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Atendimento inicial ao politraumatizado: uma introdução

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Você sabia que o trauma é a principal causa de morte entre 1 e 44 anos? Segundo a OMS, mais de nove pessoas morrem por minuto em decorrência de um trauma ou violência. Sabendo disso, é fácil entender o motivo de você, médico ou estudante, precisar saber sobre atendimento inicial ao politraumatizado.

Afinal, o atendimento de um paciente vítima de trauma desponta como uma das competências mais relevantes, não apenas para o cirurgião, mas também para o médico generalista.

Retirando as informações do segundo capítulo do livro Cirurgia do Trauma, vamos aqui fazer um resumo e te passar uma visão geral sobre esse atendimento.

Para conferir o capítulo completo e construir uma base teórica e prática em relação ao tema, você pode adquirir o livro completo clicando aqui!

Picos e mortes por trauma no atendimento ao politraumatizado

As mortes por trauma podem ser divididas em três picos: imediatas, precoces e tardias. As imediatas acontecem nos primeiros minutos após o trauma, resultante de trauma cranioencefálico e raquimedular alto graves e ruptura de grandes vasos.

Infelizmente, e devido a gravidade das lesões, poucos desses pacientes podem ser salvos. E, para reduzir esse pico, são necessárias medidas de prevenção.

O segundo pico ocorre após horas do trauma, normalmente até 4h após o trauma. A maioria dos pacientes que vão a óbito são desse pico.

Já as mortes tardias acontecem entre dias e semanas, dada a complicações relacionadas ao trauma ou disfunção múltipla de órgãos.

O bom atendimento é essencial para acessar o paciente de forma rápida e, assim, reduzir o número de mortes precoces.

Protocolo ATLS

Pensando nisso, em 1979 foi desenvolvido o protocolo ATLS. Ao longo dos anos, ele sofreu mudanças e atualizações, e atualmente é utilizado em todo o mundo. O uso desse método de atendimento está associado à diminuição de mortalidade dos pacientes.

O atendimento inicial ao traumatizado inclui: preparação; avaliação primária (ABCDE) e reanimação; medidas auxiliares à avaliação inicial; avaliação secundária; e cuidado definitivo/transferência.

Idealmente, o atendimento pré-hospitalar deve estar alinhado com o
atendimento hospitalar. Assim, a equipe de trauma poderá se preparar.

Com a chegada do paciente no serviço, informações importantes devem ser obtidas com a equipe do atendimento pré-hospitalar, como: mecanismo de trauma, tempo do trauma até a transferência, lesões encontradas e suspeitas, sinais vitais na cena, medidas de ressuscitação adotadas na cena, idade, sexo.

Avaliação primária e atendimento ao politraumatizado

Primeiro, é importante ressaltar que a avaliação precisa ser repetida de forma constante, e o paciente reavaliado, a fim de identificar mudanças e deterioração.

Lembrando também que para ir para a avaliação secundária a avaliação primária precisa ser realizada por completo, após o paciente apresentar resposta às medidas de ressuscitação adotadas.

Durante a avaliação primária é possível determinar os recursos necessários para o tratamento definitivo. Como, por exemplo, a necessidade de realização de tomografia computadorizada, o envolvimento de especialistas, e estruturas como de um centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva.

A sequência da avaliação primária ABCDE foi estabelecida pelo ATLS e é determinada de acordo com as condições que representam ameaça
imediata à vida.

A sequência da avaliação primária é composta por: Airway — via aérea e proteção da coluna cervical; Breathing — respiração e ventilação; Circulation — circulação com controle de hemorragia; Disability — disfunção/avaliação neurológica; Exposure — exposição/controle ambiente.

O ABCD pode ser rapidamente avaliado ao se apresentar ao paciente e perguntar o seu nome. A resposta apropriada demonstra que a via aérea está pérvia, a respiração não comprometida, e o paciente alerta.

Cirurgia do Trauma: Fundamentos e Técnicas

cirurgia do trauma - atendimento inicial ao politraumatizado

Navegando pelo livro de Cirurgia do Trauma, você vai conferir princípios e orientações técnicas para desenvolver, na prática, suas habilidades cirúrgicas.

Vai aprender os princípios do atendimento pré-hospitalar, os passos e as prioridades do atendimento inicial na sala de emergência e as particularidades dos traumas de cada segmento do corpo.

Encontrará, também, capítulos individualizando o atendimento de populações particularmente vulneráveis. Como, por exemplo, idosos, crianças e gestantes.

Por fim, poderá estudar em capítulos específicos o passo a passo dos principais procedimentos realizados no trauma. Como, por exemplo, a obtenção de via aérea cirúrgica, a drenagem do tórax, a toracotomia de reanimação, a pericardiocentese, entre outros.

O leitor encontrará, de forma prática, resumida, atualizada e de fácil consulta, os principais temas do atendimento ao doente traumatizado, divididos em fundamentos teóricos e técnicos, proporcionando, dessa forma, subsídio para diagnóstico e tratamento das enfermidades relacionadas ao trauma.

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