasão metastática de linfonodos por células neoplásicas originárias de um tumor primário, frequentemente manifestando-se como linfadenopatia palpável, endurecida, fixa e indolor. Pode ocorrer em qualquer cadeia linfática, como axilar, cervical ou inguinal, dependendo do sítio primário. A progressão pode levar a sintomas compressivos locais, como edema ou dor, e é um marcador de doença avançada, necessitando de investigação imediata para identificar a origem primária.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, podendo ser assintomático ou apresentar linfadenopatia palpável, endurecida e não dolorosa. Sintomas sistêmicos como perda de peso, febre e sudorese noturna podem ocorrer. Em casos avançados, há compressão de estruturas adjacentes, causando dor, edema ou disfunção orgânica. A apresentação depende da localização dos linfonodos afetados e da neoplasia primária.

Complicações possíveis

Obstrução linfática

Pode levar a linfedema persistente e comprometimento funcional.

Compressão de estruturas

Como vasos sanguíneos ou nervos, causando dor, ischemia ou déficits neurológicos.

Disseminação sistêmica

Progressão para metástases à distância, piorando o prognóstico.

Infecções secundárias

Devido à imunossupressão ou ruptura de barreiras.

Epidemiologia

Comum em oncologia, com incidência relacionada à prevalência de neoplasias primárias. Dados variam globalmente, sendo mais frequente em idosos e associado a fatores como tabagismo e obesidade.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente reservado, dependendo do sítio primário, extensão das metástases e resposta ao tratamento. Sobrevida média varia, com intervenções como quimioterapia e radioterapia podendo melhorar os desfechos em alguns casos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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