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Anatomia Nasal e dos Seios Paranasais: saiba tudo!

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Confira um artigo completo que falamos sobre a Anatomia Nasal e dos Seios Paranasais para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Anatomia Nasal e dos Seios Paranasais

O nariz é a parte do sistema respiratório situada acima do palato duro, contendo o órgão periférico do olfato. Inclui a parte externa do nariz e a cavidade nasal, que é dividida em cavidades direita e esquerda pelo septo nasal.

As funções do nariz são olfato, respiração, filtração de poeira, umidificação do ar inspirado, além de recepção e eliminação de secreções dos seios paranasais e ductos lacrimonasais.

Parte externa do nariz

A parte externa do nariz é a parte visível que se projeta da face, seu esqueleto é principalmente cartilagíneo. O tamanho e o formato dos narizes variam muito, principalmente por causa das diferenças nessas cartilagens. O dorso do nariz estende-se da raiz até o ápice (ponta) do nariz.

A face inferior do nariz é perfurada por duas aberturas piriformes, as narinas, que são as aberturas nasais anteriores, elas são limitadas lateralmente pelas asas do nariz. A parte óssea superior do nariz, inclusive sua raiz, é coberta por pele fina. A pele sobre a parte cartilagínea do nariz é coberta por pele mais espessa, que contém muitas glândulas sebáceas.

A pele estende-se até o vestíbulo do nariz, onde tem um número variável de pelos rígidos (vibrissas). Como geralmente estão úmidos, esses pelos filtram partículas de poeira do ar que entra na cavidade nasal. A junção da pele e da túnica mucosa está além da área que tem pelos.

Imagem que mostra o Nariz externo - vista lateral.Imagem: Nariz externo – vista lateral. Fonte: Moore, K. L. Anatomia orientada para Clínica. 7 ed. 2014

Esqueleto do nariz

O esqueleto de sustentação do nariz é formado por osso e cartilagem hialina. A parte óssea do nariz consiste em ossos nasais, processos frontais das maxilas, parte nasal do frontal e sua espinha nasal, e partes ósseas do septo nasal.

A parte cartilagínea do nariz é formada por cinco cartilagens principais: duas cartilagens laterais, duas cartilagens alares e uma cartilagem do septo. As cartilagens alares, em forma de U, são livres e móveis, e dilatam ou estreitam as narinas quando há contração dos músculos que atuam sobre o nariz.

Septo nasal

O septo nasal divide a câmara do nariz em duas cavidades nasais. O septo tem uma parte óssea e uma parte cartilagínea móvel flexível. Os principais componentes do septo nasal são a lâmina perpendicular do etmoide, o vômer e a cartilagem do septo.

A fina lâmina perpendicular do etmóide, que forma a parte superior do septo nasal, desce a partir da lâmina cribriforme e continua superiormente a essa lâmina como a crista etmoidal. O vômer, um osso fino e plano, forma a parte posteroinferior do septo nasal, com alguma contribuição das cristas nasais da maxila e do palatino.

SAIBA MAIS! É comum o desvio do septo nasal para um lado. Pode ser consequência de tocotraumatismo (lesões produzidas no feto durante o trabalho de parto), porém, na maioria das vezes, o desvio ocorre durante a adolescência e a vida adulta, por traumatismo. Às vezes o desvio é tão acentuado que o septo nasal toca a parede lateral da cavidade nasal e não raro causa obstrução respiratória ou exacerba o ronco. O desvio pode ser corrigido cirurgicamente.

Imagem de uma ressonância magnética que mostra a vista inferior de septo desviado

Imagem: Vista inferior de septo desviado através de ressonância magnética. Fonte: Moore, K. L. Anatomia orientada para Clínica. 7 ed. 2014

Cavidades nasais

O termo cavidade nasal refere-se a toda a cavidade ou a metade direita ou esquerda, dependendo do contexto. A entrada da cavidade nasal é anterior, através das narinas. Abre-se posteriormente na parte nasal da faringe através dos cóanos. É revestida por túnica mucosa, com exceção do vestíbulo nasal, que é revestido por pele.

A túnica mucosa do nariz está firmemente unida ao periósteo e pericôndrio dos ossos e cartilagens que sustentam o nariz. A túnica mucosa é contínua com o revestimento de todas as câmaras com as quais as cavidades nasais se comunicam: a parte nasal da faringe na parte posterior, os seios paranasais nas partes superior e lateral, e o saco lacrimal e a túnica conjuntiva na parte superior.

Os dois terços inferiores da túnica mucosa do nariz correspondem a área respiratória e o terço superior é a área olfatória. O ar que passa sobre a área respiratória é aquecido e umedecido antes de atravessar o restante das vias respiratórias superiores até os pulmões. A área olfatória contém o órgão periférico do olfato, onde a aspiração leva ar até essa área.

As cavidades nasais têm teto, assoalho e paredes medial e lateral. O teto das cavidades nasais é curvo e estreito, com exceção da extremidade posterior, onde o corpo do esfenoide, que é oco, forma o teto. Ele é dividido em três partes, sendo eles o frontonasal, o etmoidal e o esfenoidal, nomeados de acordo com os ossos que formam cada parte. O assoalho das cavidades nasais é mais largo do que o teto.

As conchas nasais superior, média e inferior curvam-se em sentido inferomedial, pendendo da parede lateral como persianas ou cortinas curtas. São estruturas muito convolutas, semelhantes a rolos, que oferecem uma grande área de superfície para troca de calor.

Em sua constituição temos o recesso ou meato nasal, que corresponde a passagem na cavidade nasal, sob cada formação óssea. Assim, a cavidade nasal é dividida em cinco passagens: um recesso esfenoetmoidal posterossuperior, três meatos nasais laterais (superior, médio e inferior) e um meato nasal comum medial, no qual se abrem as quatro passagens laterais.

Vascularização da cavidade nasal

A irrigação arterial das paredes medial e lateral da cavidade nasal tem cinco procedências. As artérias etmoidal anterior, etmoidal superior e esfenopalatina dividem-se em ramos lateral e medial. A artéria palatina maior chega ao septo via canal incisivo através da região anterior do palato duro.

A parte anterior do septo nasal é a sede de um plexo arterial anastomótico do qual participam todas as cinco artérias que vascularizam o septo, denominada área de Kiesselbach. O nariz também recebe sangue da artéria etmoidal anterior e artéria esfenopalatina, além de ramos nasais da artéria infraorbital e ramos nasais laterais da artéria facial.

Imagem ilustrativa das Artérias da cavidade nasal.

Imagem: Artérias da cavidade nasal. Fonte: https://bit.ly/3echgwf

SAIBA MAIS: A epistaxe é relativamente comum em razão da abundante vascularização da mucosa nasal. Na maioria dos casos, a causa é o traumatismo e a hemorragia provém da área de Kiesselbach. A epistaxe também pode ser associada a infecções, hipertensão arterial ou pela introdução de objetos no nariz, rompendo as veias no vestíbulo.

Um rico plexo venoso submucoso, situado profundamente à túnica mucosa do nariz, proporciona drenagem venosa do nariz por meio das veias esfenopalatina, facial e oftálmica. O plexo venoso é uma parte importante do sistema termorregulador do corpo, trocando calor e aquecendo o ar antes de entrar nos pulmões. O sangue venoso do nariz drena principalmente para a veia facial através das veias angular e nasal lateral. Entretanto, lembre-se de que ele está localizado no “triângulo perigoso” da face em razão das comunicações com o seio cavernoso.

Inervação da cavidade nasal

Em relação a inervação do nariz, a túnica mucosa do nariz pode ser dividida em partes posteroinferior e anterossuperior por uma linha oblíqua que atravessa aproximadamente a espinha nasal anterior e o recesso esfenoetmoidal.

A inervação da região posteroinferior da túnica mucosa do nariz é feita principalmente pelo nervo maxilar, através do nervo nasopalatino para o septo nasal, e os ramos nasal lateral superior posterior e nasal lateral inferior do nervo palatino maior até a parede lateral.

Já a inervação da porção anterossuperior provém do nervo oftálmico (NC V1) através dos nervos etmoidais anterior e posterior, ramos do nervo nasociliar. A maior parte do nariz também é suprida pelo NC V1 (via nervo infratroclear e ramo nasal externo do nervo etmoidal anterior), mas as asas são supridas pelos ramos nasais do nervo infraorbital (NC V2).

Os nervos olfatórios, associados ao olfato, originam-se de células no epitélio olfatório na parte superior das paredes lateral e septal da cavidade nasal. Os processos centrais dessas células, que formam o nervo olfatório, atravessam a lâmina cribriforme e terminam no bulbo olfatório, a expansão rostral do trato olfatório.

Os Seios paranasais 

São extensões, cheias de ar, da parte respiratória da cavidade nasal para os seguintes ossos do crânio: frontal, etmoide, esfenoide e maxila. São nomeados de acordo com os ossos nos quais estão localizados. Os seios continuam a invadir o osso adjacente, e extensões acentuadas são comuns nos crânios de idosos.

SE LIGA! Como os seios paranasais são contínuos com as cavidades nasais através de óstios que se abrem neles, a infecção pode disseminar-se das cavidades nasais, causando inflamação e edema da mucosa dos seios paranasais (sinusite) e dor local. Às vezes há inflamação de vários seios (pansinusite), e o edema da mucosa pode obstruir uma ou mais aberturas dos seios para as cavidades nasais.

Imagem da Diferença da tomografia computadorizada no caso de sinusite

Imagem: Diferença da tomografia computadorizada no caso de sinusite. Fonte: https://bit.ly/3iKZYJP

Os seios frontais direito e esquerdo estão entre as lâminas externa e interna do frontal, posteriormente aos arcos superciliares e à raiz do nariz. Em geral, os seios frontais são detectáveis radiologicamente a partir dos 6 anos. Cada seio drena através de um ducto frontonasal para o infundíbulo etmoidal, que se abre no hiato semilunar do meato nasal médio. Os seios frontais são inervados por ramos dos nervos supraorbitais (NC V1).

Confira o vídeo

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