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Casos Clínicos: Cisto de Baker | Ligas

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Área: Ortopedia

Autor: Ariane Silva e Camila de Souza
Caputo

Revisor:Camila de Souza Caputo

Orientador: André Ferreira Lopes

Liga:
Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade Prof Hésio Cordeiro
(Lamfec).

Apresentação do Caso Clínico

Paciente, M.F.F., sexo
masculino, 23 anos, 70 kg, branco, residente e procedente do Rio de Janeiro, sem
relatos de comorbidades, hígido e sem história familiar de doenças
reumatológicas, praticante assíduo de atividade física como corrida e futebol.

Procura uma unidade básica
de saúde com queixa de dor e
sensação de pressão na região posterior do joelho direito, relatando que os
sintomas são mais intensos ao estender a perna (a articulação do joelho),
limitando a prática de atividades físicas.

Ao
exame, observa-se uma claudicação. Ao solicitar que o paciente se deite em
decúbito ventral para a realização da palpação do joelho em extensão e em
flexão de 90º, observa-se edema em tornozelo direito.

À
palpação, encontra-se uma massa arredondada, móvel, com sensação de conteúdo
líquido e de bordas bem delimitadas. O cisto
tende a desaparecer ou diminuir com a flexão de 45 graus do joelho (sinal de
Foucher). Este teste é útil para distinguir os cistos de Baker de massas
sólidas e fixas que não mudam de posição.

Foi administrada
uma injeção local de corticosteróides após a consulta como medida temporária
para alívio dos sintomas. E também foi prescrito ao paciente o uso de antiinflamatórios,
analgésicos e medidas preventivas.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/post/2020/05/10/o-que-e-o-cisto-de-baker-e-como-ele-pode-afetar-o-atleta.ghtml

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO DO CASO

  1. Qual a localização do Cisto de Baker?

O cisto de Baker consiste em uma imagem ovular, bem definida e de conteúdo líquido.Os cistos de Baker localizam-se na região póstero-medial do joelho, entre o ventre medial do músculo gastrocnêmio e o tendão semimembranoso.

2. Qual a relação do cisto com outras patologias?

No adulto, esses cistos estão relacionados a lesões intra-articulares. Sendo as patologias mais frequentes associadas são as lesões meniscais (lesões do menisco medial em 82% dos casos e de lesões do menisco lateral em 38%) e a osteoartrite. Estudos com ressonância magnética descrevem que a prevalência de cistos poplíteos é de 5% da população adulta, sendo maior em pacientes mais velhos. Pacientes com artrite reumatoide e pacientes com gota frequentemente apresentam cistos poplíteos.

3. Qual exame de imagem é mais indicado para este tipo de patologia?

O exame de ultrassonografia é adequado para identificar e mensurar o cisto poplíteo.Ela permite delimitar o tamanho e a localização do cisto de Baker. Geralmente, não há necessidade de exame subsidiário adicional. A ultrassonografia permite avaliar o conteúdo do tumor, podendo se distinguir cistos com conteúdo líquidos de massas sólidas. Complementarmente, pode-se realizar exame de ressonância magnética, que é especialmente útil na suspeita de lesões associadas ao cisto poplíteo. A ressonância magnética permite diferenciar os cistos poplíteos dos cistos para-meniscais, pois estes últimos geralmente localizam-se nas periferias dos meniscos (medial ou lateral) e apresentam comunicação com a lesão meniscal.

4.Quais os possíveis diagnósticos diferenciais?

Trombose venosa profunda, cistos ganglionares, sarcomas, linfomas e aneurisma de artéria poplítea.

5.Qual o tratamento recomendado para o Cisto de Baker?

Na maioria das vezes o tratamento do cisto de Baker não
demanda ressecção cirurgia. O
tratamento conservador é composto de analgesia, anti-inflamatórios, alongamento
e fortalecimento muscular. Há relatos de boa resposta ao tratamento conservador,
inclusive em casos de compressão vascular, sendo possível tentá-lo antes de
indicar a ressecção. A ressecção isolada do
cisto de Baker geralmente leva à recidiva da tumoração.Quando
sintomático e refratário, a ressecção cirúrgica é uma boa opção. A literatura
tem indicado que a ressecção artroscópica apresenta melhores resultados, com
recuperação melhor da ferida operatória, melhora da dor e menor recorrência do
cisto (aproximadamente 4% na ressecção artroscópica e 40% na aberta) em relação
à ressecção aberta ou combinada.

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