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CID C43: Melanoma maligno da pele
C430
Melanoma maligno do lábio
C431
Melanoma maligno da pálpebra, incluindo as comissuras palpebrais
C432
Melanoma maligno da orelha e do conduto auditivo externo
C433
Melanoma maligno de outras partes e partes não especificadas da face
C434
Melanoma maligno do couro cabeludo e do pescoço
C435
Melanoma maligno do tronco
C436
Melanoma maligno do membro superior, incluindo ombro
C437
Melanoma maligno do membro inferior, incluindo quadril
C438
Melanoma maligno invasivo da pele
C439
Melanoma maligno de pele, não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
O melanoma maligno da pele é uma neoplasia maligna que se origina dos melanócitos, células produtoras de melanina localizadas principalmente na epiderme. É caracterizado por um alto potencial de invasão local e metastática, sendo responsável pela maioria das mortes relacionadas ao câncer de pele. A patogênese envolve mutações genéticas somáticas, frequentemente induzidas pela exposição à radiação ultravioleta (UV), que levam à desregulação de vias de sinalização celular, como a via MAPK. Epidemiologicamente, representa cerca de 1-2% de todos os cânceres, com incidência crescente globalmente, especialmente em populações de pele clara, e é mais comum em adultos, com pico entre 40 e 60 anos.
Descrição clínica
O melanoma maligno da pele manifesta-se clinicamente como uma lesão pigmentada, assimétrica, com bordas irregulares, variação de cor (tons de marrom, preto, azul, vermelho ou branco), diâmetro geralmente maior que 6 mm e evolução (mudança em tamanho, forma ou cor). Pode ocorrer em qualquer localização cutânea, mas é mais frequente em áreas expostas ao sol, como tronco em homens e membros inferiores em mulheres. Lesões avançadas podem apresentar ulceração, sangramento, prurido ou dor. A progressão inclui invasão vertical, com potencial para metástase linfática e hematogênica.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme o subtipo histológico: melanoma de extensão superficial (mais comum, com fase radial de crescimento lento), melanoma nodular (crescimento vertical rápido, frequentemente ulcerado), melanoma lentiginoso acral (em palmas, plantas e unhas) e melanoma lentigo maligno (em pele cronicamente exposta ao sol). Sinais de alerta incluem a regra ABCDE: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro >6 mm e Evolução. Sintomas como prurido, dor ou sangramento podem estar presentes em lesões avançadas. Metástases podem causar linfadenopatia, sintomas sistêmicos (perda de peso, fadiga) ou manifestações em órgãos distantes.
Complicações possíveis
Metástase linfática
Disseminação para linfonodos regionais, aumentando o risco de progressão sistêmica.
Metástase visceral
Comprometimento de órgãos como pulmões, fígado, cérebro e ossos, levando a disfunção orgânica e alta mortalidade.
Recidiva local
Ressurgimento do tumor no local primário ou próximo, devido a ressecção incompleta.
Síndromes paraneoplásicas
Manifestações sistêmicas como perda de peso, fadiga ou alterações imunológicas relacionadas ao tumor.
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O melanoma cutâneo tem incidência global crescente, estimada em 2-3 casos por 100.000 habitantes em regiões de baixo risco e até 30-50/100.000 em áreas de alta exposição solar, como Austrália. No Brasil, a incidência é intermediária, com variações regionais. É mais comum em caucasianos, com razão homem:mulher de aproximadamente 1,5:1. A idade média ao diagnóstico é de 50-60 anos, mas pode ocorrer em jovens. Fatores de risco incluem história de queimaduras solares, nevos displásicos, imunossupressão e história familiar.
Prognóstico
O prognóstico depende do estadiamento: estágios iniciais (I e II) têm sobrevida em 5 anos >90%, enquanto estágios avançados (III e IV) reduzem para <50%. Fatores prognósticos incluem espessura de Breslow (crítico: 4 mm), ulceração, índice mitótico, envolvimento linfático e metástases. A presença de mutações como BRAF V600E influencia a resposta à terapia-alvo. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para melhor desfecho.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica e histopatológica. Critérios incluem: 1) Exame dermatológico com dermatoscopia, identificando características suspeitas (ex.: padrões atípicos de pigmentação); 2) Biópsia excisional da lesão com margens adequadas para avaliação da espessura de Breslow, nível de Clark, ulceração e índice mitótico; 3) Estadiamento conforme sistema AJCC (American Joint Committee on Cancer) 8ª edição, considerando espessura, ulceração, envolvimento linfático e metástases. Exames de imagem (ex.: TC, PET-CT) são indicados para estadiamento em casos de alto risco.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Nevo melanocítico displásico
Lesão benigna com atipias citológicas e arquiteturais, mas sem critérios de malignidade; pode mimetizar melanoma precoce.
UpToDate: 'Diagnosis and management of atypical moles (dysplastic nevi)'
Carcinoma basocelular pigmentado
Neoplasia maligna de baixo grau com pigmentação, mas geralmente com bordas peroladas e telangiectasias; menos agressivo que melanoma.
Uso de filtro solar FPS ≥30, roupas protetoras e evitar exposição entre 10h e 16h.
Autoexame da pele
Inspeção regular para detecção precoce de lesões novas ou em mudança.
Evitar câmaras de bronzeamento
Fonte de radiação UV artificial, associada ao aumento do risco de melanoma.
Rastreamento em grupos de risco
Acompanhamento dermatológico para indivíduos com história familiar, nevos múltiplos ou pele clara.
Vigilância e notificação
No Brasil, o melanoma é de notificação compulsória em alguns estados, integrando sistemas como SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). A vigilância envolve rastreamento em populações de risco, campanhas de prevenção solar e monitoramento de tendências epidemiológicas. Profissionais de saúde devem notificar casos confirmados para fins de planejamento em saúde pública.
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O estadiamento, baseado no sistema AJCC, determina o prognóstico e guia o tratamento, considerando fatores como espessura do tumor, ulceração e metástases.
Sim, embora menos comum, o melanoma pode surgir em áreas protegidas, como plantas dos pés, genitais ou mucosas, frequentemente associado a subtipos como melanoma lentiginoso acral.
Pacientes com mutação BRAF V600E podem se beneficiar de terapia-alvo com inibidores de BRAF e MEK, melhorando a sobrevida em melanoma avançado.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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