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Caso Clínico: Afogamento – uma emergência aquática prevenível | Ligas

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Área: Urgência e Emergência

Autores: Adriano
Gutemberg Neves Dias

Revisor(a): Amanda Lopes Lorentz

Orientador(a): André Gusmão Cunha

Liga: LIET – Liga
de Emergência e Trauma da UNEB

Apresentação do caso clínico

Menor, sexo masculino, 13 anos, encontrava-se em área recreativa do condomínio,
em companhia dos familiares em uma comemoração festiva quando foi desafiado por
um amigo a mergulhar na piscina funda, mesmo sem saber nadar. Temeroso, num
primeiro momento recusou a proposta. Todavia, se sentindo inferior aos demais e
desafiado por seu amigo, resolveu se arriscar quando ficou sozinho na área da
piscina. Devido a distração familiar e a falta de observação e vigilância dos
adultos responsáveis, acabou se afogando, sendo encontrado e resgatado por um
tio paterno, bombeiro, que o retirou da água. O corpo encontrava-se pálido,
frio e sem sinais de tosse ou engasgos. Ausência de pulsos centrais. Familiar
emocionado, pediu apoio da corporação de bombeiros e iniciou manobras de ressuscitação
cardiopulmonar, mantidas por 25 minutos, sem retorno da consciência. Declarado o
óbito. Instituto médico legal recebeu o corpo e fez a autópsia, constatando
morte por imersão de causa primária em água doce.

Questões para orientar a discussão           

1. Como se define afogamento?

2. Quais os mecanismos de lesão no afogamento?

3. Quais as classificações possíveis de afogamento?

4. Como se dá a cadeia de sobrevivência no afogamento?

5. Quando vale a pena tentar a RCP em afogamento?

Respostas

1. Por definição, o
afogamento ocorre em situações em que o líquido entra em contato com as vias
aéreas da pessoa em imersão (a água se mantém na face) ou por submersão (o corpo
se mantém abaixo da superfície do líquido). Se a pessoa é resgatada, o processo
de afogamento é interrompido, o que é denominado um afogamento não fatal. Se a
pessoa morre como resultado de afogamento, isto é denominado um afogamento
fatal.

Sendo assim, e
baseado no I Congresso Mundial Sobre Afogamento, três terminologias devem ser
aventadas:

>> Afogamento:
define-se pela aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão. O
principal órgão lesado é o pulmão.

>> Resgate: ocorre
quando a pessoa é socorrida da água, sem sinais de aspiração de líquido (tosse,
espuma na boca, engasgos).

>> Cadáver por
afogamento: morte por afogamento (exclui situações de mal súbito dentro da água
sem aspiração) sem chances de iniciar reanimação, comprovada por tempo de
submersão maior que uma hora ou sinais evidentes de morte a mais de uma hora
como rigidez cadavérica, livores ou decomposição corporal.

2. No afogamento, a função respiratória fica prejudicada pela entrada
de líquido nas vias

aéreas, interferindo na troca de oxigênio (O2) – gás carbônico (CO2)
de duas formas principais:

>> Obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores por
uma coluna de líquido,

nos casos de submersão súbita (crianças e casos de afogamento
secundário);

>> Pela aspiração gradativa de líquido até os alvéolos (a vítima
luta para não aspirar)

3. Sobre o tema, algumas classificações devem ser faladas:

>> Quanto ao tipo de líquido:

– Afogamento em água Doce: piscinas, rios, lagos ou tanques.

– Afogamento em água Salgada: mar.

– Afogamento em água salobra: encontro de água doce com o mar.

–  Afogamento em outros líquidos
não corporais: tanque de óleo ou outro material e outros.

>> Quanto á Causa do Afogamento:

– Afogamento Primário: quando não existem indícios de uma causa do
afogamento.

– Afogamento Secundário: quando existe alguma causa que tenha impedido
a vítima de se manter na superfície da água e, em consequência precipitou o
afogamento: Drogas (mais frequente o álcool), convulsão, traumatismos, doenças
cardíacas e/ou pulmonares,

acidentes de mergulho e outras.

>> Quanto á Gravidade do Afogamento (permite saber a gravidade e
o tratamento):

– Resgate – Sem tosse, espuma na boca/nariz, dificuldade na respiração
ou parada respiratória ou PCR

1 – Tosse sem espuma na boca ou nariz

2 – Pouca espuma na boca e/ou nariz

3 – Muita espuma na boca e/ou nariz com pulso radial palpável

4 – Muita espuma na boca e/ou nariz sem pulso radial palpável

5 – Parada respiratória, com pulso carotídeo ou sinais de circulação presente

6 – PCR

– Já cadáver – PCR com tempo de submersão > 1 h, ou Rigidez
cadavérica, ou decomposição corporal e/ou livores.

4. A cadeia de sobrevivência se dá da seguinte
maneira:

– Prevenção;

– Reconheça o afogamento e peça para ligarem 193

– Forneça flutuação – Evite a submersão

 – Remover da
água – só se for seguro

– Suporte de vida – Hospital apenas se necessário

5. Inicie
a RCP em:

1. Todos os afogados em PCR com um tempo de
submersão inferior a uma hora.

2. Todos os casos de PCR que não apresentem um ou
mais dos sinais: Rigidez cadavérica; Decomposição corporal; Presença de livores.

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