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CID C23: Neoplasia maligna da vesícula biliar

C23
Neoplasia maligna da vesícula biliar

Mais informações sobre o tema:

Definição

O código CID-10 C23 refere-se a neoplasia maligna da vesícula biliar, uma condição oncológica caracterizada pela proliferação celular descontrolada originada no epitélio da vesícula biliar. Esta neoplasia é frequentemente do tipo adenocarcinoma e está associada a um prognóstico desfavorável devido ao diagnóstico tardio, uma vez que os sintomas iniciais são inespecíficos ou ausentes. A fisiopatologia envolve alterações genéticas e epigenéticas, como mutações no gene TP53 e KRAS, que promovem a carcinogênese, muitas vezes em um contexto de inflamação crônica, como na colelitíase. Epidemiologicamente, é mais comum em mulheres, idosos e populações com alta prevalência de cálculos biliares, representando uma causa significativa de mortalidade por câncer gastrointestinal em regiões endêmicas.

Descrição clínica

A neoplasia maligna da vesícula biliar é uma doença agressiva, frequentemente assintomática em estágios iniciais, o que contribui para o diagnóstico em fases avançadas. Os sintomas, quando presentes, incluem dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia, perda de peso não intencional, náuseas e vômitos. A palpação pode revelar massa abdominal ou hepatomegalia em casos de metástases. A progressão da doença pode levar à obstrução biliar, colecistite aguda ou disseminação para fígado, linfonodos regionais e peritônio, complicando o manejo clínico.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, desde assintomático até manifestações como dor abdominal persistente no hipocôndrio direito, icterícia, prurido, febre, emagrecimento, anorexia e massa palpável. Sintomas de colecistite aguda (dor, febre, leucocitose) podem mascarar a neoplasia. Em estágios avançados, sinais de metástases hepáticas ou peritoneais podem predominar, como ascite ou dor generalizada.

Complicações possíveis

Obstrução biliar

Bloqueio do fluxo biliar levando a icterícia, colangite e insuficiência hepática.

Metástases

Disseminação para fígado, peritônio, pulmões ou outros órgãos, piorando o prognóstico.

Perfuração da vesícula

Ruptura da parede neoplasica, causando peritonite e sepse.

Caquexia neoplásica

Síndrome de wasting com perda muscular e fadiga severa.

Epidemiologia

A neoplasia maligna da vesícula biliar é relativamente rara, representando cerca de 0,5% de todos os cânceres, com incidência maior em mulheres (razão 3:1), idosos acima de 65 anos, e em regiões como América do Sul e Ásia, onde a colelitíase é prevalente. No Brasil, estima-se uma incidência de 1-2 casos por 100.000 habitantes, com variações regionais.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente pobre, com sobrevida em 5 anos inferior a 10% para casos avançados, devido ao diagnóstico tardio. Fatores prognósticos incluem estadiamento TNM, ressecabilidade cirúrgica, e estado geral do paciente. Estágios iniciais (T1) têm melhor sobrevida com colecistectomia radical, enquanto doença metastática tem opções paliativas limitadas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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