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Cloranfenicol: saiba tudo sobre esses Anfenicois!

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O Cloranfenicol, o grande representante da classe dos Anfenicois, é um antibiótico produzido pelo Streptomyces venezuelae, que foi introduzido na prática clínica em 1948. Com a disseminação do uso, tomou-se evidente que o fármaco podia provocar discrasias sanguíneas graves e fatais.

Por esse motivo, é reservado hoje para o tratamento de infecções potencialmente fatais (ex: meningite, infecções por riquétsias) em pacientes que não podem receber fármacos alternativos mais seguros por causa de resistência ou alergias.

O uso do Cloranfenicol

Um análogo do cloranfenicol, o tiafenicol, foi desenvolvido a partir da substituição do grupamento p-nitro do anel benzênico por um grupamento metilsulfonil. Seu espectro antibacteriano é similar ao do cloranfenicol.

Sabe-se que ocorrem discrasias sanguíneas graves e fatais (anemia aplástica, anemia hipoplásica, trombocitopenia e granulocitopenia) após a administração de cloranfenicol.

Além disso, houve relatos de anemia aplástica atribuída ao cloranfenicol, que mais tarde desencadeou leucemia. Ocorreram discrasias sanguíneas após terapia a curto prazo e prolongada com este medicamento. Portanto, o cloranfenicol não deve ser usado quando agentes menos potencialmente perigosos forem eficazes.

Não deve ser utilizado no tratamento de infecções triviais ou quando não estiver indicado, como em resfriados, gripe, infecções da garganta, ou como um agente profilático para prevenir infecções bacterianas.

SE LIGA! O uso do cloranfenicol, um antimicrobiano de amplo espectro, é restrito a infecções de alto risco, para as quais não existe alternativa.

É essencial que sejam realizados estudos sanguíneos adequados durante o tratamento com o medicamento. Embora possam detectar alterações precoces no sangue periférico, como leucopenia, reticulocitopenia ou granulocitopenia, antes que se tornem irreversíveis, esses exames não podem ser utilizados para detectar depressão da medula óssea antes do desenvolvimento de anemia aplástica.

Para facilitar avaliação e observação adequadas durante a terapia, é desejável que os pacientes sejam hospitalizados.

Mecanismo de Ação do Cloranfenicol

O cCloranfenicol inibe a síntese de proteínas nas bactérias e, em menor grau, nas células eucarióticas. O fármaco penetra rapidamente nas células bacterianas, provavelmente por difusão facilitada.

Atua primariamente através de sua ligação reversível com a subunidade ribossômica 50S, próximo ao local de ligação dos antibióticos macrolídeos e da clindamicina, que são inibidos competitivamente pelo cloranfenicol.

Apesar da ligação do tRNA no local de reconhecimento do códon na subunidade 30S do ribossomo não ser afetada, o fármaco impede aparentemente a ligação da extremidade do aminoacil-tRNA contendo o aminoácido ao local aceptor na subunidade 50S do ribossomo. A interação entre a peptidiltransferase e seu substrato aminoácido não pode ocorrer, com consequente inibição da formação da ligação peptídica.

Inibição da síntese de proteínas bacterianas pelo cloranfenicol.

Imagem: Inibição da síntese de proteínas bacterianas pelo cloranfenicol. O cloranfenicol liga-se a subunidade ribossômica 50S no local da peptidiltransferase e inibe a reação de transpeptidação. Ele se liga a subunidade 50S do ribossomo, próximo ao local de ação da clindamicina e dos antibióticos macrolídeos. Estes agentes interferem na ligação do cloranfenicol e, portanto, podem intervir nas ações de cada um se forem administrados concomitantemente. Fonte: As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman & Gilman, 2012

O cloranfenicol também pode inibir a síntese de proteína mitocondrial nas células de mamíferos, talvez pelo fato de que os ribossomos mitocondriais se assemelharem mais aos ribossomos bacterianos (ambos são 70S) do que aos ribossomos citoplasmáticos 80S das células de mamíferos.

A peptidiltransferase dos ribossomos mitocondriais, mas não a dos ribossomos citoplasmáticos, é inibida pelo cloranfenicol. As células eritropoiéticas dos mamíferos mostram-se particularmente sensíveis ao fármaco.

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