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Avaliação do risco cardiovascular: como fazer e analisar o resultado

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A avaliação do risco cardiovascular é uma ferramenta essencial para a prevenção e o manejo de doenças cardíacas. Isso porque elas representam uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo.

De modo geral, podemos dizer que a avaliação do risco cardiovascular permite que médico e paciente tomem decisões terapêuticas com potencial de reduzir a probabilidade de um evento letal.

Quando fazer a avaliação do risco cardiovascular

Deve-se realizar a avaliação do risco cardiovascular em diferentes momentos. Ela depende do contexto clínico e dos fatores de risco individuais do paciente.

Em geral, recomenda-se que realize-se essa avaliação regularmente em pacientes adultos, especialmente aqueles com idade acima de 40 anos ou com fatores de risco conhecidos.

No entanto, é importante ressaltar que a avaliação do risco cardiovascular também pode ser necessária em pacientes mais jovens. Isso ocorre especialmente quando houver suspeita clínica de doença cardíaca ou quando existirem fatores de risco significativos presentes.

Fatores de riscos

Dentre os fatores de riscos significativos, temos:

  • Tabagismo
  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia
  • Diabetes mellitus
  • História familiar de doença cardíaca prematura
  • Obesidade
  • Sedentarismo e outros.

Qual deve ser a frequência dessa avaliação?

É importante ressaltar que a avaliação do risco cardiovascular não é um evento isolado. É sim um processo contínuo que deve ser repetido periodicamente, especialmente em pacientes de alto risco.

A frequência dessa avaliação pode variar de acordo com a idade, os fatores de risco e a presença de doenças crônicas.

Em geral, recomenda-se que realize-se a avaliação a cada 5 anos em pacientes de baixo risco e a cada 1-2 anos em pacientes de alto risco.

Estimativa do risco cardiovascular: como fazer essa avaliação?

Diversos escores de risco cardiovascular foram desenvolvidos para estimar a probabilidade de eventos cardiovasculares futuros, como:

  • Infarto do miocárdio
  • Acidente vascular cerebral
  • Doença arterial coronariana.

Baseia-se esses escores em fatores de risco, como idade, sexo, tabagismo, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes mellitus, entre outros.

Calculadoras onlines e gratuitas para avaliação do risco cardiovascular

Para os pacientes com idades entre 40 e 75 anos a estimativa do risco deve ser formalmente obtida através de calculadora específica. Denomina-se de “Pooled Cohort Equations” também identificada como “ACC/AHA ASCVD risk Calculator”.

Além da calculadora Pooled, há outras calculadoras para avaliação de risco cardiovascular, de forma online e gratuitas:

E é opção do médico utilizar aquela que tem validação no local em que a aplica, ou que permita extrapolar os achados para a população a ser avaliada.

Independente do material, o resultado permite que seja estimada em porcentagem a probabilidade de evento cardiovascular nos 10 anos seguintes à avaliação.

Assista ao vídeo da OPAS ensinando como utilizar o aplicativo e como fazer o preenchimento:

Avaliação do risco cardiovascular

A avaliação do risco cardiovascular tem como objetivo identificar indivíduos que estão em maior risco de desenvolver doenças cardíacas. E, assim, direcionar estratégias de prevenção e tratamento adequadas.

Os resultados da avaliação do risco cardiovascular são expressos em termos de probabilidade, geralmente em uma escala de 10 anos. Podem ser interpretados como baixo, moderado, alto ou muito alto risco.

Essa classificação ajuda os médicos a identificarem pacientes que se beneficiariam de medidas preventivas mais intensivas, como mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos hipolipemiantes, anti-hipertensivos e antiplaquetários, além de encaminhamento para intervenções mais invasivas, como angioplastia coronariana ou cirurgia de revascularização do miocárdio.

Resultado da avaliação do risco cardiovascular

E esse resultado pode ser dividido em 3 grupos: os de baixo risco, o boderline, os de risco intermediário e os com risco alto.

  • Uma probabilidade inferior a 5% prediz baixo risco cardiovascular.
  • Já taxas entre 5 e 7,5% compõem o grupo “Borderline”.
  • Entre 7,5 e 20% risco intermediário.
  • E uma taxa igual ou superior a 20% de evento nos próximos 10 anos, alto risco.

É importante ressaltar que para pacientes com risco boderline ou intermediário, deve se fazer uma pesquisa de condições agravantes de risco.

Entre os agravantes, podemos citar o histórico familiar, presença de doença renal crônica, síndrome metabólica, doenças inflamatórias, entre outros. Se houver pelo menos um destes fatores, o paciente é reclassificado para grupo de risco superior.

Saiba como se tornar especialista em cardiologia

avaliação do risco cardiovascular é uma estratégia fundamental na prevenção e no manejo de doenças cardíacas. A identificação precoce de pacientes em risco elevado permite a implementação de medidas terapêuticas e preventivas adequadas, reduzindo a morbimortalidade cardiovascular.

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Sugestão de leitura complementar

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Referências

  1. Pooled Cohort Equations 2018 Revised – 10 year risk CVD – GlobalRPH
  2. Home – Calculadora de Risco Cardiovascular (cardiol.br)
  3. Calculadora de risco cardiovascular – OPAS/OMS | Organização Pan-Americana da Saúde (paho.org)
  4. WILSON, P. W. F. Cardiovascular disease risk assessment for primary prevention: Risk calculators. UpToDate, 2023.

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