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Proibição do chip da beleza: entenda a decisão da ANVISA

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Entenda tudo sobre o chip da beleza, a decisão da ANVISA de proibir a venda desse implante hormonal e mais.

Nos últimos anos, o uso do “chip da beleza” ganhou força entre pacientes que buscam resultados estéticos rápidos, como o aumento da massa muscular e a redução da gordura corporal.

No entanto, o uso do chip para fins estéticos vem sendo questionado e recentemente proibido pela ANVISA.

Para médicos e profissionais de saúde, a discussão vai além da estética: ela traz à tona questões éticas, científicas e até mesmo legais sobre os limites de uso de terapias hormonais.

Dessa forma, o objetivo deste artigo é te orientar sobre o implante hormonal, popularmente conhecido como chip da beleza, sua proibição e impactos.

O que é chip da beleza?

O “chip da beleza” é um termo popularmente usado para se referir a um implante hormonal subcutâneo que libera gradualmente hormônios no corpo, como a testosterona ou a gestrinona. 

Assim, esse implante, que inicialmente tinha fins médicos, como tratamento para problemas hormonais ou contracepção, passou a ser comercializado e utilizado para fins estéticos.

Promessas de benefícios

Esse implante tem promessas de benefícios para o físico, como:

  • Perda de peso;
  • Aumento de massa muscular;
  • Melhora no desempenho físico;
  • Controle de sintomas da TPM e menopausa; e
  • Redução da celulite e gordura corporal.

Histórico do uso do chip da beleza no Brasil

Esses implantes liberam gradualmente hormônios como a gestrinona e a testosterona e foram inicialmente utilizados em tratamentos ginecológicos.

Por isso, nos anos 2000, o chip era um dispositivo autorizado e utilizado para fins terapêuticos, com acompanhamento. Dessa maneira, esses implantes eram prescritos por médicos para ajudar no tratamento de doenças como a endometriose, reposição hormonal durante a menopausa, e outras condições hormonais. 

Com o tempo, foi a notado que, além dos benefícios médicos, alguns pacientes relataram efeitos estéticos associados ao uso do chip, como perda de peso, redução de celulite, aumento de massa muscular e mais.

Dessa forma, mesmo sem comprovações científicas, o implante se popularizou, começou a ser apelidado de “chip da beleza” e passou a ser usado entre celebridades, influenciadores e figuras públicas do Brasil, principalmente no início de 2020.

Riscos e efeitos colaterais do chip da beleza

O implante hormonal pode gerar efeitos colaterais comum e até mesmo riscos para a saúde, como:

  • Aumento de pelos corporais;
  • Acne e pele oleosa;
  • Mudanças no ciclo menstrual;
  • Alterações de humor;
  • Mudanças no apetitete;
  • Aumento de peso;
  • Risco cardiovascular;
  • Complicações hepáticas;
  • Problemas de fertilidade;
  • Dependência psicológica; e
  • Reações alérgicas.

Causas que levaram a proibição do chip pela ANVISA

A ANVISA publicou no dia 18 de outubro de 2024 uma resolução (RE), na edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a suspensão da comercialização, propaganda e manipulção dos implantes hormonais conhecidos como “chips da beleza”.

Muitos fatores levaram ao fato ocorrido, porém as principais motivações foram:

  • Falta de estudo e comprovações científicas sobre os benefícios estéticos;
  • Denúncias apresentadas por entidades médicas, como: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); e
  • Uso de substâncias que não possuem avaliação de segurança para a forma de uso.

Impactos da proibição para médicos

Muitos médicos investiram no implante, que se tornou popular principalmente pelos influenciadores digitais. Com a proibição, muitos impactos são sofridos não só por médicos que decidiram se dedicar ao chip da beleza, como também pessoas envolvidas na área de comercialização.

Os principais impactos são:

  • Perda de receita e oportunidades de negócios;
  • Fortalecimento das práticas baseadas em evidências;
  • Necessidade de atualização dos atendimentos; e
  • Maior fiscalização.

Além disso, é importante ressaltar que os pacientes que utilizam o produto precisam procurar seus médicos e solicitar orientação sobre o tratamento. Além disso, deve notificar a ANVISA em caso de reações.

Alternativas seguras e saudáveis para fins estéticos

Para evitar opções de hormônios para fins estéticos, existem alternativas seguras e geram resultados. Dessa forma, o tratamento específico será adequado para a individualidade de cada pessoa. 

Por isso, é sempre importante buscar um profissional para orientar com mais precisão.

Porém, realizar bons hábitos são sempre importantes para atingir resultados. Dessa forma, algumas ações que podem influenciar em bons resultados são:

  • Nutrição e suplementação personalizada;
  • Práticas de exercícios físicos;
  • Realizar exames de frequências; 
  • Acompanhamento psicológico e mais.

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