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Candidíase cutânea: causas, sintomas e estratégias de tratamento

candidíase cutânea

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A candidíase cutânea é uma infecção fúngica comum, causada por fungos do gênero Candida. Embora Candida seja um microrganismo normalmente encontrado na pele e mucosas humanas, sob certas condições, ele pode proliferar descontroladamente, resultando em uma infecção.

Causas da candidíase cutânea

Pode-se desencadear a infecção por Candida por diversos fatores, como desequilíbrio da flora microbiana da pele ou condições que favoreçam a proliferação do fungo. Entre as principais causas, destacam-se:

Alterações no sistema imunológico

A imunossupressão é uma das principais condições associadas ao desenvolvimento de candidíase cutânea. Dessa forma, pacientes com HIV/AIDS, que utilizam medicamentos imunossupressores ou que apresentam outras condições que afetam o sistema imunológico, têm maior risco de infecções fúngicas.

A imunossupressão dificulta a capacidade do corpo de controlar o crescimento da Candida, facilitando sua proliferação.

Uso de antibióticos

O uso prolongado de antibióticos de amplo espectro pode levar à destruição das bactérias benéficas da pele, criando um ambiente propício para a multiplicação de fungos. Isso ocorre porque os antibióticos, ao eliminarem a flora bacteriana, diminuem a competição por espaço e nutrientes, favorecendo o crescimento de organismos como a Candida.

Diabetes mellitus

Pacientes diabéticos, especialmente aqueles com controle glicêmico inadequado, apresentam maior risco de desenvolver candidíase cutânea.

A glicose elevada no sangue contribui para um ambiente mais propício ao crescimento de Candida, além de prejudicar a função imunológica e diminuir a resposta inflamatória.

Ambientes quentes e úmidos

A candidíase cutânea é comum em áreas do corpo onde a umidade e o calor favorecem o crescimento do fungo. Assim, dobramentos de pele, como axilas, virilhas, sob os seios e entre os dedos dos pés, são locais frequentemente afetados pela infecção.

A umidade excessiva, o suor e a falta de ventilação nessas regiões criam condições ideais para a Candida.

Gravidez e alterações hormonais

Durante a gravidez, as mudanças hormonais podem alterar o equilíbrio da flora microbiana da pele, aumentando a suscetibilidade à candidíase. Mulheres grávidas, especialmente aquelas com histórico de infecções fúngicas, devem estar atentas aos sintomas dessa condição.

Obesidade

O excesso de peso está frequentemente associado a um aumento da umidade nas dobras da pele, o que cria um ambiente favorável para o crescimento de fungos.

Além disso, os pacientes obesos muitas vezes têm resistência à insulina, o que pode contribuir para a alteração no metabolismo da glicose e, consequentemente, favorecer a candidíase.

Sintomas da candidíase cutânea

A apresentação clínica da candidíase cutânea pode variar dependendo da localização e da gravidade da infecção. Contudo, os principais sintomas incluem:

Lesões vermelhas e irritadas

As lesões da candidíase cutânea geralmente apresentam-se como manchas avermelhadas, com bordas bem definidas e superfície úmida. As áreas afetadas podem exibir pequenas pápulas, vesículas ou até mesmo pústulas.

A lesão pode ser escamosa ou apresentar secreção, especialmente em casos mais graves. Dessa forma, na imagem abaixo observa-se áreas de eritema conflente e descamação em um lactente com dermatite candidiásica de fralda. As pápulas satélites são características.

Fonte: UPTODATE, 2025.

Prurido intenso

O prurido é um sintoma comum da candidíase cutânea, frequentemente descrito como incômodo ou doloroso. Esse sintoma pode ser especialmente intenso em áreas como a virilha e sob os seios, onde a fricção e o suor agravam a irritação.

Queimação e dor

As lesões da candidíase podem ser dolorosas, especialmente se ocorrerem em áreas de constante atrito ou sob pressão. A dor geralmente é descrita como uma sensação de queimação e pode ser exacerbada por fatores como o calor, a umidade ou o uso de roupas apertadas.

Fissuras e úlceras

Em casos mais graves, as lesões podem evoluir para fissuras dolorosas ou úlceras que podem se tornar infeccionadas. Dessa forma, a presença de secreção purulenta ou um odor desagradável pode ser um sinal de complicação.

Diagnóstico da candidíase cutânea

O diagnóstico da candidíase cutânea é primariamente clínico, baseado na apresentação das lesões e na história do paciente. Contudo, a confirmação laboratorial pode ser necessária em casos atípicos ou quando o tratamento inicial não é eficaz. Os métodos diagnósticos incluem:

Exame clínico

A inspeção cuidadosa da pele e a coleta da história do paciente são fundamentais. Além disso, o médico deve questionar sobre fatores predisponentes, como uso de antibióticos, diabetes ou condições imunossupressoras, e examinar as lesões para verificar suas características típicas.

Exame microscópico

A coleta de um esfregaço da lesão e a análise microscópica com a utilização de corantes como o KOH (hidróxido de potássio) podem revelar a presença de Candida.

Cultura fúngica

Quando necessário, pode-se realizar a cultura para identificar o agente causador e determinar a sensibilidade a antifúngicos, especialmente em casos de infecção recorrente ou resistente ao tratamento.

Testes moleculares

Em situações mais complexas, testes moleculares como PCR (reação em cadeia da polimerase) podem ser utilizados para identificar cepas específicas de Candida e suas características genéticas.

Tratamento da candidíase cutânea

O tratamento da candidíase cutânea envolve tanto abordagens locais quanto sistêmicas, dependendo da gravidade e da extensão da infecção.

Tratamento tópico

Antifúngicos tópicos

Os medicamentos antifúngicos tópicos, como clotrimazol, miconazol, efluconazol e terbinafina, são eficazes no tratamento da candidíase cutânea em sua forma leve.

Eles são geralmente aplicados diretamente sobre as lesões afetadas duas vezes ao dia, por um período de 2 a 4 semanas, dependendo da resposta clínica.

Compostos em pó ou cremes com antifúngicos

O uso de pós antifúngicos pode ser útil em áreas com alta umidade, como a virilha e os pés. Esses pós ajudam a manter a pele seca e evitam a proliferação fúngica.

Portanto, cremes antifúngicos também são eficazes, especialmente quando aplicados após a limpeza da área afetada.

Corticosteroides tópicos

Em alguns casos, um corticosteroide tópico de baixa potência pode ser prescrito para aliviar o prurido intenso e a inflamação. No entanto, deve-se monitorar o uso de corticosteroides cuidadosamente, pois seu uso prolongado pode piorar a infecção.

Tratamento sistêmico

Antifúngicos orais

Para casos mais graves ou persistentes de candidíase cutânea, o tratamento sistêmico pode ser necessário. Dessa forma, medicamentos como fluconazol, itraconazol ou ketoconazol podem ser administrados para combater a infecção de forma mais eficaz. Além disso, o fluconazol, em particular, é uma escolha popular devido à sua eficácia e perfil de segurança.

Atenção a comorbidades

É importante tratar as condições subjacentes que favorecem o desenvolvimento da candidíase, como diabetes descontrolado e imunossupressão. Manter o controle glicêmico em pacientes diabéticos, por exemplo, pode reduzir significativamente o risco de infecção recorrente.

Estratégias adicionais de tratamento

Prevenção de recorrências

Para prevenir a recorrência da candidíase cutânea, o paciente deve ser orientado a evitar fatores predisponentes. Assim, manter a pele seca, evitar o uso excessivo de antibióticos e controlar condições subjacentes, como o diabetes, são estratégias fundamentais.

Cuidados com a higiene

Pacientes com candidíase cutânea devem ser orientados a lavar as áreas afetadas com sabonetes suaves e a secá-las completamente, especialmente nas áreas com dobras de pele.

Roupas adequadas

O uso de roupas folgadas e de tecidos que permitem a ventilação da pele pode reduzir o risco de proliferação fúngica. Além disso, é importante evitar o uso de roupas apertadas e sintéticas que retêm o calor e a umidade.

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Referências bibliográficas

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