É fato que a tecnologia
tem tomado grandes proporções na sociedade, como uma verdadeira correnteza,
levando consigo economia, educação, infraestrutura e, principalmente, saúde.
Sabe-se que a medicina sofreu (e ainda sofre) muitos avanços no decorrer do
tempo. Exemplo disso, é como os antigos médicos (ou talvez nem eram chamados de
médicos ainda) lidavam com as doenças. O filme “O Físico” exemplifica bem essa
situação (boa dica para um fim de semana!), demonstrando como algumas partes da
medicina foram evoluindo no decorrer do tempo e de onde elas surgiram. Tá
achando que darei “spoiler”? Claro que não! Mas, voltando ao tema…
Talvez você esteja se perguntando: quais são essas 6 máquinas revolucionárias?
Será que elas possuem superpoderes? Mais ou menos isso! Sem mais enrolação,
vamos ao que interessa!
Supercomputador Watson
É, na verdade, um médico robô. Como o médico é humano (e
humanos erram!), ele vem com uma proposta de solucionar todos os problemas
vindos até ele. Por possuir um banco de dados repleto de informações, ele
consegue descrever e interpretar diversas situações. A empresa que o criou
pretende fornecer informações sobre doenças, diagnósticos, tratamentos e
estudos científicos, tudo para aperfeiçoá-lo com relação à medicina.
Iontris
O Large Hadron Collider (LHC) é um túnel de 27 km
na fronteira entre a França e a Suíça, sendo o maior acelerador de partículas
do mundo. O seu objetivo é quebrar os prótons em partículas subatômicas para
estudos aprofundados. Porém, ele agora é considerado a nova arma dos médicos no
combate ao câncer. Na Alemanha, há o Centro de Terapia com Raios Iônicos, um
conjunto de prédios construídos em torno de uma máquina enorme, chamado
Iontris. Esta segue o mesmo papel da LHC, porém acelera íons de carbono, ao
invés de íons prótons, e a uma velocidade menor. A sua ação é, basicamente, disparar
partículas contra o tumor que está dentro da pessoa, sendo bastante precisa e
potente. Além disso, ela não danifica as células ao redor, sendo capaz de
eliminar a maior parte dos tumores.
Válvula Artificial
Sabe-se que as doenças cardiovasculares são uma das
principais causas de morte em todo o mundo, como a aterosclerose, arritmia,
infarto. Contudo, há também os problemas envolvendo as válvulas, estas que
controlam o fluxo sanguíneo. E, para tentar reparar isso, a medicina criou uma
válvula artificial que é colocada dentro de um cateter, sendo introduzido por
uma artéria da perna ou por um pequeno corte entre as costelas. O caminho é
percorrido graças à ajuda de um raio X contínuo, até chegar ao coração. Neste
órgão, a peça é inflada e se encaixa no lugar da válvula danificada. Lembre-se:
o peito do paciente não foi aberto! (O que reduz bastante a mortalidade na mesa
cirúrgica!). A válvula é feita de metal e pericárdio de boi e aumenta em 40% as
chances de sobrevivência. Incrível, né?
Metabolomx
Você sabe qual é uma das doenças que mais mata no mundo?
Claro que você pensou: câncer! E acertou! É indiscutível como a medicina, desde
o surgimento dessa doença (que possui muitos reféns), busca encontrar métodos
eficazes para o tratamento e a cura. Dentre os tipos de câncer, sobretudo pelo
aumento do uso de cigarro, o de pulmão é o mais comum. Segunda a Organização
Mundial de Saúde (OMS), o câncer de pulmão mata 1,38 milhão de pessoas por ano.
É muito gente, né? Em virtude de todo esse contexto, uma máquina foi criada
para detectar o câncer de pulmão a partir da respiração da pessoa. O nome dela
é Metabolomx. O paciente faz o procedimento em jejum e apenas respira em uma
mangueira. A máquina irá detectar a presença, ou não, de compostos orgânicos
voláteis (VOC), substância produzida pelo corpo em situações de determinadas
doenças. Além do câncer de pulmão, é válido citar que ela também detecta câncer
de cólon, tuberculose e algumas infecções. Ela ainda está em processo de
implementação, já que a FDA (Food and Drug Administration) ainda não a
regulamentou.
Magnetoencefalograma
(MEG)
Parece nome de mutante, mas não é! Essa máquina foi
proposta no fim de 1960 e é usada para, literalmente, analisar o comportamento
dos nossos neurônios, ou seja, os impulsos nervosos. Ela é capaz de demonstrar
o caminho feito (via impulsos) por determinada ação do indivíduo, como o abrir
da boca. Além disso, a MEG mede quais áreas cerebrais estão recebendo mais
sangue, isto é, estão mais ativas. Deu até vontade de fazer esse exame, fala
sério?
Ressonância Magnética
(MRI) (de um modo diferente!)
Você deve estar se perguntando: a ressonância magnética é
uma inovação? Talvez você já tenha feito esse exame, mas a medicina está
oferecendo algo a mais: o Ambient Experience. Nome legal, não é mesmo?
Ele é um sistema que tenta recriar virtualmente ambientes como praia, floresta
e fundo do mar, sendo as imagens e cores projetadas nas paredes da sala de
exame. Isso serve para tornar o exame mais tranquilo de se fazer, tendo em
vista que os pacientes ficam de 45 min a 1 hora deitados em um túnel apertado,
com uma máscara sobre o rosto, vivenciando uma sensação horrível que acaba
prejudicando a qualidade do resultado. Então, essa atualização veio como uma
ferramenta totalmente positiva tanto para o paciente quanto para o exame.
Aqui você pôde conhecer 6, dentre várias outras, máquinas
que revolucionaram e ainda revolucionam a medicina. É de tirar o fôlego de
tanta tecnologia! Mas a tendência é essa: mais máquinas.
Tudo isso, sem dúvida, é importante para a medicina,
principalmente para o paciente. Mas quero deixar alguns questionamentos (peço
que reflita!): será que todos têm (ou terão) acesso? Será que todo esse
“avanço” não prejudica a relação médico-paciente? Quem está por trás de todo
esse “progresso”: seres humanos pensando em seres humanos ou empresas pensando
no dinheiro?
Até a próxima, pessoal!
Autor: Vinício Pires
Sallet