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Caso Clínico: Edema agudo de pulmão | Ligas

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Área: urgência e emergência

Autores:
Fernanda Ribeiro de Lima Alves Guilherme, Kevin Haley Barbosa, Vitória Vieira

Revisor(a):
Beatriz de Holanda Name

Orientador(a): Jule R.O.G Santos

Liga: Liga
de Emergências médicas do DF (LEM-DF)

Apresentação do caso:

Paciente 71 anos, feminino, dá
entrada na emergência hospitalar com queixa de dispneia. Acompanhante refere
que algumas horas antes a paciente ficou mais quieta  e sem querer conversar. Relata que há uma
semana estava tossindo, com três episódios de febre, e que fez uso de anti
inflamatório sem prescrição médica. Há três dias, refere tosse incessante, de
início seca que evoluiu para produtiva e de coloração rósea, “dificuldade para
respirar” ao deitar e coloração arroxeada em extremidades de membros
inferiores. Ao ser questionada sobre patologias prévias, refere diabetes
mellitus com falha na adesão ao tratamento e hipertensão arterial sistêmica,
ambas diagnosticadas há quatro anos. Refere tabagismo e alcoolismo de longa data.

Exame físico:

Ao exame físico apresenta
taquidispneia, ortopneia, cianose em extremidades distais inferiores, tiragem
intercostal, uso de musculatura acessória, palidez e sudorese. Ausculta
pulmonar com presença de estertores crepitantes em ⅔ inferiores bilateralmente
e sibilos. Exame cardiovascular demonstrou desvio de ictus cordis para a
esquerda, turgência jugular e presença de terceira bulha no foco mitral.
Saturando 87% em ar ambiente. PA= 136 x 98 mmHg.

Exame de Imagem:

Radiografia de tórax  com presença de linhas B de Kerley,
infiltrado peri-hilar bilateral e cardiomegalia.

Exames laboratoriais:

Péptido natriurético tipo B > 500
pg/mL

Hemograma completo dentro da
normalidade.

Gasometria Arterial: pH: 7,2  pCO2: 57mmHg 
HCO3: 26mEq/L

Glicemia: 256 mg/dL

Perguntas:

  1. Quais informações do caso sugerem que
    a paciente tenha edema agudo de pulmão?
  2. Qual a fisiopatologia dessa doença?
  3. Quais as grupos de doença de risco
    para o desenvolvimento dessa doença?
  4. Como diferenciar edema pulmonar de
    origem cardiogênica e não cardiogênica?
  5. Qual o manejo do  paciente na emergência?

Respostas:

  1. Tosse produtiva de coloração rósea,  ortopnéia, hipoxemia, cianose  aumento no esforço respiratório (tiragem intercostal),  desvio de ictus, estertores crepitantes em ⅔ inferiores do pulmão, turgência jugular e presença de terceira bulha.
  2. A causa mais comum de edema pulmonar é a cardiogênica, na qual a função de bombeamento do ventrículo esquerdo é reduzida devido à uma função cardíaca anormal. Desse modo, gera acúmulo de sangue e aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares devido a um refluxo sanguíneo na vasculatura pulmonar, causando extravasamento de líquido para o interior dos alvéolos e para o interstício. O edema pulmonar é originado à partir do momento que a drenagem linfática é menor que o extravasamento do líquido para o espaço intersticial.
  3. Doença isquêmica do coração, disfunção das válvulas e do músculo cardíaco (que pode ser decorrente da hipertensão), diabetes, alcoolismo crônico, infecções virais, cardiotoxicidade por medicamentos. Outros grupos de risco são pessoas que já tiveram edema pulmonar ou doenças pulmonares como tuberculose, pneumonia e DPOC.
  4.  

5.

A. Suporte de oxigênio, monitorização, acesso venoso periférico e elevação da cabeceira;

B. Ventilação não
invasiva (VNI) – CPAP/BiPAP.

     Ajuste inicial da VNI:

  • CPAP: 5-10mmHg
  • BiPAP: ePAP= 5-10 mmHg e iPAP até 15
    mmHg

#Reavaliar
sucesso da VNI entre 30-120 min (reavaliação clínica e gasométrica)

C. Ventilação invasiva:

  1.  Indicado na falha ou contra-indicação à
    VNI;
  2.  Ajuste inicial do respirador:
  3. – 
    Modo: pressão ou volume;
  4. –  PEEP em geral ≥ 8 mmHg (atenção à
    auto-PEEP);
  5. – 
    VC = 5-6 ml/kg de peso ideal;
  6. –  FiO2 ajustada para manter SatO2 entre 94-96%.

     D.Tratamento farmacológico:

  • – 
    Furosemida EV: 0,5mg/kg;
  • – 
    Vasodilatadores EV:
  • ·  
    Nitroglicerina: 5 – 200ug/min

    • Diluir em SF;
    • Droga de escolha na suspeita de SCA.

·    
NItroprussiato: 0,5 – 10,0 ug/kg/min

  • Diluir em SG5% com frasco eequipo
    protegido da luz;

    • Melhor opção no EAP hipertensivo.
  • ·  
    Morfina EV: 1-3 mg

    • Ação: reduzir a pré-carga e efeito
      ansiolítico;
    • Não
      énecessário usar em todos os casos.

     E.Tratar a causa de base conforme protocolo específico.

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