Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID B00: Infecções pelo vírus do herpes [herpes simples]

B000
Eczema herpético
B001
Dermatite vesicular devido ao vírus do herpes
B002
Gengivoestomatite e faringoamigdalite devida ao vírus do herpes
B003
Meningite devida ao vírus do herpes
B004
Encefalite devida ao vírus do herpes
B005
Afecções oculares devidas ao vírus do herpes
B007
Doença disseminada devida ao vírus do herpes
B008
Outras formas de infecção devida ao vírus do herpes
B009
Infecção não especificada devida ao vírus do herpes

Mais informações sobre o tema:

Definição

As infecções por vírus do herpes simples (HSV) são doenças virais causadas pelos tipos HSV-1 e HSV-2, caracterizadas por infecções primárias, latência e recorrências. O HSV-1 está associado principalmente a infecções orolabiais (como gengivoestomatite e herpes labial), enquanto o HSV-2 é mais comumente ligado a infecções genitais. Após a infecção primária, o vírus estabelece latência nos gânglios sensoriais, podendo reativar-se sob estresse, imunossupressão ou outros gatilhos, levando a lesões vesiculares dolorosas. A transmissão ocorre por contato direto com secreções infectadas, e a infecção pode ser assintomática em muitos casos, mas em indivíduos imunocomprometidos ou neonatos, pode evoluir para formas graves como encefalite ou doença disseminada. Epidemiologicamente, é uma das infecções virais mais prevalentes globalmente, com soroprevalência elevada na população adulta, impactando significativamente a saúde pública devido a sua cronicidade e potencial de complicações.

Descrição clínica

As infecções por HSV manifestam-se de forma variada, desde infecções assintomáticas até quadros sintomáticos agudos. As apresentações clínicas incluem gengivoestomatite herpética primária (com úlceras orais, febre e linfadenopatia), herpes labial recorrente (com vesículas periorais), herpes genital (com vesículas e úlceras genitais dolorosas), ceratoconjuntivite herpética e, em casos graves, encefalite herpética (com alterações neurológicas como confusão e convulsões). Em imunocomprometidos, pode ocorrer esofagite, hepatite ou lesões cutâneas disseminadas. O curso é frequentemente recorrente, com períodos de latência intercalados por surtos desencadeados por fatores como exposição solar, trauma ou imunossupressão.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a localização e o estado imune do paciente. Na forma orolabial, observa-se gengivoestomatite com úlceras dolorosas, eritema e vesículas na boca, acompanhadas de febre, mal-estar e linfadenopatia cervical. O herpes labial recorrente apresenta pródromos de formigamento ou queimação, seguidos de vesículas agrupadas nos lábios que evoluem para crostas. No herpes genital, há vesículas e úlceras genitais, disúria e linfadenopatia inguinal. A ceratoconjuntivite causa dor ocular, fotofobia e úlceras dendríticas na córnea. Na encefalite, os sintomas incluem cefaleia, febre, alteração do estado mental, convulsões e déficits focais. Em neonatos, a infecção pode ser disseminada, com envolvimento de múltiplos órgãos e alta mortalidade.

Complicações possíveis

Encefalite herpética

Inflamação cerebral com alta mortalidade se não tratada, causando sequelas neurológicas permanentes.

Ceratite herpética

Ulceração corneal que pode levar a opacidades e perda visual.

Infecção neonatal

Disseminação sistêmica em neonatos, com risco de óbito ou sequelas neurológicas.

Esofagite herpética

Ulceração esofágica em imunocomprometidos, causando odinofagia e disfagia.

Eritema multiforme

Reação cutânea imunomediada desencadeada por HSV, com lesões em alvo.

Epidemiologia

A infecção por HSV é ubíqua, com soroprevalência global estimada em 67% para HSV-1 e 11% para HSV-2 em adultos. A transmissão ocorre por contato direto, sendo o HSV-1 mais associado à infecção oral na infância e o HSV-2 à transmissão sexual na idade adulta. Fatores de risco incluem baixo nível socioeconômico, múltiplos parceiros sexuais e imunossupressão. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam alta prevalência, com impacto significativo na saúde sexual e neonatal.

Prognóstico

O prognóstico geral é bom para infecções mucocutâneas, com resolução espontânea em 1-2 semanas, mas as recorrências são comuns. Em encefalite, o tratamento precoce com aciclovir intravenoso reduz a mortalidade de mais de 70% para abaixo de 20%, porém sequelas neurológicas podem persistir. Neonatos e imunocomprometidos têm prognóstico reservado, com maior risco de complicações e mortalidade. A supressão antiviral crônica pode reduzir a frequência de recidivas e transmissão.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀