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Angiologia: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais

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Saiba neste artigo tudo sobre angiologia, incluindo residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais informações.

A angiologia é uma especialidade médica fascinante que se dedica ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao sistema vascular. O objetivo principal desse campo é entender e cuidar dos vasos sanguíneos, veias e artérias, buscando prevenir complicações graves, como tromboses, embolias e doenças circulatórias. 

Para estudantes do último ano da faculdade de medicina e médicos já formados que desejam se aprofundar nessa área, a residência médica em angiologia no Brasil é uma excelente oportunidade de aprendizado e especialização.

Desse modo, confira neste artigo tudo que você precisa saber sobre o mundo da angiologia, sua residência médica e mais.

O especialista em angiologia

O médico que escolhe fazer angiologia deve possuir algumas características e habilidades específicas que são relevantes para essa especialidade. Dessa forma, embora seja importante lembrar que cada profissional tem sua singularidade, algumas características comuns são valorizadas na área da angiologia. Aqui estão algumas delas:

  • interesse pelo sistema vascular;
  • habilidades clínicas;
  • precisão e atenção aos detalhes; e
  • habilidades técnicas.

A angiologia envolve a realização de procedimentos invasivos e não invasivos para tratar doenças vasculares. Portanto, é desejável que o médico tenha habilidades técnicas sólidas e coordenação motora adequada para realizar procedimentos como angioplastia, escleroterapia, entre outros.

Oportunidades na área da angiologia

De acordo com dados da Demografia Médica de 2024, a angiologia é a especialidade com menor número de residentes. Desse modo, essa área apresenta oportunidades importantes no Brasil. Algumas delas são:

  • Alta demanda por especialistas: o envelhecimento da população, associado ao aumento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade, resulta em uma maior incidência de patologias vasculares; e
  • Mercado de trabalho favorável: a escassez de especialistas reflete diretamente em uma menor competição no mercado. Assim, são criadas mais oportunidades em hospitais, médicos e na área de consultas particulares. Regiões menos assistidas, como interiores e periferias, apresentam maior carência desses profissionais, ampliando a possibilidade de atuação.

Desafios e tendências

Embora a angiologia ofereça excelentes oportunidades, os profissionais também enfrentam desafios, como a necessidade constante de atualização em novas técnicas e tecnologias, bem como a alta demanda por tratamentos preventivos em um cenário de envelhecimento populacional.

As tendências para o futuro incluem o avanço de técnicas não invasivas, o uso de tecnologias de imagem cada vez mais precisas e o desenvolvimento de terapias gênicas e celulares para o tratamento de doenças vasculares.

Áreas de atuação do médico angiologista

A angiologia abrange um amplo espectro de doenças vasculares, desde problemas estéticos, como varizes, até condições potencialmente fatais, como aneurismas e doenças vasculares periféricas. 

Os angiologistas são responsáveis por realizar exames físicos e complementares, interpretar resultados de exames de imagem, prescrever tratamentos e acompanhar os pacientes em seu processo de recuperação.

Desse modo, a angiologia é uma especialidade abrangente que permite ao profissional se especializar em diferentes subáreas, como:

  • Flebologia: Tratamento de doenças venosas, como varizes, tromboflebites e úlcera venosa.
  • Cirurgia Vascular: Realização de procedimentos cirúrgicos para tratar condições como aneurismas e obstruções arteriais.
  • Medicina Endovascular: Atuação em procedimentos minimamente invasivos, como angioplastias e embolizações.
  • Linfologia: Manejo de linfedemas e outras patologias linfáticas.
  • Diagnóstico Vascular: Realização e interpretação de exames como o ultrassom com Doppler.

No campo diagnóstico, os angiologistas utilizam uma variedade de ferramentas para avaliar a condição do sistema vascular. Entre os principais métodos estão:

  • Eco doppler;
  • Angiografia;
  • Ressonância magnética;
  • Radiografia;
  • Cintilografia;
  • Capilaroscopia;
  • Tomografia computadorizada. 

Com base nessas informações, é possível identificar anormalidades no fluxo sanguíneo, obstruções arteriais, trombos venosos e outras alterações vasculares.

Além disso, a angiologia também está envolvida no tratamento clínico e cirúrgico das doenças vasculares. Os angiologistas podem realizar procedimentos minimamente invasivos, como a escleroterapia para varizes e a angioplastia para desobstruir artérias.

Em casos mais complexos, a cirurgia vascular é necessária para reparar ou substituir vasos sanguíneos danificados.

Mercado de trabalho e remuneração

De acordo com dados da Demografia Médica de 2023, no Brasil foram registrados 1.659 médicos angiologistas, o que representa apenas 0,3% do percentual de especialistas no Brasil.

Foi e é ainda uma das especialidades com menor número de residentes. Em 2021, eram apenas 2 residentes. Apesar disso, a residência ainda é muito concorrida e é uma especialidade que tem muito a crescer. 

Em relação à concentração de especialistas por região do país, temos que:

  • 42,0% estão no sudeste
  • 24,4% no nordeste
  • 12,9% no norte
  • 12,7% no sul 
  • 8,0% no centro-oeste. 

66,1% estão localizados em capitais, 28,7% no interior e apenas 5,2% em região metropolitana. Dessa forma, esses médicos trabalham em clínicas, consultórios e hospitais. 

Remuneração na angiologia

De acordo com dados de 2024, disponíveis no site do Salário.com.br com base no Novo CAGED, eSocial e Empregador Web, um médico angiologista ganha em média R$ 4.913,05 em uma jornada de 13 horas semanais. O teto salarial é de R$ 9.364,58.

A residência em angiologia

Para aqueles que desejam se especializar em angiologia, a residência médica é um passo fundamental em sua formação. Desde 2020, a residência em angiologia passou a ser de acesso indireto, ou seja, com necessidade de pré-requisito. 

Desse modo, o candidato deve fazer dois anos de clínica médica e depois mais dois anos de angiologia. Durante esse período, o residente tem a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos teóricos e práticos, além de vivenciar diferentes situações clínicas e cirúrgicas.

Durante a residência, o residente de angiologia é exposto a uma ampla gama de patologias vasculares e tem a oportunidade de trabalhar em conjunto com profissionais experientes nessa área. 

O programa de residência geralmente inclui a participação em ambulatórios, centros cirúrgicos e unidades de terapia intensiva, onde é possível adquirir habilidades específicas em procedimentos intervencionistas e técnicas cirúrgicas.

A residência em angiologia também oferece a possibilidade de desenvolver pesquisas científicas e participar de eventos acadêmicos, contribuindo para a evolução e aprimoramento da especialidade. Além disso, a formação contínua é um aspecto essencial na angiologia, pois novas técnicas e tratamentos estão sempre surgindo, exigindo dos médicos uma atualização constante.

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Referências

  1. Demografia Médica do Brasil, 2024
  2. Sociedade Brasileira de Angiologia de Cirurgia Vascular 

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