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CID A54: Infecção gonocócica
A540
Infecção gonocócica do trato geniturinário inferior, sem abscesso periuretral ou das glândulas acessórias
A541
Infecção gonocócica do trato geniturinário inferior, com abscesso periuretral ou das glândulas acessórias
A542
Pelviperitonite gonocócica e outras infecções geniturinárias gonocócicas
A543
Infecção gonocócica do olho
A544
Infecção gonocócica do sistema músculo-esquelético
A545
Faringite gonocócica
A546
Infecção gonocócica do ânus ou do reto
A548
Outras infecções gonocócicas
A549
Infecção gonocócica não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A infecção gonocócica é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Gram-negativa Neisseria gonorrhoeae. Caracteriza-se por uma ampla gama de manifestações clínicas, desde infecções assintomáticas até quadros graves como doença inflamatória pélvica (DIP), epididimite e disseminação sistêmica. A fisiopatologia envolve a adesão bacteriana às células epiteliais da mucosa urogenital, retal ou faríngea, seguida de invasão e desencadeamento de resposta inflamatória local e sistêmica. Epidemiologicamente, é uma das DSTs mais comuns globalmente, com alta incidência em adultos jovens sexualmente ativos, e representa um significativo problema de saúde pública devido ao potencial de complicações e desenvolvimento de resistência antimicrobiana.
Descrição clínica
A infecção gonocócica manifesta-se clinicamente de forma variável, dependendo do sítio de infecção e do estado imunológico do hospedeiro. Em homens, a uretrite é a apresentação mais comum, com disúria e secreção uretral purulenta. Em mulheres, a cervicite é frequente, mas pode ser assintomática, evoluindo para complicações como DIP. Infecções extragenitais incluem faringite, proctite e conjuntivite. A disseminação hematogênica pode resultar em artrite-dermatite síndrome, com lesões cutâneas pustulosas e artrite séptica.
Quadro clínico
O quadro clínico varia: em homens, uretrite com disúria, secreção uretral purulenta e possível epididimite; em mulheres, cervicite com secreção vaginal, dor pélvica e sangramento irregular, podendo evoluir para DIP com febre e dor abdominal; infecções extragenitais incluem faringite assintomática ou sintomática, proctite com prurido e secreção retal, e conjuntivite purulenta; formas disseminadas apresentam febre, artralgia, lesões cutâneas pustulosas e tenossinovite.
Complicações possíveis
Doença inflamatória pélvica (DIP)
Infecção ascendente resultando em salpingite, abscesso tubo-ovariano e risco de infertilidade.
Epididimite
Inflamação do epidídimo em homens, podendo levar a dor e infertilidade.
Disseminação hematogênica
Artrite-dermatite síndrome com artrite séptica, tenossinovite e lesões cutâneas.
Conjuntivite gonocócica
Infecção ocular que pode evoluir para ulceração corneal e cegueira se não tratada.
Estenose uretral
Complicação tardia de uretrite recorrente ou não tratada.
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A infecção gonocócica é uma das DSTs mais prevalentes globalmente, com estimativa de 87 milhões de novos casos anuais (OMS). A incidência é maior em adultos jovens (15-24 anos), populações com múltiplos parceiros sexuais e em regiões com baixo acesso a serviços de saúde. Fatores de risco incluir comportamento sexual de risco, uso inconsistente de preservativos e histórico de DSTs. A resistência antimicrobiana, especialmente a cefalosporinas, é uma preocupação crescente.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom com tratamento antimicrobiano adequado e precoce, mas complicações como infertilidade, dor crônica e artrite podem ocorrer em casos de diagnóstico tardio ou resistência. A vigilância para resistência antimicrobiana é crucial para otimizar os desfechos.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na combinação de achados clínicos e laboratoriais. Critérios incluem: história de exposição sexual, sintomas compatíveis (como secreção uretral ou cervical), e confirmação microbiológica por cultura de swab urogenital, retal ou faríngeo em meio seletivo (ex.: Thayer-Martin), ou por testes moleculares (ex.: NAATs - Nucleic Acid Amplification Tests) com alta sensibilidade e especificidade. Em casos disseminados, hemoculturas ou cultura de líquido sinovial podem ser necessárias.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Infecção por Chlamydia trachomatis
Causa uretrite e cervicite com sintomas semelhantes, mas geralmente com secreção menos purulenta; requer diagnóstico diferencial por testes específicos.
Barreira mecânica eficaz na redução da transmissão sexual.
Rastreamento regular de DSTs
Testes periódicos em populações de risco para detecção precoce.
Redução de parceiros sexuais
Limitar o número de parceiros para diminuir o risco de exposição.
Vigilância e notificação
A infecção gonocócica é de notificação compulsória em muitos países, incluindo o Brasil, para monitorar tendências epidemiológicas e surtos. A vigilância envolve a coleta de dados de casos confirmados, testes de sensibilidade antimicrobiana e educação em saúde para prevenção. Profissionais de saúde devem notificar aos sistemas de vigilância locais para facilitar intervenções de saúde pública.
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Sim, especialmente em mulheres, onde até 50% dos casos podem não apresentar sintomas, aumentando o risco de transmissão e complicações.
Geralmente de 2 a 7 dias após a exposição, mas pode variar dependendo do sítio de infecção e fatores do hospedeiro.
Sim, com antibioticoterapia adequada, mas a resistência antimicrobiana exige monitoramento e ajuste dos esquemas terapêuticos.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...