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Anosmia: causas, diagnóstico e tratamentos atuais

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Anosmia: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica! 

A anosmia é a perda parcial ou total do sentido do olfato, um sintoma que pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Dessa forma, esse distúrbio pode ter várias causas, sendo necessário um diagnóstico preciso e uma abordagem terapêutica adequada para promover a recuperação ou o manejo eficaz da condição. 

Causas da anosmia

A anosmia pode ser classificada em diversas categorias com base em suas causas subjacentes. Dessa forma, elas podem ser divididas em causas de origem periférica (afetação da cavidade nasal e estruturas associadas) e causas de origem central (alterações no sistema nervoso central, mais especificamente no cérebro).

Causas periféricas

As causas periféricas são as mais comuns e geralmente estão associadas a problemas nas vias respiratórias superiores. Entre as principais causas, destacam-se:

  • Infecções respiratórias virais: a infecção por vírus como o da gripe, rinovírus e o coronavírus (SARS-CoV-2) pode causar inflamação e obstrução das vias nasais, resultando na perda do olfato. Assim, estudos demonstraram que a anosmia pode ser um dos primeiros sinais clínicos de infecção por SARS-CoV-2
  • Rinite alérgica: a inflamação das mucosas nasais devido à exposição a alérgenos como poeira, pólen ou ácaros pode afetar o olfato. Embora a anosmia geralmente seja reversível quando a alergia é tratada, casos crônicos podem levar à perda permanente do olfato
  • Sinusite: a inflamação dos seios paranasais pode bloquear as vias nasais e reduzir a capacidade olfativa. Em casos de sinusite crônica, a anosmia pode ser um sintoma persistente
  • Polipose nasal: a presença de pólipos nasais, que são crescimentos benignos das mucosas nasais, pode obstruir a passagem de ar e prejudicar a função olfativa.

Causas centrais

As causas centrais estão relacionadas a alterações no sistema nervoso central, mais especificamente no cérebro, onde os sinais olfativos são processados. Dentre essas causas, incluem-se:

  • Traumatismo craniano: lesões na região do bulbo olfatório ou ao longo do nervo olfatório podem resultar em anosmia. O trauma direto na cabeça, como acidentes automobilísticos ou quedas, pode afetar essa função sensorial
  • Doenças neurodegenerativas: condições como a doença de Alzheimer e Parkinson podem afetar a capacidade do cérebro de processar sinais olfativos. Assim, a anosmia é frequentemente um dos primeiros sintomas detectados, antes de outros sinais clínicos mais evidentes da doença
  • Tumores cerebrais: embora seja menos comum, os tumores que afetam as áreas do cérebro responsáveis pela percepção olfativa também podem causar anosmia. A presença de neoplasias na região do nervo olfatório pode bloquear ou interferir no fluxo de sinais para o cérebro
  • Acidente vascular cerebral (AVC): o AVC pode comprometer a função olfativa ao afetar as áreas cerebrais responsáveis pela recepção e interpretação dos sinais do olfato.

Diagnóstico da anosmia

O diagnóstico da anosmia começa com uma avaliação clínica detalhada, seguida de exames complementares para identificar a causa subjacente. Portanto, a abordagem diagnóstica é essencial para a determinação do tratamento mais eficaz.

Histórico clínico e exame físico

A coleta de um histórico médico completo é crucial. O médico deve investigar o início dos sintomas, a presença de fatores de risco como infecções anteriores, alergias ou doenças neurológicas, além de considerar a história familiar. Assim, durante o exame físico, o otorrinolaringologista realizará uma inspeção das cavidades nasais e das vias respiratórias superiores para verificar sinais de inflamação, obstruções ou lesões.

Testes de olfato

Existem testes específicos para avaliar a função olfativa, como o teste de olfato de Sniffin’ Sticks, que utiliza uma série de varetas aromáticas para avaliar a capacidade do paciente de detectar diferentes odores. Testes psicofísicos podem ser realizados para determinar a intensidade, discriminação e identificação de odores. No entanto, esses testes não fornecem informações sobre a causa subjacente da anosmia, sendo necessários exames adicionais.

Exames de imagem

Exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), são indicados para pacientes com anosmia persistente ou com histórico de traumatismo craniano. Esses exames ajudam a detectar anomalias estruturais nas vias nasais ou no cérebro, como pólipos nasais, tumores ou lesões no nervo olfatório.

Exames endoscópicos nasais

A endoscopia nasal permite uma visualização direta das estruturas internas do nariz e dos seios paranasais. Esse exame é especialmente útil para identificar obstruções, infecções ou tumores nas vias aéreas superiores, que podem ser a causa da anosmia.

Tratamentos atuais para anosmia

O tratamento da anosmia depende da causa identificada. Em casos de distúrbios periféricos, a recuperação do olfato é frequentemente possível, enquanto as causas centrais podem exigir um enfoque mais complexo.

Tratamento para causas periféricas

Para causas periféricas  pode-se utilizar: 

  • Medicamentos nasais: para casos de rinite alérgica, sinusite ou polipose nasal, o uso de corticosteroides nasais pode reduzir a inflamação e melhorar a função olfativa. Em alguns casos, antibióticos ou antifúngicos são necessários para tratar infecções secundárias
  • Tratamento de infecções virais: no caso de infecções virais como o resfriado comum ou COVID-19, o tratamento é focado no alívio dos sintomas respiratórios. Embora a anosmia possa persistir por semanas ou meses após a infecção, a recuperação completa geralmente ocorre com o tempo
  • Cirurgia nasal: em casos de obstrução nasal severa causada por pólipos nasais ou outras deformidades anatômicas, a cirurgia pode ser necessária para remover as obstruções e restaurar a função olfativa.

Tratamento para causas centrais

Nas causas centrais utiliza-se: 

  • Terapias de reabilitação olfativa: para pacientes com anosmia devido a causas centrais, como doenças neurodegenerativas ou lesões cerebrais, a reabilitação olfativa tem mostrado resultados promissores. Dessa forma, esse tratamento envolve a exposição repetida a diferentes odores, com o objetivo de estimular a plasticidade cerebral e melhorar a recuperação do olfato
  • Tratamento de doenças subjacentes: em casos em que a anosmia é causada por uma doença neurodegenerativa como Alzheimer ou Parkinson, o tratamento é focado no manejo da condição subjacente. Além disso, pode-se utilizar medicamentos como os inibidores da colinesterase para melhorar os sintomas cognitivos e, em alguns casos, a função olfativa.

Outros tratamentos

  • Terapias de estimulação elétrica: estudos recentes sugerem que a estimulação elétrica do nervo olfatório pode ser uma alternativa terapêutica para melhorar a função olfativa em pacientes com anosmia crônica. Dessa forma, a eficácia desse tratamento ainda está sendo avaliada em estudos clínicos
  • Transplante de células olfativas: pesquisas em estágio experimental indicam que o transplante de células-tronco ou células olfativas do próprio paciente pode ser uma abordagem promissora para restaurar o olfato, especialmente em casos de lesão no nervo olfatório.

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Referências bibliográficas

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