Redação Sanar
CID B30: Conjuntivite viral
B300
Ceratoconjuntivite devida a adenovírus
B301
Conjuntivite devida a adenovírus
B302
Faringoconjuntivite viral
B303
Conjuntivite hemorrágica aguda endêmica (por enterovírus)
B308
Outras conjuntivites virais
B309
Conjuntivite viral não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A conjuntivite viral é uma inflamação aguda da conjuntiva ocular, causada por vírus, caracterizada por hiperemia, lacrimejamento, secreção aquosa e frequentemente associada a sintomas sistêmicos como febre e mal-estar. É uma das formas mais comuns de conjuntivite infecciosa, com alta transmissibilidade, especialmente em ambientes fechados ou durante surtos. A fisiopatologia envolve a invasão viral do epitélio conjuntival, desencadeando uma resposta inflamatória mediada por citocinas, resultando em vasodilatação, edema e infiltração celular. Epidemiologicamente, é predominante em crianças e adultos jovens, com picos sazonais relacionados a infecções por adenovírus e enterovírus, impactando significativamente a saúde pública devido a sua rápida disseminação.
Descrição clínica
A conjuntivite viral apresenta-se com início agudo, geralmente unilateral podendo evoluir para bilateral, com sintomas como hiperemia conjuntival, lacrimejamento profuso, secreção serosa ou aquosa, fotofobia e sensação de corpo estranho. Pode estar associada a linfadenopatia pré-auricular, edema palpebral e, em alguns casos, hemorragias subconjuntivais. A duração varia de 1 a 3 semanas, com resolução espontânea na maioria dos casos, mas pode persistir em indivíduos imunocomprometidos.
Quadro clínico
O quadro clínico inclui início súbito com olho vermelho, lacrimejamento, secreção aquosa ou mucosa, fotofobia, prurido leve e sensação de areia nos olhos. Sinais comuns são hiperemia conjuntival difusa, edema palpebral, linfadenopatia pré-auricular dolorosa e, em infecções por adenovírus, possíveis sintomas sistêmicos como febre, faringite e mal-estar. Em casos por HSV ou VZV, podem ocorrer vesículas periorbitais e ulcerações corneanas.
Complicações possíveis
Ceratite
Inflamação corneal que pode levar a opacidades e redução da acuidade visual, comum em infecções por adenovírus.
Membranas conjuntivais
Formação de pseudomembranas ou membranas verdadeiras que podem causar simbléfaron e cicatrizes.
Superinfecção bacteriana
Infecção secundária por bactérias devido à barreira epitelial comprometida, exigindo antibioticoterapia.
Síndrome do olho seco
Disfunção crônica das glândulas lacrimais pós-inflamação, resultando em desconforto ocular persistente.
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Epidemiologia
A conjuntivite viral é altamente prevalente, com estimativas globais de incidência anual de 5 a 10 casos por 1000 pessoas. É mais comum em crianças e adultos jovens, com picos em estações quentes e úmidas. Surtos são frequentes em escolas, creches e ambientes hospitalares. Adenovírus é o agente mais comum, responsável por 65-90% dos casos, e a transmissão ocorre por contato direto ou fômites.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom, com resolução espontânea em 1 a 3 semanas na maioria dos casos. Complicações como ceratite podem prolongar o curso e necessitar de tratamento específico. Em imunocomprometidos, o risco de disseminação sistêmica ou cronicidade é maior. A taxa de recorrência é baixa, exceto em infecções por HSV.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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