Anúncio

Caso clínico de cisto pilonidal infectado com formação de abscesso | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Apresentação do caso clínico

Paciente
do sexo masculino, 21 anos, pardo, estudante, natural e procedente de Salvador,
Bahia, procurou serviço de coloproctologia se queixando de dor muito forte em
região sacrococcígea, que iniciou há 1 semana após o paciente percorrer um
longo percurso de bicicleta. A dor foi evoluindo de leve até se tornar a pior
dor que o paciente já sentiu na vida, causando dificuldade de deambulação e
impossibilitando o paciente de se sentar, não apresentando fatores de melhora
ou piora. Há cerca de dois dias, apresentou quadro de febre, responsiva ao uso
de dipirona, somado a um episódio de náusea e vômito, melhorando com o uso de dimenidrinato.
Nega doenças prévias, alergias medicamentosas e histórico familiar para quadro
similar.

Ao exame
físico, o paciente apresentava-se em regular estado geral, lúcido e orientado
em tempo e espaço, afebril, acianótico, anictérico, hidratado, com fáceis de
sofrimento e marcha alterada. Ao analisar a região coccígea, constatou-se a
presença de um cisto hiperemiado, quente e dolorido, com coleção purulenta em
seu centro, de aspecto endurecido. Demais sistemas sem alterações.

O médico
constatou que se tratava de um cisto pilonidal infectado e prescreveu
antibioticoterapia por 5 dias para o paciente, orientando que seria necessária
a drenagem cirúrgica daquele abscesso após o fim do tratamento com
antibióticos. Prescreveu também analgésicos opioides para o paciente.

Após 3
dias da consulta, fazendo uso do tratamento adequado, evoluiu com piora do
quadro álgico, impossibilitando a deambulação e levando o paciente a situação
de prostração. Uma ambulância foi chamada para a administração de analgésicos
endovenosa e o paciente foi levado para a emergência cirúrgica para a drenagem
do abscesso.

No centro
cirúrgico, o paciente foi colocado em decúbito ventral, com posterior
antissepsia e assepsia da região sacrococcígea, e submetido a anestesia local,
em botão, com Lidocaína 5%. Posteriormente foi feita uma incisão no ponto de
maior sensibilidade do abscesso, em forma de cruz, e o conteúdo foi esvaziado
utilizando uma colher estéril. Após esvaziar todo o conteúdo purulento, foi
colocado um dreno laminar, com orientação de removê-lo após o quarto dia de
uso.

Após o
fim do procedimento de drenagem, o paciente evoluiu com melhora imediata do
quadro álgico e febril. Um mês após o procedimento, foi realizada uma cirurgia
para remoção do cisto pilonidal, com a finalidade de evitar recidivas. A
cirurgia foi realizada fazendo uso da técnica de excisão com sutura primária.
No pós-operatório, o paciente evoluiu bem, recebendo alta hospitalar no dia
seguinte.

Questões para orientar
a discussão

  1. O que um cisto pilonidal
    e qual sua fisiopatologia?
  2. Como é feito o
    tratamento imediato e definitivo para o cisto pilonidal infectado?
  3. Qual a
    antibioticoterapia recomendada e qual suas alternativas?
  4. Quais
    diagnósticos diferenciais podem ser feitos com a doença descrita?
  5. Quais os cuidados
    que um paciente que teve quadro de cisto pilonidal infectado deve tomar?
Saiba mais sobre a Pós-graduação SANAR em Medicina de Emergência

Respostas

  1. O cisto pilonidal é definido como uma inflamação
    crônica, localizado na camada subcutânea da pele, em região sacrococcígea,
    quase sempre ocupado por pelos soltos, que desencadeiam um processo
    inflamatório intenso, com a formação de secreção purulenta, que é exteriorizada
    na pele por óstios localizados desde a região posterior anal até o sacro.
    Geralmente a primeira manifestação de um cisto pilonidal é a sua infecção, com
    formação de abscesso.

Fonte: http://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/520-Einstein5-2_Online_AO520_pg148-152.pdf

  1. O tratamento para
    a fase aguda da infecção de um cisto pilonidal vai depender ou não da formação
    de um abscesso. Caso haja a formação de abscesso, como geralmente ocorre, é
    preconizado a antibioticoterapia seguida por drenagem cirúrgica do conteúdo
    purulento. Caso não haja formação de abscesso, é necessário apenas a antibioticoterapia
    completa, para eliminação dos agentes infecciosos.

A cirurgia é
aceita atualmente como a única forma efetiva de tratamento. Atualmente na
literatura não existem dados científicos que possam garantir qual a melhor
técnica para remoção do cisto. Os mais bem aceitos são ressecção com ou sem
fechamento primário, abertura dos trajetos com curetagem e o método aberto com
eletro cauterização.

  • Atualmente a
    antibioticoterapia é feita utilizando-se de medicamentos que atinjam tanto
    gram-negativos quanto anaeróbios, os mais comuns agentes causadores de
    infecções de pele. É preconizado o uso de Ciprofloxacina (1g/dia) e Metronizadol
    (1,2g/dia) pelo período mínimo de 1 semana. A clindamicina (1,2g) pode ser
    utilizada como alternativa ao Metronidazol com efeito similar.
  • O cisto pilonidal pode fazer diagnóstico
    diferencial com outras doenças comuns na coloproctologia, como por exemplo, a
    hidradenite supurativa, a fístula anal e de afecções congênitas que acometem a
    região sacrococcígea.

A hidradenite supurativa é uma doença das glândulas
sudoríparas e apócrinas que atinge, além da região sacrococcígea, a pele de
ambas as nádegas. Diferente do cisto pilonidal que possui apenas um único
orifício primário, na hidradenite temos a presença de inúmeros pequenos
orifícios cutâneos, pelo qual sai conteúdo purulento.

Por outro lado, a fístula anal pode se assemelhar ao
cisto pilonidal pelo fato de apresentar seu trajeto em direção causal, o quadro
de dor e extravasamento de pus semelhante. No entanto, muito raramente se
estende para regiões pós anais. No caso de dúvida, é recomendado uma
retosigmoidoscopia.

Por fim, existem inúmeras afecções em neonatos que
podem se assemelhar ao cisto pilonidal, como por exemplo as fístulas e os
teratomas sacrococcígeos.

  • Os traumas na
    região sacrococcígea são os principais fatores que predispões a inflamação do
    cisto pilonidal. Atividades como andar a cavalo, de bicicleta ou de jipes pode
    influenciar bastante no prognóstico da doença. A remoção dos pelos da região
    sacrococcígea também é indispensável para que não haja uma penetração de um
    folículo piloso na região subcutânea, com consequente inflamação e infecção
    deste. Manter-se sentado por muito tempo e utilizar roupas íntimas que não
    sejam de algodão devem ser evitadas em pacientes que possuam cisto pilonidal.
Saiba mais sobre o curso gratuito: “Você melhor no plantão!”

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀