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Caso Clínico: Catarata | Ligas

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Apresentação do caso clínico

Paciente do sexo masculino, 66 anos, leucodérmo, viajante, procedente e residente de Belo
Horizonte, Minas Gerais, procura ambulatório de clínica médica com queixa de
dificuldade de dirigir à noite por causa do brilho dos faróis dos carros.
Relata ainda que está percebendo que sua visão vem reduzindo a um tempo e que
tem dificuldades de ler letras pequenas. Possui diabetes mellitus tipo 2 em controle
com Metformina.

Ao exame físico
apresenta-se em bom estado geral, hidratado, corado, acianótico,
anictérico, orientado no tempo e espaço. Normopneico (frequência respiratória: 18 irpm), normocardico (frequência
cardíaca: 76 bpm) e normotenso (PA: 120×80 mmHg). Aparelho respiratório com
murmúrios vesiculares respiratórios sem ruídos adventícios e aparelho
cardiovascular com ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Abdome globoso, ruídos
hidroaéreos presentes, sem visceromegalias. No exame é notada uma opacificação amarelada
no cristalino no olho esquerdo. Na oftalmoscopia, o reflexo vermelho no olho
esquerdo é obscurecido centralmente e os detalhes do fundo de olho são indistintos.

O paciente foi
encaminhado para oftalmologista para avaliação da necessidade de se fazer a
cirurgia para correção do problema.

Questões para orientar a discussão sobre a catarata

  1. Quais
    são os fatores de risco para catarata?
  2. Cite
    a sequência das estruturas anatômicas que a luz percorre até a formação da
    imagem.
  3. Como
    ocorre a catarata?
  4. Quais
    os tipos de catarata?
  5. Qual
    o tipo de catara mais comum em pacientes com diabetes mellitus?

Respostas

  1. Idade
    > 65 anos, história de trauma ocular, diabetes mellitus, algumas doenças
    metabólicas ou hereditárias como Doença de Wilson, Galactosemia, Distrofia
    miotônica), uso em longo prazo de corticosteroides oftálmicos, história
    familiar de catarata congênita, tabagismo, exposição de longa duração à luz
    ultravioleta.
  2. Córnea,
    humor aquoso, íris (pupila), lente, corpo vítreo, retina.
  3. Devido
    ao envelhecimento ou aos fatores de risco listados, ocorrem alterações nas proteínas
    do cristalino, as cristalinas, que afetam a forma como o cristalino refrata a
    luz e reduz sua clareza, diminuindo a acuidade visual. A modificação química
    dessas proteínas causa a mudança na cor do cristalino. Novas fibras corticais são
    produzidas de forma concêntrica e causam o espessamento e endurecimento do
    cristalino, que frequentemente surge com uma coloração amarela.
  4. Os
    tipos são: cortical (opacificação do córtex e cristalino), subcapsular
    posterior, subcapsular anterior, cerúlea ou catarata de ponto azul, floco de
    neve, girassol, árvore de natal, gotículas de óleo e traumático.
  5. A
    catarata subcapsular, associada ao estresse osmótico em decorrência do acúmulo
    de sorbitol e a Floco de neve, opacidade subcapsular branca acinzentada
    observada em pacientes com diabetes mellitus não controlada.

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