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Assistência Pré-natal: conceito, quando começar, período e mais!

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Pré-natal: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

A assistência pré-natal nada mais é do que um conjunto de cuidados destinados a mulher e, consequentemente ao feto, que visam oferecer o desenvolvimento saudável da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável sem impacto para a saúde materna.

Vale ressaltar que a assistência pré-natal é muitas vezes a primeira oportunidade que os serviços de saúde têm de abordar questões de saúde com a mulher. Logo, os profissionais de saúde não devem deixar de estabelecer uma comunicação efetiva com esta mulher. Sendo importante abordar questões fisiológicas, biomédicas, comportamentais, sociais e psicológicas.

O que é a assistência pré-natal?

É um conjunto de cuidados destinados a mulher e ao feto, que tem por objetivo oferecer o desenvolvimento saudável da gestação e boa evolução do parto.

Os cuidados pré-natais podem salvar vidas, uma vez que sejam implementados oportunamente e baseados em práticas adequadas. Além disso, espera-se que tais cuidados promovam uma experiência positiva durante a gravidez, que consiste em uma gravidez saudável para mãe e feto (incluindo prevenção e/ou tratamento de riscos, doenças e morte), transição eficaz para o trabalho de parto e construção de uma maternidade positiva.

Quando iniciar a assistência pré-natal?

Apesar de alguns autores considerarem que a assistência pré-natal deveria se iniciar ao final do 1º trimestre, o maior consenso entre os estudiosos da área é que a assistência pré-natal deve acontecer o mais breve possível, diante do diagnóstico de gravidez.

Logo, recomenda-se o início precoce das consultas pré-natal. Isto porque, o quanto antes for realizada a estratificação do risco gestacional, a gestante poderá realizar as recomendações necessárias diante de determinado risco, podendo usufruir dos benefícios concedidos pela assistência pré-natal.

Consultas pré-natal

O número mínimo de consultas é 6, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento do Ministério da Saúde. Devendo ser realizada 1 no 1º trimestre, 2 no 2º trimestre e 3 no 3º trimestre. Já a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomenda realizar consultas mensais até as 28 semanas, quinzenais entre 28 e 36 semanas e semanais até o termo.

Vale ressaltar que, algumas gestantes irão demandar uma maior quantidade de consultas a depender de comorbidades associadas ou intercorrências.

Por que o pré-natal é importante?

Aproximadamente 830 mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas à gestação ou ao parto em todo mundo.

Destas mortes, 99% ocorrem em países em desenvolvimento. Como parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável, entre 2016 e 2030 a meta é reduzir a taxa global de mortalidade materna para menos de 70 para cada 100 mil nascidos vivos.

Assistência Pré-natal: avaliação do Risco

O risco gestacional deve ser avaliado desde a 1º consulta pré-natal. Além disso, deve ser reavaliado a cada retorno, na tentativa de avaliar o quanto antes possíveis anormalidades clínicas ou obstétricas. A caracterização do risco gravídico inicia-se com anamnese e exame clínico, aliada aos exames complementares.

Atenção especial deve ser direcionada às gestantes que possuem critérios de risco. Devendo as mesmas serem referenciadas para uma unidade de saúde que realize acompanhamento de pré-natal de alto risco. Porém, ainda assim, a gestante deve continuar tendo seu seguimento na unidade de saúde onde iniciou seu pré-natal.

Inúmeros são os fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-natal de alto risco segundo o Ministério da Saúde, entre eles podemos destacar:

Alguns fatores de risco indicam encaminhamento à unidades de urgência/emergência como forma de abordar de forma rápida o problema, e em seguida realizar a conduta devida, com internamento, referência ao pré-natal de alto risco ou retorno para acompanhamento de gestação de baixo risco.

Dentre os fatores de risco que devem indicar tal encaminhamento para unidade de urgência/emergência, pode-se destacar:

  • Síndromes hemorrágicas
  • Suspeita de eclampsia
  • Crise hipertensiva (PA >160×110)
  • Aminiorrexe prematura
  • Hemoglobina < 8
  • Trabalho de parto prematuro
  • Suspeita/diagnóstico de abdome agudo
  • Cefaleia intensa e súbita.

Como deve ser feita a anamnese no pré-natal?

É de fundamental importância que a anamnese e exame físico realizados, sobretudo na 1ª consulta pré-natal, sejam detalhados e abranjam o maior número possível de informações englobando desde uma boa identificação da paciente, antecedentes (fisiológicos, patológicos, ginecológicos e obstétricos), interrogatório sistemático, hábitos de vida e história psicossocial.

Porém, dentro desta anamnese, é importante sempre realizar o cálculo da idade gestacional (IG). Já na 1ª consulta, calcular também a data provável do parto (DPP). Tanto a IG, quanto a DPP podem ser calculadas por meio cálculos rápidos ou com auxílio de métodos complementares, como a ultrassonografia (USG), no caso da IG.

Cálculo da IG

A IG pode ser calculada pela regra de Nagele que baseia-se na data da última menstruação (DUM). Deve ser realizada da seguinte maneira:

  • Somar o número de dias corridos desde a DUM até o dia no qual está sendo avaliada a IG e dividir por 7.

No caso do cálculo da IG por meio da USG, aquela que com base nos estudos representa a melhor para este cálculo é a USG do 1º trimestre.

Cálculo da DPP

Para este cálculo, soma-se 7 ao dia da DUM e 9 ao número referente ao mês em que a DUM ocorreu.

Caso a DUM ocorra entre os meses de janeiro e março, é possível apenas subtrair 3 do mês da DUM. Dessa forma, é possível encontrar o mês correspondente.

Exame físico

O exame físico deve ser completo, abrangendo dados vitais e todos os sistemas, sendo enfatizado para a paciente aquelas alterações que são fisiológicas da gestação e as que ainda podem surgir no decorrer da mesma.

No entanto, é preciso ressaltar algumas particularidades que merecem atenção em se tratando de uma gestante:

  • Cálculo do IMC e estimativa de ganho de peso
  • Exame físico obstétrico
  • Exame físico ginecológico.

Cálculo do IMC e estimativa de ganho de peso na assistência pré-natal

Esta etapa do exame físico é fundamental, pois servirá de base para futuras orientações relacionadas a hábitos de vida da gestante. Isto porque, apesar do ganho de peso habitual nas gestantes, não é recomendado que este ganho saia dos parâmetros esperados. Isso não poderá acontecer por representar mais riscos a saúde da gestante e, consequentemente, do feto.

Para isso, recomenda-se saber o valor de IMC da mesma antes de engravidar. Então, deve-se estabelecer quanto espera-se que a mesma ganhe de peso dentro da gestação.

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