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Aminoglicosídeos: definição e como funcionam

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O grupo dos Aminoglicosídeos inclui a gentamicina, a tobramicina, a amicacina, a plazomicina, a estreptomicina, a paromomicina, a espectinomicina e a neomicina.

Estes fármacos são utilizados principalmente no tratamento de infecções causadas por bactérias aeróbicas gram-negativas.

Aminoglicosídeos: como funcionam?

Em contraste com a maioria dos inibidores da síntese microbiana de proteínas, que são bacteriostáticos, os aminoglicosídeos são inibidores bactericidas da síntese proteica.

Estes agentes contêm amino-açúcares ligados a um anel aminociclitol por ligações glicosídicas. Trata-se de policátions, cuja polaridade é responsável, em parte, pelas propriedades farmacocinéticas compartilhadas por todos os membros deste grupo.

Por exemplo, nenhum deles é adequadamente absorvido após a administração oral, são obtidas concentrações inadequadas no líquido cerebrospinal (LCS), e todos sofrem excreção relativamente rápida pelo rim normal.

SE LIGA! O termo “aminoglicosídeo” se origina da sua estrutura: dois amino-açúcares unidos por ligação glicosídica a um núcleo hexose central.

Embora os aminoglicosídeos sejam fármacos importantes e amplamente utilizados, a sua grave toxicidade limita a sua utilidade. Todos os membros do grupo compartilham o mesmo espectro de toxicidade, mais notavelmente nefrotoxicidade e ototoxicidade, que pode acometer tanto as funções auditiva quanto a função vestibular do oitavo nervo craniano.

SE LIGA! A aplicação clínica mais comum dos aminoglicosídeos (como monoterapia ou como parte da terapia combinada) é para o tratamento de infecções graves causadas por bacilos gram-negativos aeróbicos. Embora menos comum, os aminoglicosídeos (em combinação com outros agentes) também foram utilizados para o tratamento de infecções gram-positivas selecionadas. Além disso, certos aminoglicosídeos demonstraram atividade clinicamente relevante contra protozoários (paromomicina), Neisseria gonorrhoeae (espectinomicina) e infecções por micobactérias (tobramicina, estreptomicina e, mais comumente, amicacina).

Os aminoglicosídeos difundem-se por meio de canais porina na membrana externa dos microrganismos suscetíveis. Esses microrganismos também têm um sistema dependente de oxigênio que transporta o fármaco através da membrana citoplasmática. Dentro da célula, eles se fixam na subunidade ribossomal 30S, onde interferem com a montagem do aparelho ribossomal funcional e/ou causam a leitura incorreta do código genético pela subunidade 30S do ribossomo completo.

Mecanismo de ação dos aminoglicosídeos.

Imagem: Mecanismo de ação dos aminoglicosídeos. Fonte: Farmacologia Ilustrada, 2016.

Os antimicrobianos que interrompem a síntese proteica em geral são bacteriostáticos; os aminoglicosídeos são os únicos a atuar como bactericidas.

O efeito bactericida dos aminoglicosídeos é concentração-dependente, isto é, a eficácia depende da concentração máxima (Cmáx) do fármaco acima da concentração inibitória mínima (CIM) do microrganismo. Para os aminoglicosídeos, a Cmáx é de 8 a 10 vezes a CIM.

Eles também exibem efeito pós-antimicrobiano (EPA), que é supressão bacteriana continuada após a concentração do antimicrobiano cair abaixo da CIM. Quanto maior a dosagem, mais longo o EPA. Devido a essas propriedades, o aumento do intervalo entre dosagens (uma dose alta única é administrada por dia) é usado com mais frequência do que dosagens diárias divididas. Isso diminui o risco de nefropatia e aumenta a adesão ao tratamento.

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