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Amamentação e Covid-19 | Colunistas

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As principais condutas e estudos sobre as gestantes suspeitas ou infectadas por coronavirus ainda são escassas e até divergentes devido à contemporaneidade da pandemia da COVID-19. No entanto, através de discussões e contextualizações levando-se em consideração as recomendações oficiais brasileiras, é possível garantir a segurança do binômio mãe e feto. Sendo assim, as recomendações não são permanentes, podendo ser modificadas à medida que novas evidências forem surgindo. Além disso, analisou-se que algumas recomendações variam de acordo com o contexto local e de acordo com as condições individuais e associadas da gestante e do lactente.

Gestantes infectadas com suspeita da Covid-19

No início da pandemia, a amamentação direta não foi recomendada durante o período de infecção da mãe por alguns analistas, a qual indicaram separação de ambos por pelo menos 2 semanas, em contraste outros ressaltaram a importância do aleitamento direto, devido aos inúmeros benefícios para a mãe e o filho, desde que obedecidas devidas profilaxias.

O aleitamento materno e o contato pele a pele de recém nascidos de mães suspeitas deve ser realizado só e após até que as medidas de prevenção da contaminação ao bebê sejam adotadas, o que inclui banho da puérpera, troca de máscara, touca, camisola e lençóis. A indicação de banho do recém-nascido na primeira hora de vida é uma conduta individual e varia de acordo com as condições de cada instituição.  

As mães suspeitas ou infectadas pelo Covid-19 deve manter a amamentação se estiver em bom estado geral e seguir cuidados higiênicos e orientações como o uso da máscara facial, cobrindo totalmente o nariz e a boca durante as mamadas além de evitar falar ou tossir. Em casos de espirro ou tosse e a cada nova mamada substituir de imediato a máscara. Lavar com frequência as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos e assepsia com álcool em gel 70% antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora).

Essas pacientes suspeitas com febre alta e hipoxemia devem ter os recém nascidos monitorados. A necessidade de vigilância, estipulando um período para que ela ocorra de forma mais vigorosa de 14 a 21 dias posteriores ao nascimento. Além disso, essas gestantes devem ser submetidas a exames de imagem pulmonar (radiografia torácica e tomografia computadorizada) e testes de diagnóstico para doença o mais rápido possível; e estimular o relato da sintomatologia, contando com examinação e encaminhamento para o hospital adequado, se clinicamente necessário. E os recém nascidos destas, devem ser isolados por 14 dias posteriores ao nascimento e monitorados de perto quanto às manifestações clínicas da infecção.

Os recém-nascidos de mães diagnosticadas com o SARS-CoV-2 que tiveram contato próximo com alguma pessoa suspeita ou confirmada com a doença e/ou moram ou viajaram para áreas com elevados números de casos são considerados de alto risco para Covid-19. As manifestações clínicas dos recém-nascidos infectados, em sua maioria, são inespecíficos. Quando ocorrem, destacam-se, em especial, em casos de prematuridade, disfunção cardiovascular e gastrintestinais, instabilidade térmica e problemas respiratórios dominantes. Em situações de agravo, pode se desenvolver rapidamente a Síndrome do Desconforto Respiratório agudo. Entretanto, quanto mais prematura a função imune mais prioridade se deve impor, a fim de evitar a ascensão ao coronavírus e ao agravamento.  

Segundo as informações científicas disponíveis até o momento, não existe comprovação de transmissão do SARS-COV-2 pelo leite materno. Estudos realizados em pacientes infectadas e suspeitas, a maioria das amostras de leite deu negativo para Sars-Cov-2, embora ter tido casos raros de positividade no leite, essas partículas não foram ainda categorizadas como viáveis para o risco confirmado de transmissão. Sendo assim é viável conduzir o aleitamento, pois seus benefícios superam o risco da transmissão.

Amamentação e bombeamento de leite

Em situações em que a gestante não se sinta segura para amamentar, a autonomia dessa pode ser preservada através de orientações sobre a retirada do leite e a oferta ao seu filho de modo in natura (livre de processamento) por meio de copinho, xícara ou colher e também pela técnica de bombear o leite materno, que pode ser ofertado ao bebê por um cuidador saudável e devidamente capacitado por profissional qualificado antes de iniciar o procedimento.

A técnica de bombeamento de leite exige certos cuidados com higiene e garantia da qualidade do leite materno, ocasionando inúmeras vantagens, tais como armazenar o leite em situações de afastamento, auxilia o aumento da lactogênese e alivia o desconforto em quadros de acometimento mamário. Certas condutas tais como massagear os seios, preferir o horário matutino, seguir um intervalo de 30 a 60 minutos entre as mamadas e bombear de 8 a 10 vezes a cada 24 horas.

 Condutas da mãe para evitar pegar infecção

• Evitar sair. Mas, caso seja muito necessário, buscar usar a paramentaçâo adequadamente. Além de evitar circulações desnecessárias nas ruas, estádios, teatros e buscar o isolamento domiciliar.

• Limpar e desinfectar objetos e superfícies tocados com frequência.

• No quarto, manter distância de pelo menos 1 metro entre a cama da mãe e o berço do bebê.

• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos.

• Seguir a orientação distância mínima de cerca de 2 metros de qualquer pessoa, sintomática ou não.

• Manter as janelas abertas para circulação de ar do ambiente.

Mães em tratamento de coronavirus

O tratamento para o coronavirus não é um indicativo para suspender a amamentação. Mas, no decorrer da terapêutica vão surgindo administrações de diferentes medicamentos sendo necessário buscar orientações de consultores em aleitamento materno. Atualmente, todos os medicamentos empregados para tratamento de pacientes com covid-19 são conciliáveis com a amamentação.

A cloroquina é uma droga que detém baixa passagem no leite e evidências até o momento, não demonstram efeitos adversos nos lactentes.

A hidroxicloroquina, muito empregada em doenças autoimunes já foi previamente analisada em mulheres com uso de medicação por mais de 1 ano em vigência de aleitamento e não manifestou toxicidade ocular ou anomalias no desenvolvimento das crianças.  

A azitromicina é um antibiótico do grupo dos macrolídeos que detém baixos níveis no leite materno é uso seguro em lactentes, mas pode ocasionar alguns efeitos gastrintestinais como diarréia e candidíase, mas é considerada segura durante amamentação.  

A ivermectina não possui muitos evidências sobre seu uso durante a amamentação, mas também é pouco excretada no leite sendo considerada segura.

O antivíral favipiravir também não possui muitos estudos para julgar seu grau de segurança, mas sabe-se que pode ocasionar a elevação de enzimas hepáticas e de ácido úrico, então quando utilizado é necessário dosar esses exames nos lactentes.

O oseltamivir, útil na terapêutica de Influenza A e B, é considerado seguro e seu uso é aprovado pelo CDC.     

Autor(a): Lanna do Carmo Carvalho.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

Gestantes infectadas ou com suspeita de covid-19: https://www.google.com/amp/s/pebmed.com.br/como-orientar-a-amamentacao-para-mulheres-com-covid-19/ 

Amamentação e bombeamento de leite: https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://saude.abril.com.br/familia/amamentacao-pode-evitar-covid-19-em-bebes/amp/&ved=2ahUKEwiirKTTgKPxAhVkF7kGHZfACBAQFnoECA8QAQ&usg=AOvVaw0CdovU_4PIw9wONvk5O7w_&ampcf=1

Condutas da mãe para evitar pegar a infecção: https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://pebmed.com.br/como-orientar-a-amamentacao-para-mulheres-com-covid-19/&ved=2ahUKEwiirKTTgKPxAhVkF7kGHZfACBAQFnoECBkQAQ&usg=AOvVaw1oymIhTLv3Z0uxjKBA_xgj&ampcf=1

Mães em tratamento de coronavirus: https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://www.emeequipment.com.br/blog/amamentacao/guia-de-bomba-tira-leite&ved=2ahUKEwjit9KagaPxAhXYG7kGHZXqCWk4ChAWegQICBAB&usg=AOvVaw1Pkd9E6WPOrfydmh0Z7Cpu  

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