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CID A20: Peste
A200
Peste bubônica
A201
Peste celulocutânea
A202
Peste pneumônica
A203
Peste meníngea
A207
Peste septicêmica
A208
Outras formas de peste
A209
Peste, forma não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A peste é uma zoonose bacteriana aguda causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida principalmente por pulgas de roedores. A doença é caracterizada por um curso clínico rápido e alta letalidade se não tratada. Apresenta-se em três formas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica, cada uma com manifestações distintas. A peste tem importância histórica significativa, sendo responsável por pandemias como a Peste Negra, e permanece endêmica em regiões da África, Ásia e Américas, exigindo vigilância constante devido ao seu potencial epidêmico e uso como arma biológica.
Descrição clínica
A peste manifesta-se de forma abrupta com febre alta, calafrios, cefaleia, mal-estar e mialgias. Na forma bubônica, há linfadenopatia dolorosa (bubões), geralmente inguinal, axilar ou cervical. A forma septicêmica cursa com septicemia, coagulação intravascular disseminada e gangrena periférica. A forma pneumônica apresenta tosse, dispneia e expectoração hemoptóica, com alta transmissibilidade por via aérea. O diagnóstico precoce é crucial para reduzir a mortalidade.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a forma: bubônica (início súbito com febre, bubões dolorosos), septicêmica (sintomas sistêmicos como hipotensão, petéquias, gangrena), e pneumônica (tosse produtiva, dor torácica, insuficiência respiratória). Sintomas gerais incluem prostração, náuseas e vômitos. A evolução pode ser fulminante, com morte em 24-48 horas se não tratada.
Complicações possíveis
Choque séptico
Devido à liberação massiva de endotoxinas, levando a hipoperfusão tecidual e falência orgânica.
Coagulação intravascular disseminada (CID)
Ativação desregulada da coagulação, resultando em trombose e sangramento.
Meningite
Complicação rara, com invasão do SNC, causando alterações neurológicas.
Gangrena periférica
Necrose de extremidades devido a vasculite e trombose.
Insuficiência respiratória aguda
Na forma pneumônica, com edema pulmonar e hipoxemia grave.
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A peste é endêmica em regiões da África (e.g., República Democrática do Congo, Madagascar), Ásia (e.g., China, Índia) e Américas (e.g., Peru, EUA). Ocorre em focos naturais envolvendo roedores selvagens e suas pulgas. Incidência é baixa globalmente, mas surtos ocorrem sazonalmente. No Brasil, casos são raros, com notificação obrigatória.
Prognóstico
O prognóstico depende da forma clínica e do início precoce do tratamento. A letalidade sem tratamento pode exceder 50-60% na forma bubônica e é quase 100% na pneumônica. Com antibioticoterapia adequada, a mortalidade reduz-se para menos de 15%. Fatores de mau prognóstico incluem atraso no diagnóstico, formas septicêmicas ou pneumônicas, e comorbidades.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais: suspeita clínica em áreas endêmicas, isolamento de Y. pestis em culturas de sangue, escarro ou aspirado de bubão, detecção de antígeno F1 por imunofluorescência, ou sorologia (aumento de título de anticorpos). A confirmação é feita por PCR em tempo real. Critérios epidemiológicos incluem história de exposição a roedores ou pulgas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Tularemia
Infecção bacteriana por Francisella tularensis, com linfadenopatia ulceroglandular, mas geralmente menos grave e sem bubões necróticos proeminentes.
WHO. Tularemia: Fact sheet. 2023.
Linfogranuloma venéreo
Doença sexualmente transmissível por Chlamydia trachomatis, com linfadenopatia inguinal, mas curso mais lento e sem febre alta abrupta.
Redução de populações de roedores e suas pulgas em ambientes urbanos e rurais.
Uso de repelentes
Aplicação de inseticidas e uso de roupas protetoras em áreas endêmicas.
Quimioprofilaxia
Administração de doxiciclina ou ciprofloxacino para contatos próximos de casos pneumônicos.
Vigilância epidemiológica
Monitoramento ativo de surtos e notificação rápida de casos.
Vigilância e notificação
A peste é de notificação compulsória imediata no Brasil e internacionalmente (Regulamento Sanitário Internacional). Vigilância inclui monitoramento de roedores e pulgas, investigação de casos suspeitos, e medidas de controle em áreas endêmicas. Profissionais de saúde devem notificar às autoridades sanitárias locais.
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Não, a peste é rara globalmente, mas persiste em focos endêmicos na África, Ásia e Américas, com surtos ocasionais. A vigilância é essencial para controle.
O período de incubação varia de 1 a 7 dias, dependendo da forma clínica e via de infecção.
A transmissão direta entre humanos ocorre apenas na forma pneumônica, através de gotículas respiratórias. Nas outras formas, a transmissão é por pulgas de roedores.
Evitar contato com roedores e pulgas, usar repelentes, e buscar orientação médica se surgirem sintomas suspeitos. Quimioprofilaxia pode ser considerada em situações de alto risco.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...