Redação Sanar
CID A77: Febre maculosa [rickettsioses transmitidas por carrapatos]
A770
Febre maculosa por Rickettsia richettsii
A771
Febre maculosa por Rickettsia conorii
A772
Febre maculosa devida à Rickettsia siberica
A773
Febre maculosa devida à Rickettsia australis
A778
Outras febres maculosas
A779
Febre maculosa não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A febre maculosa é uma doença infecciosa aguda, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, pertencente ao grupo das rickettsioses transmitidas por carrapatos. Caracteriza-se por um quadro febril súbito, cefaleia intensa, mialgias e exantema maculopapular, podendo evoluir para formas graves com envolvimento vascular sistêmico. A patogênese envolve a invasão endotelial pela bactéria, leading a vasculite generalizada, aumento da permeabilidade vascular e possíveis complicações como choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Epidemiologicamente, é endêmica em regiões das Américas, com transmissão através da picada de carrapatos infectados, principalmente do gênero Amblyomma, e possui significativa letalidade se não tratada precocemente.
Descrição clínica
A febre maculosa apresenta um período de incubação de 2 a 14 dias após a picada do carrapato. O início é abrupto, com febre alta (acima de 39°C), cefaleia intensa, mialgias generalizadas, artralgias, mal-estar e prostração. O exantema característico surge entre o 2º e 5º dia de doença, iniciando como máculas ou pápulas que evoluem para petéquias ou equimoses, predominando em punhos, tornozelos, palmas e plantas, podendo generalizar-se. Em casos graves, observam-se manifestações hemorrágicas, edema, hipotensão, alterações neurológicas (como confusão mental e coma) e insuficiência renal.
Quadro clínico
O quadro clínico típico inclui início súbito com febre alta, cefaleia intensa, mialgias, artralgias, calafrios, anorexia e prostração. O exantema maculopapular ou petequial aparece após alguns dias, começando nas extremidades e spreadindo para o tronco; em casos graves, torna-se hemorrágico. Sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e dor abdominal podem ocorrer. Complicações incluem meningoencefalite, insuficiência renal aguda, miocardite, coagulação intravascular disseminada e choque, com letalidade elevada sem tratamento.
Complicações possíveis
Choque séptico
Hipotensão refratária devido a vasodilatação e extravasamento vascular, leading a hipoperfusão tecidual.
Insuficiência renal aguda
Resultante de necrose tubular aguda por hipoperfusão ou vasculite renal.
Coagulação intravascular disseminada (CID)
Ativação anormal da coagulação, com consumo de plaquetas e fatores, leading a sangramentos e tromboses.
Meningoencefalite
Inflamação do SNC, causando alterações neurológicas como confusão, convulsões ou coma.
Miocardite
Inflamação do miocárdio, podendo resultar em arritmias ou insuficiência cardíaca.
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Saiba maisEpidemiologia
A febre maculosa é endêmica nas Américas, com casos reportados nos EUA, México, Brasil e outros países. No Brasil, é mais prevalente em regiões rurais e periurbanas, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com sazonalidade relacionada à atividade de carrapatos (primavera e verão). A incidência é baixa, mas subnotificada; grupos de risco incluem pessoas com exposição ocupacional ou recreacional a áreas com carrapatos, como agricultores e caminhantes. A transmissão ocorre pela picada de carrapatos infectados do gênero Amblyomma, e a letalidade varia conforme o acesso a cuidados de saúde.
Prognóstico
O prognóstico da febre maculosa é favorável com diagnóstico precoce e tratamento antibiótico adequado iniciado dentro dos primeiros 5 dias de sintomas, com recuperação completa na maioria dos casos. No entanto, a letalidade pode chegar a 20-30% em casos não tratados ou com tratamento tardio, devido a complicações como choque e falência de múltiplos órgãos. Fatores de mau prognóstico incluem idade avançada, comorbidades, atraso no tratamento e manifestações graves como alterações neurológicas. Sequelas a longo prazo são raras, mas podem incluir déficits neurológicos ou amputações em casos de gangrena.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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