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Caso Clínico sobre Tromboembolismo Pulmonar

Imagem de uma paciente sendo consultada por um médico

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J.C.P.D.S, feminina, 68 anos, deu entrada na emergência do Hospital Jalapão após sofrer um acidente automobilístico grave. Após passar pelo exame clinico e de imagem foi detectado um hematoma subdural agudo traumático (HSDA), além de lesão extensa em membro inferior esquerdo. Por conta disso, a paciente foi encaminhada a cirurgia ortopédica e a neurocirurgia, sem seguida. Ambos os procedimentos com caráter de urgência e grande porte. Realizado todos os procedimentos cirúrgicos a paciente foi encaminhada a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital. Evoluía bem, clinicamente e hemodinamicamente estável. Entretanto, no D3 de UTI, paciente evolui com dor pleurítica, edema e dor em membro inferior esquerdo. Possui história de neoplasia maligna de esôfago, e história familiar positiva para trombose profunda venosa (TVP).

Ao exame físico notou- se uma taquicardia (FC 110 bpm), taquipneia (FR 32 irpm), dispneia e sinal de Homes positivo. Colhida gasometria, foi evidenciada uma alcalose, inicio de hipóxia e hipocapnia. A radiografia de tórax mostrou atelectasia, infiltração/condensação periférica, elevação da cúpula diafragmática e diminuição da trama vascular, o eletrocardiograma apresentava taquicardia sinusal com padrão S1Q3T3 (inversão da onda T em III), bloqueio do ramo direito incompleto e inversões da onda T nas derivações precordiais direitas característicos de sobrecarga aguda de VD em um paciente com embolia pulmonar. De acordo com os critérios de WEELS a paciente apresentava alta probabilidade de TEP, assim, o médico solicitou uma angiotomografia e uma ultrassonografia com Doppler para confirmação da patologia. Ficou evidente na angiotomografia que os ramos segmentares das veias basais esquerdas estavam com defeitos no seu enchimento e o USG com Doppler mostrou trombose da veia femoral comum à esquerda com imagem clássica de conteúdo hipoecogênico intramural.

 

Obteve boa resposta clinica, com início posterior de anticoagulação plena com Warfarina por 10 dias. Evoluiu satisfatoriamente a partir do 5° dia e seguinte a isso terminou a anticoagulação em leito hospitalar. Como não houve nenhuma intercorrência durante o tratamento, a paciente foi autorizada a  seguir para o acompanhamento ambulatorial. 

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