Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID C57: Neoplasia maligna de outros órgãos genitais femininos e dos não especificados

C570
Neoplasia maligna da trompa de Falópio
C571
Neoplasia maligna do ligamento largo
C572
Neoplasia maligna do ligamento redondo
C573
Neoplasia maligna do paramétrio
C574
Neoplasia maligna dos anexos uterinos
C577
Neoplasia maligna de outras partes especificadas dos órgãos genitais femininos
C578
Neoplasia maligna dos órgãos genitais femininos com lesão invasiva
C579
Neoplasia maligna de órgão genital feminino, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria C57 da CID-10 refere-se a neoplasias malignas que afetam órgãos genitais femininos não especificados em outras categorias, como o clitóris, glândulas vestibulares maiores (de Bartholin), e outras estruturas genitais femininas menores. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento celular descontrolado e invasivo, podendo originar-se de tecidos epiteliais, glandulares ou mesenquimais. O impacto clínico inclui risco de metástase, comprometimento funcional e necessidade de intervenção multidisciplinar, com incidência variável dependendo da localização específica e fatores de risco associados. Epidemiologicamente, são relativamente raras em comparação com cânceres de colo uterino ou ovário, mas exigem vigilância devido ao potencial de morbimortalidade, especialmente em populações com exposição a fatores como infecções virais ou predisposição genética.

Descrição clínica

As neoplasias malignas nesta categoria podem apresentar-se com massas palpáveis, ulcerações, sangramento vaginal anormal, dor pélvica ou dispareunia, dependendo da localização anatômica. A progressão pode levar a infiltração de estruturas adjacentes, como uretra, vagina ou reto, com possibilidade de metástase linfática ou hematogênica. O diagnóstico é frequentemente tardio devido à raridade e sintomas inespecíficos, exigindo alta suspeição clínica em pacientes com fatores de risco.

Quadro clínico

Sinais e sintomas incluem nódulos ou massas em vulva ou períneo, sangramento não menstrual, secreção vaginal persistente, dor localizada, prurido, e em casos avançados, sintomas compressivos como obstrução urinária ou intestinal. A apresentação pode ser assintomática em estágios iniciais, destacando a importância do exame físico minucioso.

Complicações possíveis

Metástase linfática ou hematogênica

Disseminação do tumor para linfonodos regionais ou órgãos distantes, piorando o prognóstico

Obstrução urinária ou intestinal

Compressão por massa tumoral, levando a retenção urinária ou constipação

Fístulas genitourinárias ou retovaginais

Comunicação anormal entre órgãos devido à invasão tumoral

Dor crônica e incapacidade funcional

Resultante de infiltração nervosa ou efeitos do tratamento

Síndrome paraneoplásica

Manifestações sistêmicas como caquexia ou distúrbios endócrinos

Epidemiologia

Neoplasias desta categoria são raras, representando menos de 5% dos cânceres ginecológicos. Incidência aumenta com a idade, pico após os 60 anos, e é mais comum em regiões com alta prevalência de HPV. Dados do INCA indicam taxas baixas no Brasil, com variações regionais.

Prognóstico

O prognóstico varia com o estágio ao diagnóstico, tipo histológico e margens cirúrgicas. Tumores localizados têm sobrevida em 5 anos de 60-80%, enquanto doença metastática reduz para menos de 30%. Fatores como idade, comorbidades e resposta ao tratamento influenciam os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀