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Astenia: causas, sintomas e abordagens para o tratamento

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Saiba tudo sobre astenia, incluindo seu conceito, sintomas, tratamento, como é sentido pelo organismo e mais.

Na prática clínica, a astenia se apresenta como uma queixa frequentemente relatada por pacientes e, ao mesmo tempo, é uma das mais desafiadoras para o diagnóstico e manejo.

Em um contexto médico, é essencial diferenciar a astenia de outras condições com sintomas semelhantes, como distúrbios de humor, doenças autoimunes e transtornos metabólicos, para uma abordagem terapêutica mais eficaz.

Dessa forma, o objetivo deste artigo é te orientar sobre a astenia, informando o que é, quais são as suas causas, tratamentos e outras informações para contribuir com o entendimento e ampliar sua compreensão sobre a condição.

O que é astenia?

Astenia é um termo genérico, usado na medicina para indicar a sensação de cansaço persistente. Desse modo, o nome vem de origem grega e significa: a = privação + esthénos = vigor, força.

Desse modo, a astenia se caracteriza por uma ausência de energia, também conhecida como fadiga.

Astenia e cansaço são as mesmas coisas?

A astenia não é considerada a mesma coisa que cansaço, pois é uma condição persistente que contém melhora com o descanso.

Tipos de astenia

A astenia costuma ser separada por duas formas: orgânica e psíquica.

A orgânica é caracterizada por sintomas de doenças e pode ser também vista através de infecções virais. Já a psiquica é caracterizada pela fadiga mental.

Além disso, a astenia pode ser subdividida em diferentes tipos, como:

  • Astenia Física: relacionada ao cansaço corporal e esgotamento muscular;
  • Astenia Psíquica ou Mental: afeta a mente, levando a uma sensação de exaustão mental e falta de concentração;
  • Astenia Crônica: quando os sintomas persistem por mais de 6 meses, muitas vezes associada à Síndrome da Fadiga Crônica.

Dessa maneira, é fundamental que o paciente busque um médico para identificar a condição e orientar qual a melhor forma de tratamento.

Astenia de primavera

A “astenia de primavera” é a forma comum que se apelida ao conjunto de sintomas que tendem a surgir na estação primavera. Esses sintomas costumam ser temporários e terem duração de 2 a 3 semanas, entre março e abril.

Isso ocorre porque nosso cérebro realiza a produção de neurotransmissores 

Quais são as causas da astenia?

Diversos aspectos como mentais, condições médicas e até mesmo fatores ambientais podem influenciar e se tornar a causa da astenia. Assim, são algumas possíveis causas:

  • anemia;
  • problemas cardíacos;
  • diabetes;
  • insônia;
  • gripe;
  • depressão;
  • deficiências nutricionais;
  • distúrbios de tireóide;
  • depressão;
  • ansiedade;
  • má alimentação;
  • sedentarismo; e
  • doenças autoimunes.

Sintomas

A astenia já se caracteriza pela falta de energia. Porém, existem mais sintomas que acompanham essa condição. Desse modo, os principais sintomas são:

  • sonolência;
  • desânimo;
  • fraqueza muscular;
  • irritabilidade;
  • falta de apetite;
  • diminuição da libido;
  • dificuldade nas tarefas do dia a dia;
  • falta de concentração; e
  • dificuldade com a memória.

Impactos na qualidade de vida

A astenia, seja física, mental ou crônica, impacta significativamente a vida de uma pessoa, afetando não só o funcionamento diário, como também a saúde mental e emocional. 

Essa condição traz uma sensação persistente de cansaço e falta de energia que não melhora com o repouso. Isso dificulta a execução de atividades simples, como tarefas domésticas ou compromissos profissionais. Dessa forma, ela pode se tornar um grande obstáculo para quem necessita de uma vida ativa, principalmente como meio de sustento.

Além do desgaste físico, a astenia interfere na capacidade de concentração, memória e motivação, comprometendo o desempenho e a qualidade de vida. 

Assim, em muitos casos, esse quadro leva à frustração e ao isolamento social, uma vez que a pessoa sente-se incapaz de participar plenamente das atividades cotidianas, podendo também desencadear ou agravar problemas psicológicos, como ansiedade e depressão.

Diagnótico da astenia

Geralmente, o clínico geral ou o médico de família é o primeiro profissional a ser consultado. Ele realiza uma avaliação inicial, investigando sintomas e possíveis causas.

Dessa forma, alguns exames podem ser solicitados para a confirmação do diagnóstico. Geralmente a solitação de exames como laboratoriais, físico geral e de imagem.

Astenia e suas relações com outras doenças

A astenia pode estar associada a várias condições médicas e psicológicas que contribuem para o surgimento ou agravamento do quadro de cansaço persistente.

Assim, entender essa relação é importante para identificar corretamente as causas e definir o tratamento mais adequado. Desse modo, algumas condições frequentemente associadas à astenia:

Doenças autoimunes

Condições autoimunes como lúpus, esclerose múltipla e artrite reumatoide podem causar astenia devido ao impacto do processo inflamatório crônico no corpo. 

Nessas doenças, o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis, o que gera inflamação e um desgaste energético significativo.

Além disso, o tratamento desses quadros, muitas vezes com medicamentos imunossupressores, também pode levar à astenia como efeito colateral.

Disturbios da tireoide

Hipotireoidismo e hipertireoidismo são distúrbios que afetam a produção de hormônios da tireoide, fundamentais para o metabolismo e a produção de energia. 

Assim, o hipotireoidismo, em particular, é uma causa comum dessa condição devido ao metabolismo desacelerado e à redução dos níveis de energia.

Anemia

A anemia, especialmente a deficiência de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio, causando uma sensação constante de cansaço e fraqueza.

Doenças cardíacas

As condições cardíacas, como insuficiência cardíaca e doença arterial coronariana, afetam o suprimento de sangue e oxigênio aos tecidos, o que resulta em cansaço crônico e falta de disposição.

Tratamentos

Para o tratamento da astenia, é fundamental identificar a origem do problema para identificar e direcionar o tramento. Dessa maneira, alguns tratamentos mais comuns:

  • mudanças de hábitos;
  • reposição hormonal;
  • suplementação de vitaminas; e
  • psicoterapia.

Como conviver com a astenia?

Para conviver com essa condição, existem práticas para lidar, como:

  • organizar as atividades diárias;
  • realizar pausas frequentes;
  • aprender a priorizar tarefas;
  • praticar atividades relaxantes, como meditação e yoga;
  • frequentar o psicólogo;
  • priorizar o sono de qualidade;
  • beber bastante água (a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o consumo diário seja 35ml de água para cada quilo);
  • ter uma alimentação equilibrada;
  • praticar técnicas para evitar o estresse;
  • além disso, se alimentar corretamente.

Dessa maneira, criando combinações de estratégias, é possível conviver com essa condição, gerenciar a falta de energia e a melhorar a qualidade de vida.

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