Redação Sanar
CID A92: Outras febres virais transmitidas por mosquitos
A920
Febre de Chikungunya
A921
Febre de O'nyong-nyong
A922
Febre eqüina venezuelana
A923
Infecção pelo vírus West Nile
A924
Febre do vale do Rift
A928
Outras febres virais especificadas transmitidas por mosquitos
A929
Febre viral transmitida por mosquitos, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria A92 do CID-10 refere-se a um grupo de doenças febris agudas causadas por vírus transmitidos por mosquitos, excluindo aquelas especificamente classificadas em outros códigos, como dengue (A90-A91) ou febre amarela (A95). Essas infecções são caracterizadas por início súbito de febre, frequentemente acompanhada de cefaleia, mialgias, artralgias e exantema, podendo evoluir com complicações neurológicas ou hemorrágicas em alguns casos. A transmissão ocorre principalmente através da picada de mosquitos infectados, como Aedes, Culex ou Anopheles, dependendo do vírus específico, sendo mais prevalentes em regiões tropicais e subtropicais. O impacto clínico varia desde formas leves e autolimitadas até doenças graves com significativa morbidade, exigindo vigilância epidemiológica rigorosa devido ao potencial de surtos.
Descrição clínica
As febres virais transmitidas por mosquitos nesta categoria apresentam um espectro clínico que inclui febre alta de início abrupto, geralmente com duração de 2 a 7 dias, associada a sintomas constitucionais como cefaleia intensa, mialgias, artralgias, prostração e, em muitos casos, exantema maculopapular. Podem ocorrer manifestações oculares (como conjuntivite), linfadenopatia e sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos). Em infecções por vírus como Chikungunya ou Zika, artralgias persistentes e complicações neurológicas (como meningoencefalite) são comuns, enquanto em outros vírus, a doença tende a ser autolimitada.
Quadro clínico
O quadro clínico típico inclui febre alta (39-40°C) de início súbito, cefaleia retro-orbitária, mialgias intensas, artralgias (frequentemente incapacitantes em Chikungunya), exantema maculopapular que pode ser pruriginoso, conjuntivite não purulenta e linfadenopatia. Sintomas gastrointestinais como diarreia e dor abdominal podem ocorrer. Em complicações, observa-se meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, miocardite ou manifestações hemorrágicas. A fase aguda dura geralmente até uma semana, mas artralgias podem persistir por meses, caracterizando a fase crônica em algumas infecções.
Complicações possíveis
Artralgia crônica
Dor articular persistente por meses a anos, comum em infecção por Chikungunya, podendo levar à incapacidade funcional.
Meningoencefalite
Inflamação do sistema nervoso central, com risco de sequelas neurológicas, associada a vírus como Zika ou Nilo Ocidental.
Síndrome de Guillain-Barré
Polineuropatia desmielinizante aguda, com paralisia progressiva, ligada a infecções por Zika e outros vírus.
Miocardite
Inflamação do miocárdio, podendo causar insuficiência cardíaca ou arritmias.
Manifestações hemorrágicas
Sangramentos cutâneos ou internos, embora menos frequentes que na dengue, podem ocorrer em infecções graves.
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Epidemiologia
Estas febres virais são endêmicas em regiões tropicais e subtropicais, com surtos associados a condições climáticas favoráveis aos mosquitos vetores. A incidência varia globalmente; por exemplo, Chikungunya e Zika tiveram grandes epidemias nas Américas a partir de 2013. A transmissão é sazonal, aumentando em períodos chuvosos. Grupos de risco incluem todas as faixas etárias, com maior gravidade em idosos, crianças e gestantes (devido a complicações como microcefalia no Zika). Dados do Ministério da Saúde do Brasil mostram milhares de casos anuais, exigindo vigilância contínua.
Prognóstico
O prognóstico geralmente é bom para a maioria dos casos, com resolução espontânea em 1-2 semanas, mas varia conforme o vírus e fatores do hospedeiro. Infecções por Chikungunya frequentemente evoluem com artralgias crônicas em até 50% dos casos, impactando a qualidade de vida. Complicações neurológicas ou cardíacas podem levar a sequelas permanentes ou óbito, especialmente em idosos ou imunocomprometidos. A letalidade é baixa (<1%) na ausência de complicações, mas surtos podem sobrecarregar sistemas de saúde.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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