S.A.C, masculino, 48 anos, desempregado,casado e sem filhos, usuário de drogas ilícitas, comparece a consulta ambulatorial de pneumologia, queixando se de dispneia, tosse, febre persistente há 5 dias e perda ponderal significativa nos últimos 15 dias (5kg).
Ao exame físico apresentava se febril ao toque (38 graus), hipocorado, acianótico, anictérico e responsivo a consulta, frequência cardíaca de 69 BPM e frequência respiratória de 25 irpm.
Ausculta pulmonar apresentava murmúrio vesicular diminuído em hemitórax esquerdo.
Apresentava baciloscopia positiva (++), radiografia sugestiva de tuberculose, com presença de cavitação (exames pedidos pela médica de família do posto de saúde local) e apresentado na consulta em questão.
HPP: paciente hipertenso em tratamento com losartana, sinvastatina e hidroclorotiazida e diabético insulino dependente.
Nega outras comorbidades. Tabagista 25 maços/ano e etilista social. Nega alergia alimentar, medicamentosa e hemotransfusões.
Afirma ter passado por um tratamento completo de tuberculose há 2 anos, no qual seguiu corretamente a forma de se medicar.
Conduta e desfecho do caso: Devido a suspeita de recidiva da tuberculose, pediu se a cultura que veio resistente a isoniazida.
Sendo assim, foi estabelecido ao paciente o tratamento para resistência a Isoniazida, que seria 2 meses de uso de rifampicina, etambutol, estreptomicina, pirazinamida e 4 meses de manutenção com rifampicina e etambutol.
Finalizado os seis meses de tratamento, o paciente realizou novos exames (baciloscopia, radiografia de tórax e cultura) e todos vieram negativo ou não sugestivo a Tuberculose.