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As prioridades em pacientes de emergência | Colunistas

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Confira neste artigo o que você precisa saber sobre as prioridades no atendimento de pacientes de emergência!

Imagine que você, estudante de Medicina ou Médico, se depara com um paciente necessitando de atendimento de emergência no setor ou em outro serviço, que não seja de caráter emergencista.

O que devemos fazer com esse paciente? Qual o primeiro passo a ser seguido? Qual a prioridade em pacientes em uma emergência?

Por isso, esse pequeno artigo visa discutir sobre as primazias no atendimento dos enfermos.

O que é prioridade?

A prioridade em qualquer paciente que necessita de
tratamentos de emergência é a preservação da vida e, para tal fim, requer a
avaliação rápida das lesões e a instituição de medidas terapêuticas de suporte,
com a finalidade de tratá-las ou reduzir as complicações mais graves.

Portanto, é importante ressaltar que a promoção do acesso rápido dos doentes agudos ao atendimento de emergência é o principal papel da medicina de emergência.

Atendimento inicial

atendimento inicial na emergência é um dos grandes definidores de conduta. Por isso, é importante reconhecer quem é o paciente grave.

O paciente grave é aquele paciente que necessita de sua assistência o mais rápido possível. Afinal, o principal objetivo da emergência é ESTABILIZAR o paciente.

Após estabilizar, o segundo passo é compreender o que levou esse paciente a necessitar do atendimento de emergência, que pode ser saciado ao realizar a anamnese com o próprio doente e/ou com os acompanhantes.

Casos de traumas por acidentes

Entretanto, nos casos de traumas por acidentes, a causa já está esclarecida, restando compreender o mecanismo de trauma, o número de vítimas e avaliação da quantidade de recursos necessários para suprir tal demanda.

Já os demais passos a serem realizados requerem a avaliação inicial, que inclui a triagem, a avaliação primária pelo ABCDE em casos de traumas. A solicitação de exames de urgências e a aferição de sinais vitais (frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, glicemia).

Casos de emergências clínicas

Em casos de emergências clínicas, é importante o tratamento definitivo e uma anamnese mais detalhada. Isso pode contribuir com o seguimento do tratamento.

Veja também: livro Yellowbook Fluxos e Condutas Emergência

Anamnese guiada

Uma anamnese guiada após a estabilização do paciente ou concomitante ao atendimento vai ajudar a colher informações valiosas para o tratamento.

Geralmente, em setores que possuem internos, esses passos são acertadamente cumpridos por eles.

Principais achados na anamnese guiada em pacientes de emergência

Os principais dados, além da história da doença atual (HDA), são:

  • nome do paciente,
  • idade,
  • comorbidades relacionadas a afecção atual ou não,
  • hábitos de vida (alimentares, tabagismo, uso de drogas ilícitas, etilismo),
  • medicações em uso. Importante solicitar, se possível, o receituário e verificar se há fármacos prescritos e que o paciente não está utilizando, podendo ser a causa de uma descompensação, por exemplo.

Triagem

A definição de triagem é o processo que determina a
prioridade do tratamento dos enfermos com base na gravidade, principalmente
funcionando com uma forma eficiente de racionar os atendimentos quando o DE
está com superlotado.

Para auxiliar na definição da prioridade de atendimentos aos pacientes, foram desenvolvidos, nas últimas décadas, protocolos para ajudar os profissionais nessa avaliação.

Os mais conhecidos são o:

  • inglês Manchester Triage System (Protocolo de Manchester – MTS),
  • australiano Australasian Triage Scale (ATS),
  • canadense Canadian Triage and Acuity Scale (CTAS) e
  • americano Emergency Severity Index (ESI).

Triagem de pacientes de emergência no Brasil

No Brasil, o MTS é mais utilizado. Identificando os pacientes através de pulseiras coloridas, com cinco cores, em que cada uma corresponde ao nível de gravidade de cada caso e o tempo indicado para atendimento.

Triagem e locomoção do paciente

A triagem também se aplica à classificação dos pacientes no local do acidente e à escolha do serviço para o qual o doente deverá ser transportado, sendo de responsabilidade do médico regulador decidir sobre a gravidade e definir o setor de destino do paciente.

É inadequado transferir um paciente para um hospital não especializado no tratamento quando um centro qualificado está disponível em outro serviço.

Se o atendimento de emergência é um tema que ainda te assusta, busque mais leituras e bibliografias atualizadas sobre o tema e garanta um atendimento seguro e eficaz em qualquer situação.

Incidente com múltiplas vítimas e vítimas em massa

Geralmente, podem existir duas situações de triagem em
pacientes vítimas de trauma, a de múltiplas vítimas e a de vítimas em massa.

Em ocasiões de acidentes com múltiplas vítimas, o número
de doentes e a gravidade das lesões são suportados pelo hospital de
atendimento. Nessa situação, deve-se priorizar os pacientes com risco de vida e
com traumatismos multissistêmicos.

No entanto, no cenário que tenha vítimas em massa, o número de doentes e a gravidade das lesões vão exceder a capacidade do serviço médico.

Nesse caso, a prioridade se dará para os pacientes com maiores probabilidades de sobrevida, cujo atendimento implique menor gasto de tempo e de material físico e humano.

Avaliação primária pelo método ABCDE

Em casos de pacientes com lesões graves, deve ser estabelecida uma sequência lógica de tratamento de acordo com as prioridades, sendo o ABCDE o método mais utilizado.

O método ABCDE foi criado por Jim Styner, em 1978. Como a própria sigla sugere, o método divide-se em 5 etapas, uma para cada letra citada.

Nesse caso, a avaliação feita pelo método ABCDE estabelece prioridades de acordo com as respectivas lesões dos pacientes.

Confira abaixo o que cada uma das letras da sigla significam e como elas podem auxiliar na definição das prioridades no atendimento.

A letra A se refere a vias aéreas e controle da coluna cervical.

Nessa etapa, a prioridade é checar se as vias aéreas estão desobstruídas. Se a permeabilização estiver garantida, o cordão cervical deverá ser colocado.

No B, deve se avaliar a ventilação e respiração.

Para isso, pode-se observar os movimentos torácicos, realizar a ausculta e aferir saturação de oxigênio através de oxímetro.

No C, deve-se avaliar a circulação, com controle de hemorragia

O objetivo principal é impedir um possível choque hipovolêmico/hemorrágico. Também devem ser avaliadas a frequência cardíaca, a amplitude do pulso, a perfusão e a pressão arterial.

No D, deve-se avaliar o estado neurológico

Para medir o nível de consciência, geralmente, é usada a escala de Glasglow e a avaliação das pupilas (se estão isocóricas e fotorreagentes).

No E, deve-se despir completamente o paciente

O objetivo dessa etapa é a exposição, em busca de lesões, uma vez prevenida a hipotermia.

Emergências clínicas

Quando se trata de emergências clínicas, cada etiologia possui a sua prioridade.

Veja por exemplo, no caso de uma Síndrome Coronariana aguda, a prioridade é a realização e a leitura por um médico de um eletrocardiograma em, no máximo, 10 minutos, para avaliação de presença de supradesnivelamento e indicação de terapia necessária.

Já nos casos das emergências hipertensivas, a prioridade é reduzir, rapidamente, a pressão arterial, no prazo de minutos, pois nestes casos há lesão de órgão alvo.

No entanto, não se deve esquecer que, no caso dos pacientes portadores de aneurisma dissecante de aorta, a redução pressórica deve ser bem controlada, evitando quedas abruptas.

Conclusão

Dessa forma, é possível perceber que a prioridade, em cada caso clínico, depende da espécie da lesão e da gravidade e complicações resultantes.

Portanto, a preferência pelos tratamentos propostos e a sequência realizada devem ser avaliados de forma a garantir uma melhor sobrevida ao paciente, com a menor prevalência de complicações possíveis.

Ademais, é importante que o processo de triagem seja realizado de forma correta, evitando erros de transporte a serviços não especializados, que podem ocasionar complicações pelo tempo mais extenso de atendimento, até o encaminhamento ao departamento correto e a indicação correta de quais pacientes devem ter prioridade no tratamento.

Autor: Marcel Aureo


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