O pé do diabético é propício a ter problemas de circulação, falta de sensibilidade e aparecimento de úlceras. É preciso avaliações periódicas, muita atenção e cuidado. Em casos mais extremos, pode levar à amputação.
Situação problema
Paciente diabético chega ao consultório se queixando de ardência no pé, falta de sensibilidade e aparecimento de uma ferida na parte inferior do membro.
Exames a se fazer na consulta
Exames práticos importantes:
- Palpação dos pulsos tibiais posteriores e pediosos.
- Exame de sensibilidade de monofilamento e diapasão
- Avaliação de sensibilidade térmica
- Medir a pressão arterial das pernas (doppler arterial)
Orientações:
- Conscientizar o paciente da importância de prestar atenção e cuidar do pé
- Manter a hidratação
- Usar calçados adequados (solado rígido)
- Cortar as unhas do pé retas

Como classificar o pé diabético?
A gravidade é avaliada a partir da identificação ou não de sepse, isquemia importante e lesão em tendão. Deve-se notar sinais de infecção: eritema ou drenagem purulenta.
Classificação do pé diabético por grau:
- Grau 0: alto risco, mas sem feridas ou úlceras
- Grau I: presença de úlcera superficial
- Grau II: presença de úlcera profunda, com envolvimento do tendão
- Grau III: úlcera com envolvimento ósseo
- Grau IV: gangrena localizada
- Grau V: gangrena do pé
Assista essa aula de pós-graduação sobre manejo do pé diabético
Confira a aula da pós-graduação médica da Sanar em Endocrinologia onde o Dr. Alexandre Câmara fala sobre o manejo do pé diabético:
Medicações comumente usadas
Para dor:
- Nortriptilina
- Amitriptilina
- Duloxetina
- Venlafaxina

Na ferida:
- Curativo absorvente (alginato/CMC/espuma)
- Sulfadiazina de prata
- Ácido graxo essencial/protetor cutâneo
- Hidrocoloide em placa
- Hidrofibra com prata iônica
- Bota de unna
- Hidrogel com alginato de cálcio e sódio
- Carvão ativado
Como ter mais segurança e ser mais assertivo no tratamento
Para ter mais segurança e ser mais assertivo no tratamento de pacientes diabéticos ou com outros transtornos endócrinos, é preciso estudar e aprofundar conhecimentos. Um caminho para isso é fazer uma pós-graduação em Endocrinologia.
As aulas são em formato de casos clínicos e você tem experiências práticas. Você verá aulas como essa e muito mais.