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Caso Clínico: Olho Seco | Ligas

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Área: Oftalmologia

Autora: Jorllâny
Rayana de Barros Silva

Revisor: João Victor Araújo Vieira

Orientadora: Anamaria  

Liga: Liga
Acadêmica de Oftalmologia Clínica e Cirúrgica da Universidade Católica de
Pernambuco (LAOCC-UNICAP)

Apresentação do caso clínico

Paciente do sexo masculino, 26 anos, branco,
estudante do curso de ciências da computação, procedente e residente de Recife,
Pernambuco, procurou ambulatório da Oftalmologia com queixas de sensação de
ressecamento ocular, hiperemia ocular, sensibilidade à luz há cerca de 1 ano.
Paciente relata que os sintomas pioram quando ele utiliza o computador, assiste
televisão.

Antecedentes pessoais:

Nega hipertensão arterial sistêmica, nega
diabetes mellitus, nega asma, nega reumatismo, nega cirurgias, nega alergias,
não faz uso de lentes corretivas e nega uso de colírios.

Antecedentes familiar:

Pai: glaucoma (+)

Mãe: Diabetes Mellitus tipo II e retinopatia
diabética

Ao
exame oftalmológico:

O paciente não apresenta alterações
anatômicas, lesões cutâneas, alterações pigmentares e inflamatórias. Motilidade
ocular preservada, Ponto Próximo de Convergência 7 cm.

Acuidade visual:

  • Avaliação visual para longe (sem correção): 20/20
    ambos os olhos
  • Avaliação visual para perto (sem correção): 20/20
    ambos os olhos

Biomicroscopia:

Cílios bem implantados, ausência de blefarite,
ponto lacrimal pérvio, glândulas de Meibomius pérvias, tempo de ruptura do
filme lacrimal (BUT): 4 segundos em ambos os olhos (<10 segundos), menisco
lacrimal < 1mm, Teste de Schirmer < 6 mm. Conjuntiva hiperemiada, sem
presença de pterígio, córnea transparente em ambos os olhos, câmara anterior
profunda sem reação em ambos os olhos, pupilas isocóricas e fotorreagentes,
íris de morfologia normal, cristalino transparente.

Pressão Intraocular:

  • Olho direito: 14 mmHg
  • Olho esquerdo: 13 mmHg

Fundo de olho

  • Olho direito: Nervo óptico corado, escavação
    papilar fisiológica 0,3 respeitando a INST, mácula e vasos preservados.
  • Olho esquerdo: Nervo óptico corado, escavação
    papilar fisiológica 0,3 respeitando a INST, mácula e vasos preservados.

A partir dos sinais clínicos e do exame
oftalmológico o paciente recebeu o diagnóstico de Olho Seco. Foi orientado
sobre piscar durante a leitura, o uso do computador e do celular. Além disso,
foi prescrito gotas de colírio lubrificante ocular e orientado sobre a
necessidade de adesão ao tratamento e acompanhamento com a oftalmologia.

Questões para orientar a discussão           

1. Quais os componentes do filme lacrimal e por quais
células são secretados?

2. Quais os fatores de risco que podem desencadear Olho
Seco?

3. Quais as doenças que estão associadas ao Olho Seco?

4. O paciente do caso foi submetido aos testes do BUT e de
Schirmer. Além desses, existem outros testes que poderiam auxiliar no
diagnóstico de Olho Seco? Quais?

5. Quais as possíveis formas de tratamento do Olho Seco?

Respostas

1. Camada externa lipídica (secretada
pelas glândulas de Meibomius), camada
média aquosa (secretada pelas glândulas lacrimais principais [95%] e
acessórias [5%]) e camada interna
musoca (secretada principalmente pelas células caliciformes
conjuntivais)

2.
Inúmeros são os fatores que podem desencadear o Olho Seco entre eles podemos
citar, clima seco, poluição, ar-condicionado, agentes químicos, medicamentos, uso
prolongado de lentes de contato, uso prolongado de computador, tablet e celular.

3. Ceratoconjuntivite
sicca (KCS), xerolftalmia, xerose,síndrome de Sjogren.

4. Sim. Os testes que poderiam ser utilizados são corantes da
superfície ocular, teste de clearance de fluoresceína, lactoferrina, teste do
fenol vermelho, meniscometria lacrimal, medida da osmolaridade do filme
lacrimal e citologia de impressão (determinar quantidade de células
caliciformes). Contudo, é importante entender que o diagnóstico de Olho
Seco é um diagnóstico presumido e que não há teste clínico que confirme o
diagnóstico de olho seco evaporativo.

5. É
importante o paciente entender que não há cura para o olho seco, portanto
deve-se orientar o paciente quanto ao controle dos sintomas e quanto a evitar
os danos à superfície. O paciente precisa entender que existem algumas opções
terapêuticas que podem auxiliar no controle dos sintomas e que eles juntamente
com o profissional de saúde devem analisar qual a melhor terapia a ser
utilizada. Dessa forma, o paciente pode fazer uso de substitutos das lágrimas, agentes
mucolíticos, oclusão do ponto lacrimal, agentes anti-inflamatórios, lentes de
contato e conservação da lágrima existente.

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