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CID C50: Neoplasia maligna da mama

C500
Neoplasia maligna do mamilo e aréola
C501
Neoplasia maligna da porção central da mama
C502
Neoplasia maligna do quadrante superior interno da mama
C503
Neoplasia maligna do quadrante inferior interno da mama
C504
Neoplasia maligna do quadrante superior externo da mama
C505
Neoplasia maligna do quadrante inferior externo da mama
C506
Neoplasia maligna da porção axilar da mama
C508
Neoplasia maligna da mama com lesão invasiva
C509
Neoplasia maligna da mama, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna da mama, codificada como C50 na CID-10, refere-se a um grupo heterogêneo de tumores originários do tecido mamário, caracterizados por crescimento celular descontrolado e potencial para invasão local e metastática. Esta condição abrange carcinomas ductais e lobulares, entre outros subtipos histológicos, e representa uma das principais causas de morbimortalidade oncológica em mulheres globalmente. A fisiopatologia envolve alterações genéticas e epigenéticas que levam à desregulação de vias de sinalização celular, como as relacionadas a receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e HER2, influenciando a agressividade e resposta terapêutica. Epidemiologicamente, é o câncer mais comum em mulheres, com incidência variável conforme fatores de risco como idade, história familiar, exposição hormonal e estilo de vida, exigindo estratégias de rastreamento e manejo multidisciplinar para otimizar desfechos clínicos.

Descrição clínica

A neoplasia maligna da mama manifesta-se clinicamente por nódulos palpáveis, alterações na pele (como retração, edema ou ulceração), secreção papilar, assimetria mamária ou linfadenopatia axilar. Em estágios iniciais, pode ser assintomática e detectada apenas por exames de imagem, enquanto formas avançadas apresentam sintomas sistêmicos como dor óssea, dispneia ou perda ponderal devido a metástases. A apresentação varia conforme o subtipo histológico e estágio da doença, com carcinomas ductais invasivos sendo os mais frequentes.

Quadro clínico

Sinais e sintomas incluem nódulo mamário indolor ou doloroso, alterações na pele (peau d'orange), inversão do mamilo, secreção sanguinolenta, dor mamária e linfonodos axilares aumentados. Em metástases, podem ocorrer dor óssea, tosse, icterícia ou sintomas neurológicos. A apresentação pode ser unilateral ou bilateral, com variações conforme a idade e fatores de risco.

Complicações possíveis

Metástases

Disseminação para ossos, pulmões, fígado ou cérebro, levando a dor, insuficiência orgânica e piora do prognóstico.

Linfedema

Inchaço do braço devido à obstrução linfática pós-cirurgia ou radioterapia.

Recidiva Local

Ressurgimento do tumor na mama ou parede torácica após tratamento inicial.

Efeitos Adversos do Tratamento

Toxicidades como cardiotoxicidade, neuropatia ou osteoporose relacionadas a quimio ou hormonioterapia.

Epidemiologia

É o câncer mais frequente em mulheres mundialmente, com incidência estimada de 2,3 milhões de novos casos anuais (OMS). No Brasil, representa cerca de 30% dos casos de câncer em mulheres, com taxas crescentes em regiões desenvolvidas. Fatores de risco incluem idade avançada, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, obesidade e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico depende do estágio ao diagnóstico, subtipo molecular, idade e comorbidades. Estádios iniciais (I-II) têm sobrevida em 5 anos superior a 90%, enquanto metastáticos têm sobrevida mediana de 2-3 anos. Fatores como status de receptores e HER2 influenciam a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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