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CID C65: Neoplasia maligna da pelve renal

C65
Neoplasia maligna da pelve renal

Mais informações sobre o tema:

Definição

A pelve renal, também conhecida como neoplasia maligna da pelve renal, refere-se a um tumor maligno originário do epitélio de transição que reveste a pelve renal, uma estrutura anatômica que coleta a urina produzida no rim e a drena para o ureter. Esta condição é classificada como um tipo de carcinoma urotelial, sendo responsável por aproximadamente 5-10% de todos os tumores renais e 90% dos tumores da pelve renal. A fisiopatologia envolve a transformação neoplásica das células uroteliais, frequentemente associada a fatores de risco como tabagismo, exposição ocupacional a aminas aromáticas e uso crônico de analgésicos, levando a alterações genéticas como mutações no gene TP53. O impacto clínico é significativo, com potencial para invasão local, metástases e comprometimento da função renal, resultando em alta morbidade e mortalidade se não tratada precocemente. Epidemiologicamente, é mais comum em idosos, com pico de incidência entre 60 e 70 anos, e apresenta uma incidência global de cerca de 1-2 casos por 100.000 pessoas por ano, sendo mais prevalente em homens do que em mulheres.

Descrição clínica

A pelve renal maligna manifesta-se clinicamente com hematúria macroscópica ou microscópica indolor em 70-80% dos casos, podendo ser acompanhada de dor lombar, massa abdominal palpável e sintomas obstrutivos como hidronefrose. Em estágios avançados, podem ocorrer perda de peso, fadiga e sinais de metástases, como dor óssea ou sintomas pulmonares. A progressão da doença é insidiosa, com potencial para invasão do parênquima renal, ureter e bexiga, além de metástases para linfonodos, pulmões, fígado e ossos.

Quadro clínico

O quadro clínico é caracterizado por hematúria indolor (sinal mais comum), dor lombar ou em flanco, massa abdominal, e em casos avançados, sintomas sistêmicos como perda de peso, febre e fadiga. Obstrução urinária pode levar a cólica renal, infecções do trato urinário recorrentes e insuficiência renal. A apresentação pode ser assintomática em estágios iniciais, dificultando o diagnóstico precoce.

Complicações possíveis

Hidronefrose

Dilatação do rim devido à obstrução do fluxo urinário pelo tumor, podendo levar a insuficiência renal.

Metástases

Disseminação para linfonodos, pulmões, fígado ou ossos, resultando em pior prognóstico e sintomas sistêmicos.

Insuficiência renal

Comprometimento da função renal devido à obstrução ou invasão tumoral, necessitando de suporte dialítico.

Hemorragia urinária

Sangramento significativo que pode exigir intervenções como embolização ou cirurgia.

Epidemiologia

A pelve renal maligna é rara, representando 5-10% dos tumores renais e 5% de todos os tumores uroteliais. Incidência global estimada em 1-2 casos por 100.000 pessoas/ano, com maior prevalência em homens (razão 3:1) e idosos (pico 60-70 anos). Fatores de risco incluem tabagismo, exposição ocupacional e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico depende do estágio no diagnóstico, grau histológico e ressecabilidade cirúrgica. Tumores localizados (estádio I-II) têm sobrevida em 5 anos de 70-90%, enquanto doenças avançadas ou metastáticas reduzem para menos de 10%. Fatores prognósticos adversos incluem invasão linfovascular, alto grau histológico e presença de metástases.

Perguntas Frequentes

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