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Caso clínico: PTOSE PALPEBRAL | Ligas

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Área: Oftalmologia

Autora: Paloma
Morcourt Diniz e Silva

Orientadora: Anamaria

Liga: Liga Acadêmica
de Oftalmologia Clínica e Cirúrgica da Universidade Católica de Pernambuco
(LAOCC-UNICAP)

Apresentação do Caso Clínico

Paciente do sexo feminino, 60
anos, parda, casada, assistente de secretaria em escola, natural de São Bento
do Una-PE e procedente de Recife-PE.

Vem ao ambulatório de
Oftalmologia queixando-se de de diminuição da acuidade visual em ambos os
olhos, de igual intensidade, além de relatar pupila midriática, também em ambos
os olhos, sendo acompanhados de cefaleia. Refere início dos sinais e sintomas
há cerca de 05 meses, não havendo nenhum fator de melhora ou piora.

Antecedentes pessoais:

  • DM
  • HAS
  • Aneurisma
    diagnosticado há 03 meses
  • Nega
    cirurgias prévias
  • Nega
    alergias
  • Nega
    uso de lentes de contato
  • Nega
    uso de colírios

Antecedentes familiares:

  • Pai:
    hipertensão, falecido devido AVC
  • Mãe:
    glaucoma, hipertensão, diabetes 

Ao exame oftalmológico:

Alteração na motilidade ocular
com diversos movimentos do olho durante movimentação da pálpebra superior. Não
possui lesões cutâneas, alterações pigmentares ou inflamatórias.

Biomicroscopia:

Cílios bem implantados, ptose
palpebral, ausência de blefarite, ponto lacrimal pérvio, glândulas de Meibomius
pérvias. Conjuntiva sem alterações, córnea transparente em ambos os olhos.
Pupilas midriáticas em ambos os olhos, não havendo resposta fotomotora. Íris de
tamanho e morfologia normal. Cristalino transparente.

Pressão Intraocular:

  • Olho direito: 16mmHg
  • Olho esquerdo: 15mmHg

Fundo de olho:

  • Olho
    direito: Nervo óptico corado, escavação papilar fisiológica 0,3 respeitando a
    INST, mácula e vasos preservados.
  • Olho
    esquerdo: Nervo óptico corado, escavação papilar fisiológica 0,3 respeitando a
    INST, mácula e vasos preservados.

A partir dos sinais e sintomas
clínicos e do exame oftalmológico, o paciente recebeu o diagnóstico de Ptose
palpebral adquirida devido à Paralisia do terceiro nervo craniano. Foi
informado acerca da cirurgia de suspensão frontal, porém em conversa com o
paciente, optou-se postergar a mesma até que seja definida a conduta do
neurologista em relação ao aneurisma e até que haja certeza de que a
recuperação espontânea não ocorrerá (6 a 12 meses).

Questões para orientar
a discussão

  1. Quais
    são os diagnósticos diferenciais de blefaroptose da pálpebra superior?
  2. Quais
    são as principais causas de ptose palpebral por paralisia do terceiro nervo?
  3. Quais
    são os sintomas mais comumentes encontrados nos pacientes portadores de ptose?
  4. Como
    avaliar a função do músculo levantador da pálpebra?
  5. Quando
    a cirurgia deve ser indicada, quando deve ser evitada e qual o objetivo desta?

Respostas

  1. Ptose congênita: Ptose miopática, Síndrome da Blefarofimose, Síndrome do mastigar-piscar de Marcus Gunn . Ptose adquirida: Paralisia do terceiro nervo, Síndrome de Horner, Miastenia grave, Oftalmoplegia externa progressiva crônica, Ptose aponeurótica, Ptose mecânica
  2. Trauma,
    isquemia (doença microvascular), inflamação, neoplasia e aneurismas.
  3. Obstrução
    do campo visual, cefaleia e fadiga.
  4. A
    função é medida indiretamente através da determinação da excursão da margem
    palpebral enquanto o paciente olha de baixo para cima. Nessa mensuração, a
    sobrancelha deve ser manualmente fixada contra a margem supraorbital, impedindo
    que o músculo frontal contribua com o movimento palpebral.

É importante lembrar que muitos pacientes, inconscientemente, elevam as suas sobrancelhas em um esforço compensatório para elevar a pálpebra caída.

5. A cirurgia deve ser considerada em pacientes que estão sintomáticos ou insatisfeitos com a aparência das suas pálpebras, devendo ser evitada ou limitada em indivíduos com irritação preexistente ou fotofobia. Tal reparo tem como objetivo elevar a pálpebra sem, no entanto, provocar lagoftalmia ou exposição ocular excessiva.

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